terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ensino Religioso e escola pública: uma relação delicada

Todos têm o direito de manifestar sua fé, mas incluir a disciplina na grade pode causar momentos embaraçosos

Com apuração de Fernanda Salla (novaescola@fvc.org.br)
Ensino Religioso e escola pública: uma relação delicada. Ilustração: Benett
Aulas de religião na escola pública. Pode? Sim, de acordo com a Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), desde que não sejam obrigatórias para os alunos e a instituição assegure o respeito à diversidade de credos e coíba o proselitismo, ou seja, a tentativa de impor um dogma ou converter alguém. Mas faz sentido oferecer a disciplina na rede pública? Desta vez, a resposta é não, e os motivos são três.

O primeiro tem a ver com a dificuldade de cumprir o que é determinado legalmente. A começar pelo caráter facultativo. O que fazer com os estudantes que, por algum motivo, não queiram participar das atividades? Organizar a grade para que eles tenham como opção atividades alternativas é o que se espera da escola. Porém, não é o que acontece em muitas redes. Nelas, nenhum aluno é obrigado a frequentar as aulas da disciplina, mas, se não o fizerem, têm de descobrir sozinhos como preencher o tempo ocioso. A lei não obriga a rede a oferecer uma aula alternativa, mas é contraditório permitir que as crianças fiquem na escola sem uma atividade com objetivos pedagógicos.

A questão da diversidade, outro item previsto na lei, também não é uma coisa simples de ser resolvida. Como garantir que todos os grupos religiosos - incluindo divisões internas e dissidências - sejam respeitados durante o programa em um país plural como o nosso? Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 64,6% da população se declara católica, 22,2% evangélica, 2% espírita, 3% praticante de outras religiões e 8% sem religião.

O segundo motivo é de foro íntimo e tem a ver com as escolhas de cada um e com o respeito às opções dos outros. De que forma assegurar que o professor responsável por lecionar Ensino Religioso não incorra no erro de impor seu credo aos estudantes? Ou que aja de maneira preconceituosa caso alguém não concorde com suas opiniões? É fato que todos, educadores e alunos, têm o direito de escolher e exercer sua fé. Está na Constituição também. Não há mal algum em rezar, celebrar dias santos, frequentar igrejas (ou outros templos), ter imagens de devoção e portar objetos, como crucifixos e véus. Porém, em hipótese alguma, a escola pode ser usada como palco para militância religiosa e manifestações de intolerância. É bom lembrar que a mesma carta magna determina que o Estado brasileiro é laico e, por meio de suas instituições, deve se manter neutro em relação a temas religiosos.

Quando isso não acontece, aumentam os riscos de constrangimentos e eventos de bullying. Stela Guedes Caputo, doutora em Educação e docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), pesquisou por mais de duas décadas a infância e a adolescência de praticantes do candomblé. Por causa de sua fé, muitos deles foram humilhados pelos colegas e até por seus professores. Para evitar tais situações, a maioria omitia a crença na tentativa de se proteger.
O terceiro motivo para deixar o Ensino Religioso fora do currículo é a essência da escola. Cabe a ela usar os dias letivos para ensinar aos estudantes os conteúdos sobre os diversos campos do conhecimento. Há tempos, sabe-se que estamos longe de cumprir essa obrigação básica. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) comprovam com clareza essa falta grave. Boa parte dos estudantes conclui o Ensino Fundamental sem alcançar proficiência em leitura, escrita e Matemática.

Além disso, há que se avaliar um argumento usado por quem defende o Ensino Religioso como forma de tratar de valores morais. Sem dúvida, é importante que a escola explore esse tema, mas desde que ele perpasse todo o currículo e esteja presente no discurso e nas atitudes de toda a comunidade escolar. Por isso, não faz sentido falar de moral nas aulas sobre religião e nas atividades alternativas oferecidas para quem optar por não cursar a disciplina.

