sexta-feira, 1 de maio de 2015

Simbologias da Flor de Lótus



A flor de lótus simboliza a pureza, a perfeição, a sabedoria, a paz, o sol, a prosperidade, a energia, a fertilidade, o nascimento, o renascimento, a sexualidade e a sensualidade.

Simbologias da Flor de Lótus

Venerado em muitos lugares, desde Índia, China, Japão e Egito, a flor de Lótus durante muito tempo simbolizou a criação, a fertilidade e, sobretudo, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas. Além disso, representa a beleza e o distanciamento pois cresce sem se sujar nas águas que a envolvem (a raiz está na lama, o caule na água e a flor no sol) que na crença hindu, simboliza a beleza interior: "viver no mundo, sem se ligar com aquilo que o rodeia".

No Egito, essa flor atípica simboliza a "origem da manifestação", ou seja, o nascimento e o renascimento visto que ela abre e fecha consoante o movimento solar e, ademais, está relacionada com os deuses Nefertem e Re. Vale lembrar que o lótus azul era venerado pelos faraós do Egito por possuir características sagradas e mágicas associadas ao renascimento.

Não obstante, na Índia, a flor de Lótus simboliza o crescimento espiritual representado por aquela que surge da obscuridade para desabrochar em plena luz. Na mitologia hindu, o lótus dourado aparece na mão esquerda de buda simbolizando a pureza e o esclarecimento.

Além de Buda, muito deuses da mitologia hindu se relacionam com essa flor, por exemplo, Brahma, o criador, que nasce do umbigo de Vishna emergindo num lótus de mil pétalas; ou Surya, o deus do sol retratado com duas flores de Lótus simbolizando o esclarecimento.
Representação da Flor de Lótus

A tradicional flor de lótus é representada com oito pétalas que se relacionam com as oito direções do espaço, sendo, portanto, um símbolo da harmonia cósmica e, por isso, aparece com frequência nas mandalas. Por sua vez, na mitologia hindu, há uma representação do lótus com mil pétalas considerado o trono de buda, o pináculo da perfeição, simbolizando o esclarecimento espiritual e a totalidade. Da mesma maneira, Brahma nasce do umbigo de Vishnu sustentado por uma flor de lótus de mil pétalas.

No tocante às cores dessa flor: a lótus branca simboliza a pureza mental; a lótus vermelha representa o amor e compaixão; o lótus azul significa sabedoria; e, por fim, o lótus rosa simboliza o próprio Buda.

Veja também simbologia de Lírio.
Outros Símbolos
Rosa
Buda
Flor
Beija-flor
Lírio

http://www.dicionariodesimbolos.com.br/flor-lotus/

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mauricio de Sousa lança ‘Meu pequeno evangelho’, livro da Turma da Mônica sobre espiritismo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/mauricio-de-sousa-lanca-meu-pequeno-evangelho-livro-da-turma-da-monica-sobre-espiritismo-14687392#ixzz3YnSZ4OQB © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Espírita, primo do pai de Cascão ensina aos personagens a doutrina de Allan Kardec

POR 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A princesa negra

http://pt.slideshare.net/andreaperez1971/a-princesa-negra?related=1


Meninos de todas as cores..." isabel preto

http://pt.slideshare.net/profa2011/menino-de-todas-as-cores?next_slideshow=1

Visite o site vale a pena!!


As cores do mundo de Lúcia

(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB)

Saiba que os poetas como os cegos
podem ver na escuridão.
(Edu Lobo/Chico Buarque de Holanda. Choro Bandido)