Num cenário ideal, a moral trabalhada no ambiente educacional não tem a ver com a pregada pelas religiões. Educação e verdades incontestáveis não combinam. Enquanto os credos são dogmáticos e pautados na heteronomia (quer dizer, as normas são reguladas por uma autoridade ou um poder onipresente), a escola é o lugar para a conquista e o desenvolvimento da autonomia moral. Isso quer dizer que crianças e adolescentes devem aprender e ser estimulados a analisar seus atos por meio da relação de respeito com o outro, compreendendo as razões e as consequências de se comportar de uma ou outra maneira. Bons projetos de Educação moral, que abrem espaço para questionamentos e mudanças de hábito, dão conta do recado.

Mesmo sem oferecer a disciplina, muitas instituições pecam ao usar a religião no dia a dia. Segundo respostas dadas por 54.434 diretores ao questionário da Prova Brasil 2011, independentemente de oferecer a matéria, 51% das escolas cultivam o hábito de cantar músicas religiosas ou fazer orações no período letivo, no horário de entrada ou da merenda, entre outros (leia outros dados no gráfico abaixo).

Outro exemplo de como os limites são extrapolados é apresentado no estudo O Uso da Religião como Estratégia de Educação Moral em Escolas Públicas e Privadas de Presidente Prudente, de Aline Pereira Lima, mestre em Educação e docente da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Felicam). Na instituição pública analisada, mesmo sem a presença da matéria na grade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a religião estava muito mais presente do que nas duas escolas particulares visitadas, que tinham caráter confessional declarado. O discurso teológico permeava o dia a dia dos estudantes: era usado para solucionar casos de indisciplina e até de violência. A pesquisadora observou também que os professores diziam aos estudantes frases como "Deus castiga os desobedientes".

Sem contestar ou ameaçar a liberdade de credo de ninguém, espera-se que os educadores sigam buscando ensinar o que realmente interessa. Sem orações, imagens e afins.
Religiosidade e EducaçãoContrariando a laicidade do Estado, as escolas têm manifestações de crenças

66%
ministram aulas de Ensino Religioso

51% têm o costume de fazer orações ou cantar músicas religiosas

22% têm objetos, imagens, frases ou símbolos religiosos expostos

Fonte Questionário Diretor Prova Brasil 2011

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Em honra aos Direitos Humanos

Comunicado de Imprensa —  10 Dezembro 2014

Em honra aos Direitos Humanos

Salt Lake City — 

"É uma grande afirmação a possibilidade de superação de conflitos por meio da razão e boa vontade." - Mary Ann Glendon1
Sessenta e seis anos atrás, um documento agraciou o mundo e estabeleceu novos horizontes para as relações humanas. Chama-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos e foi a primeira expressão global de sua espécie.
Líderes de diferentes nações, culturas, religiões e sistemas políticos se reuniram para estabelecer padrões de humanidade que se aplicam a todos, em todos os lugares. As primeiras linhas proclamam que "a dignidade inerente" e "os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana" é o "fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo."2
Construído nas cinzas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, esta declaração providenciou uma aspiração coletiva para desenvolver "relações amistosas entre as nações"3  e trazer o melhor e mais elevado em nossa civilização comum aqui na terra.