A temática dos excluídos na literatura infantil vem crescendo nos últimos anos. No Brasil, encontramos muitos livros de literatura infantil que tratam de aspectos ligados àqueles que vivem isolados da sociedade por algum tipo de deficiência ou discriminação. Nos livros para o público infantojuvenil, encontramos assuntos que transitam da marginalidade à intolerância racial, Os livros “Marginal à esquerda”, de Ângela Lago, “Carvoeirinhos” de Roger Mello, “Sapato Alto” de Lygia Bojunga Nunes abordam temas modernos que antes não apareciam na literatura infantil brasileira.
Daniel Munduruku, com muita propriedade, procura redimir a figura do índio; Rogério Andrade Barbosa valoriza a cultura africana com histórias que remontam aos países africanos. Luciana Savaget, com uma série de livros sobre os árabes, traz uma nova visão a respeito de palestinos e árabes.
Da Editora Paulus, recebemos, recentemente, (outubro de 2010), um bonito livro “As cores do mundo de Lúcia”, de Jorge Fernando dos Santos, com ilustrações de Denise Nascimento. Com sutileza, autor e ilustradora retratam o problema da cegueira.
Jorge Fernando dos Santos é mineiro, escritor de livros infantis e autor de peças teatrais. Denise Nascimento é, também, mineira, já ilustrou vários livros infantojuvenis e participou da Feira do Livro de Bolonha (Itália) e da Bienal de Ilustrações, na Eslováquia.
Na história de Lúcia, Jorge Fernando conta e Denise ilustra. O leitor percorre caminhos com a pequena personagem e vai descobrindo pouco a pouco como a menina celebra a vida e se encanta com as coisas simples que estão ao seu redor.
As associações dos sentidos com as cores é a tônica constante do livro. Cada cor tem um simbolismo distinto e a menina aprende a conviver com o mundo da escuridão através dos aromas, do tato, do som.
O branco lhe lembrava o algodão e o sabor “variava da acidez do sal de cozinha ao aroma adocicado das flores da jabuticabeira do jardim de sua casa”. Na época da floração, vinham abelhas com seus zumbidos e surge outra associação – “o som do branco era um zumbido suave e constante”.
E o verde? Está presente nas folhas da roseira, na folha cheirosa da hortelã, no vestido de aniversário presenteado pela avó, por isso o som do verde se assemelha à melodia “Parabéns pra você”.
A laranja é a cor do amanhecer, do canto do galo é a “cor do céu depois que amadurece”. À tardinha, um pouco antes do pôr do sol, o céu fica todo alaranjado.
O azul é a cor do mar e tem gosto de bala de anis. E o mar reflete tantas cores! Às vezes é de um azul profundo, torna-se prateado nas noites de lua cheia, dourado quando o sol está muito forte. As espumas colorem o mar de branco e aí tem “um forte gosto de sal.”
E o vermelho? Esta cor tem sabores variados. Gosto de batom, de pimenta e de frutas deliciosas, como a cereja e o morango. É a cor do sangue que pulsa nas nossas veias.
O amarelo tem o cheiro de banana madura, o gosto lembra o doce de pêssego em calda. Será que Lúcia já ouviu alguém dizer que esta cor era a preferida do pintor Van Gogh? A história não fala sobre isto, mas é bom acrescentar.
Por fim, vem o negro. Esta era a única cor que a menina podia ver. Mas ao lado do negro, vem uma feliz descoberta – ao receber do jardineiro o presente de uma jabuticaba bem madurinha, vem a delícia de saber que esta cor resulta da mistura de todas as cores.
Não poderia concluir este passeio com Lúcia pelo mundo das cores, sem fazer o registro das ilustrações suaves e sugestivas de Denise Nascimento.
Um fato chama a atenção do leitor. Lúcia, a mãe, a avó e os demais personagens da história aparecem sempre com os olhos fechados, só o jardineiro, encarregado de cuidar das flores do jardim, está com os olhos bem abertos.
Quem cuida de flores deve estar com os olhos abertos para não perder os momentos do desabrochar das pétalas. Quem não pode vê-las, deve ter sensibilidade para senti-las através do tato e dos aromas.