Qual é a grande coisa sobre os direitos humanos?
Todas as pessoas, independentemente de religião, raça, sexo ou nacionalidade, possuem direitos fundamentais simplesmente por serem humanos. Eles incluem o direito à vida, à liberdade, à segurança, proteção igual perante a lei e à liberdade de pensamento, de expressão e de religião.
Estes direitos humanos protegem os fracos contra os abusos da tirania. Eles agem como um amortecedor e árbitro entre o indivíduo solitário e a concentração de poder. Essas normas e princípios desafiam a tendência natural para dominar o outro. Os direitos humanos nos ajudam a ir além da idéia prejudicial que o poder faz o direito.
A força da declaração universal não está tanto em fazer cumprir esses direitos, mas no seu papel de um professor que molda ideais e incentivos para o bem comum. Os direitos humanos reforçam as nossas obrigações para com o outro e dão dignidade a nossa forma de trabalho, adoração, interação com nossas comunidades e educação em nossas famílias. Por conseguinte, os direitos humanos complementam a nossa participação cívica e democrática. Direitos sem relações e responsabilidades não podem ir tão longe.
Mantendo a fé, em particular e em público
O artigo 18 da declaração é breve, mas poderoso: "Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em particular."4
A liberdade de religião não é apenas um conceito abstrato que flutua nas mentes dos advogados e legisladores. Em vez disso, ele se move e cresce no solo comum de nossas vidas cotidianas. Levamos nossas crenças em todos os lugares que vamos. Elas formam o que somos e nos levam a compartilhá-las com outras pessoas. Queremos influenciar as nossas comunidades e o mundo que nos rodeia. Desta forma, as nossas vidas privadas e públicas estão interligadas. É uma liberdade insignificante, porém, o fato que nos permite praticar e expressar a nossa fé na privacidade de nossa própria casa ou na igreja, mas não  em praça pública.
O legado da declaração universal
O estabelecimento dos direitos humanos é uma conquista para nos orgulhar. Eles desempenham um papel vital na gestão dos conflitos e diferenças tão comuns em nosso mundo pluralista. Eles ajudam a manter-nos na mesma página civilizacional. Os objetivos que promovem enobrecer a existência humana, inspiram decência e exortam a prestação de contas.
A jurista Mary Ann Glendon, explicou: "Praticamente todas as constituições do mundo que tem uma declaração de direitos são modeladas ou influenciadas de alguma forma pelo núcleo de princípios que foram considerados fundamentais" na Declaração Universal dos Direitos Humanos5. Marcos legais e normas morais de países ao redor do mundo têm inspiração neste documento. Ele continua a colocar as relações internacionais em uma situação de maior igualdade.
O mundo está longe de ser perfeito em honrar os direitos humanos. Injustiças e atrocidades ainda ocorrem, mas a declaração universal torna possível prevenir, conter ou diminuí-los. Como tudo o que vale a pena manter, os direitos humanos sempre irão requerer a nossa fé e vigilância.

1 Mary Ann Glendon, Facing History and Ourselves, “Mary Ann Glendon and the Universal Declaration of Human Rights,” 04 /Agosto/2008.
2 Declaração Universal dos Direitos Humanos (de 10 de dezembro de 1948, UNGA Res 217 A(III) (UDHR) preâmbulo.
3 Ibid.
4 Declaração Universal dos Direitos Humanos (de 10 de dezembro de 1948, UNGA Res 217 A(III) (UDHR) artigo 18.
5 Mary Ann Glendon, Facing History and Ourselves, “Mary Ann Glendon and the Universal Declaration of Human Rights,” 04 /Agosto/2008.
Observação de Guia de Estilo: Em reportagens sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, favor utilizar o nome completo da Igreja na primeira referência. Para mais informações quanto ao uso do nome da Igreja, procure on-line por nosso Guía de Estilo.
http://www.saladeimprensamormon.org.br/artigo/em-honra-aos-direitos-humanos

KRISHNA KATHA NO INSPIRALUZ! SÁBADO ÀS 15 HRS! NO SÃO LOURENÇO, ENTRADA FRANCA!

'
https://www.facebook.com/KrsnaKath?fref=photo

APRESENTAÇÃO SÁBADO AGORA...COM TAMBORES DO PARANÁ.EM TERREIRAPRESENTAÇÃO SÁBADO AGORA...O PAI MANECO

ESPERAMOS TODOS VOCÊS!!!!!
APRESENTAÇÃO SÁBADO AGORA...
Ajudem A divulgar....AXÉ

O Islamismo no Brasil

O Islamismo no Brasil


Em seu episódio de estreia, Retratos de Fé traça um panorama do Islamismo em diferentes regiões do país.
Almoço na casa da família Zatta, recém-convertida ao Islamismo. Foto: Luisina López Ferrari.Almoço na casa da família Zatta, recém-convertida ao Islamismo. Foto: Luisina López Ferrari.Mesquita Brasil, em São Paulo, capital. Foto: Luisina López Ferrari.Mesquita Brasil, em São Paulo, capital. Foto: Luisina López Ferrari.Na Mesquita Brasil, em São Paulo, os seguidores do Islamismo são convocados para mais uma oração através do chamado no minarete. O Sheik iraniano recém formado, Abdul Hamide, conta porque escolheu ser um sheik, como foi seu processo de formação, como está sua adaptação no Brasil e o peso dessa escolha para ele e sua família. O Sheik, que está no país há apenas um ano, apresenta o interior da Mesquita Brasil.
Em Foz do Iguaçu, berço no Islamismo no Brasil, mulheres andam cobertas pelas ruas. O Sheik Abdul Nasser, de origem libanesa, explica os cinco pilares do islão: a Interior da Mesquita Branca, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Luisina López Ferrari.Interior da Mesquita Branca, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Luisina López Ferrari.recitação e a aceitação da crença, orar cinco vezes ao dia, pagar esmola, observar jejum do Ramadão e peregrinar à Meca. Todas os dias, ele lidera as orações na Mesquita Branca.
Em Manaus, o jornalista Anwar Assi nasceu em família islâmica. Divorciado, diz que essa questão não é um problema para a religião islâmica. O jornalista visita a primeira Mesquita de Manaus, que ficou pronta em 2012, apesar da grande comunidade que existe naquela região. Ele conta da sua expectativa para uma futura visita à Meca.
Em Curitiba, um casal de brasileiros se converteu recentemente ao islamismo. Comerciantes, eles não abrem mão de fazer as cinco orações por dia e praticar diariamente todos os ensinamentos do islamismo. Eles contam porque optaram pela conversão e como foi o processo de adaptação aos novos hábitos de vida.
Direção: Alfredo Alves
Produção: Breno Nogueira
Roteiro: Denise Flores, Rafael Diniz, Luisina Lopez Ferrari
Produção: Aldeia Produções
Consultoria em Ciências da Religião: Flávio Senra
http://tvbrasil.ebc.com.br/retratosdefe

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pensamento de Augusto Cury, em Anjos em Harmonia!!


O que é a intolerância? Veja este filme curta metragem animado e reflita...


Publicado em 16 de set de 2013
http://bit.ly/As-5-Belezas O tema abordado pelo filme é a intolerância entre as pessoas. O curta tem como herói da história um personagem que acorda depois de um longo sono, no final da última era glacial. Seu raciocínio não é algo que deva ser invejado, mas mesmo assim esse personagem é capaz de iniciar e realizar algo grandioso...

O filme curta-metragem animado "Tolerantia", foi inteiramente criado em 2008 por Ivan Ramadan, incluindo: produção, direção, roteiro, edição, animação, som e pós-produção.

Nascido e criado na Bósnia, em meio a um ambiente devastado pela guerra, Ivan encontrou na magia da animação a expressão de todo o seu talento artístico.

Tolerantia foi o primeiro curta-metragem de animação 3D produzido na Bósnia e Herzegovina. O filme foi premiado com o "Heart of Sarajevo", prêmio de melhor curta-metragem no 14º Festival de Cinema de Sarajevo. Ganhou o Prix UIP, prêmio que o indicou automaticamente para European Film Academy Awards 2008. O filme já foi exibido em cerca de 30 festivais ao redor do mundo até o momento, recebendo diversos prêmios.

Para saber mais sobre esse filme curta-metragem animado e seu criador visite: http://en.wikipedia.org/wiki/Tolerantia


"A lei de ouro do comportamento é a Tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos." Mahatma Gandhi

http://bit.ly/As-5-Belezas
http://www.eueocancer.qns.com.br/
http://www.digitalshopcenter.net/