IAB é contra o ensino religioso confessional nas escolas públicas

O Instituto dos Advogados Brasileiros afirmou ser contra o ensino religioso confessional nas escolas públicas, previsto no acordo firmado entre a Presidência da República e a Santa Sé, em 2010. A entidade decidiu participar de audiência pública sobre o tema no Supremo Tribunal Federal, marcada para o dia 15 de junho.
O governo promulgou, por meio do Decreto 7.107/2010, acordo relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil --firmado na Cidade do Vaticano em 2008-- que prevê o ensino religioso nos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
Em sessão ordinária no início do mês, o IAB decidiu apoiar a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4439 ajuizada pela Procuradoria-Geral da República, que propõe ao STF interpretar o decreto à luz da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Em seu artigo 33, a LDB estabeleceu que "o ensino religioso, de matrícula facultativa é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil e vedadas quaisquer formas de proselitismo".
A Procuradoria-Geral da República defende a tese de que a única forma de compatibilizar o caráter laico do Estado com o ensino religioso nas escolas públicas consiste na adoção de modelo não confessional. Para a PGR, a disciplina deve ter se basear na exposição das doutrinas, práticas, história e dimensões sociais das diferentes religiões, incluindo posições não religiosas, sem qualquer tomada de partido por parte dos educadores.
A disciplina deve ser ministrada por professores regulares da rede pública de ensino, e não por "pessoas vinculadas às igrejas ou confissões religiosas", na argumentação apresentada na ADI.
Discussão
A audiência pública foi convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, relator do processo. Segundo ele, a complexidade do tema "recomenda a convocação de audiência pública para que sejam ouvidos representantes do sistema público de ensino, de grupos religiosos e não religiosos e outras entidades da sociedade civil, bem como especialistas com reconhecida autoridade no tema".
Segundo Barroso, "as questões extrapolam os limites do estritamente jurídico, demandando conhecimento interdisciplinar a respeito de aspectos políticos, religiosos, filosóficos, pedagógicos e administrativos relacionados ao ensino religioso no país".
Entre os pontos a serem discutido estãp as relações entre o princípio da laicidade do Estado e o ensino religioso nas escolas públicas, as posições a respeito dos modelos confessional e não confessional e as diversas confissões religiosas e posições não religiosas. O ministro defende, ainda, a discussão sobre as diferentes experiências dos sistemas estaduais de educação com o ensino religioso. Com informações da Assessoria de Imprensa do IAB.
http://www.conjur.com.br/2015-abr-25/iab-ensino-religioso-confessional-escolas-publicas

domingo, 26 de abril de 2015

Entrevista com Lia Kohrs - dançarina de Odissi

Entrevista com Lia Kohrs - dançarina de Odissi



        Após alguns meses de visita ao Brasil, Lia retornou à India para mais um ano inteiro de estudos.  Antes de partir, compartilhou conosco sua sabedoria e doçura.


Onde você nasceu e se criou? 
Nasci no Japão e lá me criei, na cidade de Tokyo.


O que a atraiu para a cultura Indiana?
Não consegui até hoje encontrar uma “razão” propriamente dita, acredito até que na minha vida passada nasci indiana, tão forte é o vínculo que sinto com a cultura.

Quando começou a aprender Odissi? E por que escolheu este estilo dentre os Clássicos de Dança Indiana?
Em 2009.  A tradicional arte marcial indiana, “Kalarippayat” me inspirou para este estilo de dança.
Antes treinei Bharata Natyam por seis anos; no Japão por dois anos, seguidos de dois na Alemanha e dois na India.
Estive em Rishkesh no ano de 1998 por seis meses praticando Yoga todos os dias.  Ao retornar para o Japão encontrei um professor de Yoga somente satisfatório, o que me fez com que  procurasse um contato maior com a cultura Indiana.
Foi em 1999 que comecei a treinar a dança no estilo Bharata Natyam que é  significativo em Tokyo.
Quando na India, estudei também “Kalamkari”, pintura tradicional de Andhra Pradesh assim como o instrumento clássico “Pakhawaj” em Chennai.


Por favor fale-nos  sobre o estilo Odissi; sua complexidade, história e principais características.
È uma arte com base no tratado de ‘Natya Shastra’, os conceitos de Odissi não diferem do Bharata Natyam mas culturalmente pode-se dizer que sim,  são diferentes.  Se compararmos as duas regiões  que emergiram estes estilos por exemplo, vemos que em Karnataka e Tamil Nadu, berços do Bharata Natyam as pessoas parecem ser mais rajásicas, expressam mais facilmente seus sentimentos e desconfortos, enquanto que em Orissa, berço do Odissi é facil perceber reações  opostas. A dança reflete isso. Pessoalmente, por ter vindo de uma cultura reservada como é a japonesa, encontrei o equivalente no Odissi, optando por deixar de treinar Bharata Natyam.
No Universo do Bharata Natyam tivemos Rukmini Devi, fundadora de Kalakshetra, responsável desde a década de trinta e quarenta por preservar a dança que havia se perdido e trazê-la  à modernidade sem perder seus fundamentos tradicionais. Infelizmente no Odissi não temos alguém deste porte. Este estilo pode se perder ao longo dos séculos. È preciso que os dançarinos comprometidos façam de tudo para preservá-lo na sua forma mais pura.
Quanto a suas  características, seu treinamento  baseia-se nas posições ‘Chowk’ e ‘Tribhanga’; 10 exercícios  em cada posição. Os aspectos ‘Tandava’ e ‘Lasya’ – masculino e feminino, respectivamente – devem ser combinados, em harmonia. Cada uma das posturas em Odissi é como uma estátua de Deus num templo, o reflexo do Divino.


Quem são seus gurus? E qual o estilo de Odissi que aprende?
Judhistir Nayak, Lingaraj Suwain e Bichitrananda Swain.
Treino o estilo Kelucharan Mahapatra. 

Você está frequentemente viajando à India para aprimorar seu aprendizado.  Ao seu ver, quais seriam as diferenças  entre a dança clássica apresentada  na India em comparação com a dança que você viu fora da India?
Sinto que dentro da India os mestres sentem-se mais pressionados e experienciam  pouca flexibilidade até para tentar um estilo diferente do qual escolheram aprimorar-se.
Já fora da India, lembrando especialmente meu contato com mestres na Alemanha, eles sentem-se mais relaxados, de um jeito divertido.
A dança, sem dúvida acaba refletindo isso.


O que mais a atrai na forma tradicional de aprendizado ? 
Os mestres são muito pacientes para demonstrar os movimentos e o fazem muitas vezes. E como estes movimentos são únicos e  devem ser executados daquela forma em particular o aluno se sente confortável e seguro para aprender.
A tradição deve ser respeitada até na forma de nos prepararmos para a aula. Tive uma mestre de Bharata Natyam  que dizia que a forma como o aluno chega para a aula, vestido em seu sári é a forma como tem a dança dentro de si mesmo.  Se o veste bem, com respeito, assim é sua prática.


Conte-nos alguns dos momentos mais memoráveis que vivenciou na India.
Relacionado a dança diria que foi no aprendizado de ’abhinaya’, o momento teatral da dança, sua expressão devocional. O dançarino  por expressar uma Arte visual,  naturalmente se preocupa como sua imagem chega ao olho do espectador, ele quer aparecer bem.  Minha Guru enfatizava que o dançarino deve ouvir seu coração, representar  sem se importar em absoluto com sua própria aparência. Este aprendizado foi muito difícil, mas essencial.
Em relação a vida na India, nunca carrego relógio. Nem agora, estou com um! Há sempre alguém dentro de mim avisando-me do tempo. Houve um episódio em Tirunammavalai que um motorista do riquixá, preocupado com minha perda do ônibus o perseguiu até que este parasse para que pudesse embarcar!



Quais são seus planos para o futuro? Planeja começar uma escola de dança em seu país?
Tenho como missão disseminar a tradição Indiana.

Quais são os pré-requisitos para alguém que queira adentrar-se na tradição da Dança Indiana?
Aprender seus ritmos, como também  tocar os instrumentos clássicos  e  cantar.
Acima de tudo: dedicação, incondicionalmente.

Onde se leva a dança clássica? Para qual platéia?
Ao meu ver, a platéia não importa. O dançarino faz para Deus e Ele estará onde você estiver.



Tradução e Revisão: Ana Cláudia Silvestre
http://dancaindianabrasil.blogspot.com.br/2011/11/entrevista-com-lia-kohrs-dancarina-de.html

sábado, 25 de abril de 2015

Informativo nº 36 com textos e atividades. Segue o link para que possam fazer download deste informativo:

O Encontro com professores de Ensino Religioso do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental que aconteceu no dia 15/04 no auditório da Federação Espírita do Paraná teve como tema central o RESPEITO À DIVERSIDADE RELIGIOSA X (IN)TOLERÂNCIA, apresentou o Informativo nº 36 com textos e atividades.
Segue o link para que possam fazer download deste informativo: