domingo, 21 de abril de 2013

RETÃ PORÃ: O ESPAÇO SAGRADO


Awaju Poty omombeu:
          Todo tempo e todo espaço é sagrado quando consagramos nossas vidas. Porém, sempre há um lugar ou um tempo que é especialmente sagrado para cada um de nós. O meu espaço/tempo sagrado, por excelência, é o Tekowa, a minha aldeia; ou, qualquer outro Tekowa Ñandewa Guarani, ou seja, o território onde vivemos a nossa maneira de ser em plenitude. E, o coração do meu espaço sagrado é o Tata Portã do Opy, a casa de reza/meditação/dança; mas também o Ma’ety, lugar onde esta o desenho de plantio do Awaxy, o milho sagrado e as plantas sagradas.
          Porém nos últimos tempos tenho viajado muito, dando recitais de canto e harpa Guarani. E aprendi a criar o meu espaço sagrado em qualquer circunstância. Muitas vezes faço isso em um quarto de hotel.
          Em um quarto de hotel não posso acender um Tata Porã, fogo sagrado, então acendo um Tataendy, uma vela. Não posso acender o Petyngua, o cachimbo, então acendo um incenso. Sento em meu Apyka, meu Apyka é uma pele de cordeiro que me foi ofertada por meus irum, irmãos do Uruguai. Quando estou com a harpa, toco e canto; toco a harpa e canto baixinho para não incomodar os outros hóspedes; quando não estou com a harpa, toco o berimbau, monocórdio.
          Quando canto um Mborai, evoco o sagrado, então o tempo e o espaço se tornam para mim sagrado; mesmo no caso de ser um quarto de hotel ou um teatro. No caso do teatro, para muitas das pessoas que me assistem aquele é o momento de um recital, para mim, um Ara Porã, um momento sagrado.
          Há ocasiões em que não posso fazer nenhum ritual, nenhuma cerimônia e, nem cantar ou tocar, como por exemplo, dentro de um avião; nesse caso apenas respiro silenciosamente o nome evocativo de um Mboruwyxawete, espírito ou anjo, força telúrica, numinosa que me coloca em uma dimensão tempo/espacial sagrada.
          Assim, diria que espaço sagrado e, tempo sagrado é algo que desfruto com prazer infindo e que é tudo quanto necessito. Então, tudo e, qualquer lugar se torna sagrado; em última instância, quase tudo se torna um deleite continuo e crescente todo o tempo e em qualquer lugar. Isto foi o que aprendi nas circunstâncias em que Ñamandu, a “natureza de todos os mundos”, me colocou.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Livros Sagrados e Textos Sagrados:


Conhecemos pelo menos dois livros sagrados que são a Torá do Judaísmo e a Bíblia do Cristianismo que disponho logo abaixo. A seguir veremos mais três livros sagrados.


A Torah: 

Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.


A Bíblia:


Uma das mais antigas obras literárias da humanidade, a Bíblia é o também o mais disseminado livro de todos os tempos, pelo menos metade da humanidade já teve a oportunidade de examinar uma, já foi traduzida em praticamente todas as línguas e está disponível em quase todos os cantos do mundo.


 O Alcorão:

Livro fundador da religião islâmica, o Alcorão ou Corão teria sido composto a partir das revelações de Deus a Maomé, mediadas pelo arcanjo Gabriel. A palavra vem do árabe qur'ãn (leitura), e todo mulçumano deve conhecê-lo profundamente.


O Dhammapada:

Vários livros são essenciais para a religião budista, mas o Dhammapada (caminha da virtude) pode ser considerado o conjunto de ensinamentos básicos do Budismo. Isso se deve ao fato de ser a coletânea de provérbios que o próprio Buda teria proferido durante 45 anos de pregação espiritual.


O Bhagavad Gita:

É o livro mais influente da religião hindu. O título significa "canção do Senhor", e a obra faz parte do monumental Mahabhárata, o maior épico já escrito, com 100.000 estrofes. O Bhagavad Gita teria aparecido pela primeira vez no século III  a.C. E é tão importante para os seguidores da religião hindu que se acredita que a leitura dos versos é capaz de aniquilar todos os pecados.

Veja no vídeo entrevista com o teólogo Erni Seibert que fala sobre um dos livros mais vendidos no mundo: a Bíblia, no programa OLGA BONGIOVANNI da REDE APARECIDA.






                                 TEXTOS ORAIS E ESCRITOS – SAGRADOS

A regra de ouro consiste em sermos amigos
do mundo e em considerarmos toda família humana
como uma só família. Quem faz distinção
entre os fiéis da própria religião e os de outra,
deseduca os membros da sua religião e abre caminho
para o abandono, a irreligião”. 
Mahatma Gandhi

Os textos sagrados são uma forma de
expressar e disseminar os ensinamentos
das diversas tradições/manifestações
religiosas. Ao articular os textos sagrados,
por exemplo, aos ritos, às festas
religiosas e às situações de nascimento
e morte, as diferentes tradições/manifestações
religiosas visam criar mecanismos
de unidade e de identidade do seu grupo
de seguidores, de modo a assegurar
que os ensinamentos sejam consolidados
e transmitidos às novas gerações e aos
novos adeptos. Podem ser retomados em
momentos coletivos e individuais para
responder às problemáticas do cotidiano, bem como para orientar
a conduta de seus seguidores. Diversificadamente, todas as pessoas,
particularmente ou em sociedade, procuram, dentro de suas
possibilidades e contingências, caminhos para bem conduzir a vida.
Por isso é que se deve ter em mente a necessidade de se respeitar
os rumos encontrados por cada um.
Entendendo esta perspectiva, os textos sagrados registram os
fatos relevantes da tradição/manifestação religiosa: as orações, os
sermões, a doutrina, a história, etc. Constituindo-se, desta feita, o
fundamento no substrato social, tanto no cotidiano coletivo como
na orientação das práticas religiosas, da crença de seus seguidores.
Assim, o que caracteriza um texto como sagrado é o reconhecimento,
pelo grupo que o acolhe, de que transmite uma mensagem ou,
ainda, de que favorece uma aproximação, uma religação, entre os
adeptos e o sagrado.
A compreensão, a interpretação e a significação do texto podem
ser modificadas, conforme a passagem do tempo para corresponder
às demandas do tempo presente, contextualizando-se a cada momento.
Pode, também, sofrer alterações de juízo, de conceitualização, causadas pelas diversas interpretações secundárias, diferentes
das intenções do texto original.
O sagrado expresso e comunicável está presente nas mais diferentes
tradições religiosas, apresentado sob muitas formas. Culturas
ágrafas, por exemplo, possuem o texto oral, que, pela chegada
da escrita, foi ou não registrado.
Os textos sagrados nascem do mito, pois, nesta forma simbólica
de expressão, as pessoas buscam encontrar explicações para a sua
realidade, orientações para a vida e para o pós-morte.
Entre as funções dos textos sagrados, está também a tentativa
de se manter os sonhos e utopias das pessoas. Os textos sagrados
fazem com que elas mantenham vivas suas esperanças, seus ideais,
acreditando ser possível realizar suas expectativas de construção
de uma existência o melhor possível, enfim, de um mundo melhor.
A palavra escrita, ao ser interpretada, pode trazer um único sentido
ou múltiplos sentidos, podendo ou não estar disponível a possibilidade
de interpretação por parte dos fiéis ou seguidores. Para
aquelas que argumentam que o texto não pode ser interpretado pelos
fiéis, a revelação do divino é tida como única e inquestionável.

09/ABR/13 - Disque 100 acolherá denúncias de violações aos direitos da população cigana


09/ABR/13 - Disque 100 acolherá denúncias de violações aos direitos da população cigana
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), se reuniu nesta segunda-feira (09), em Brasília, com lideranças de comunidades ciganas e organizações ligadas à temática.
Durante o encontro, que contou ainda com as presenças do Procurador dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Luciano Mariz Maia, do sub-Defensor Público-Geral Federal, Afonso Carlos Roberto do Prado, e da secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, Silvany Euclenio Silva, foram apresentadas as demandas do segmento, que reclama de invisibilidade e de desrespeito aos seus costumes.
As principais reclamações das comunidades estão relacionadas à falta de valorização da cultura cigana, ausência de legislações e normativas que assegurem o livre trânsito das comunidades ciganas entre os municípios brasileiros, além de assegurar os direitos à educação, saúde e moradia para as comunidades.
Após ouvir das reivindicações, a ministra Maria do Rosário se comprometeu em intensificar a parceria com a Seppir para acelerar o atendimento à comunidade e disponibilizou o Disque Direitos Humanos – Disque 100, para o recebimento de denúncias de violações aos direitos humanos das comunidades ciganas de todo o país. O serviço deverá ser utilizado para o acolhimento das denúncias até que a Seppir conclua a instalação de um serviço próprio de disque denúncia. As denúncias recebidas pela SDH/PR serão socializadas com a Seppir e direcionadas às autoridades competentes para averiguação.
O desconhecimento da cultura e dos valores ciganos, explicou Rosário, é o principal responsável pelo preconceito que essas pessoas enfrentam no Brasil e no mundo. “Em função do preconceito, o Brasil esta perdendo a oportunidade de conhecer uma cultura tão rica quanto a dos povos ciganos. Vamos todos trabalhar juntos para superarmos essa situação e assegurar direitos básicos à população cigana”, destacou.
Mutirão de documentação básica – Pautada pelos relatos de ausência de documentação básica entre as crianças e adolescentes ciganas, a Ministra determinou a realização de um mutirão de Registro Civil de Nascimento e Documentação Básica nas principais colônias ciganas do país. Este tipo de mutirão, que conta com a participação de diversos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, é mais comum em comunidades indígenas.  
Plano de Ações - Durante o encontro, a Secretária Silvany Euclenio Silva informou que o governo deverá lançar, até o final no próximo mês, um Plano de Ações para as Comuniades Tradicionais. A secretária informou ainda que o Ministério da Educação esta em fase final de contratação de consultores para a elaboração de conteúdo didático sobre a cultura cigana. Já o Ministério da Saúde esta produzindo uma cartilha sobre as comunidades tradicionais e o Ministério da Cultura estuda ações de valorização da cultura cigana.

Assessoria de Comunicação Social
    

Uma só HUMANIDADE.Um PLANETA.Um só POVO!!!

Candomblé Visão Jovem


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Milagre do Amor



Walter passos poeta, históriador ,sensível para as diversidades afro-brasileira possuí um talento que vale a apena conhecer no http://www.facebook.com/walter.passos.16 ,são poemas que podem ser aproveitados na matriz afro-brasileira além de ser um ser humano próximo a nós podendo quem sabe comunicar-se com o leitor,responder dúvidas,opinar se soubermos conduzir em nossas aulas de ER.AI VAI A DICA!!!

Obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas provoca polêmica


Especialista ressalta que disciplina é importante para a formação dos alunos, mas há quem defenda que as crianças devem ser protegidas de conflitos.



Bay:REDE GLOBO
O ensino religioso nas escolas é um assunto que provoca discussões entre representantes da comunidade escolar, das religiões e do governo. A polêmica ficou mais acirrada depois que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 2008 um acordo entre Brasil e Santa Sé. O artigo 11 do documento estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras, de acordo com o parágrafo1: “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. Segundo a professora Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, o acordo fere a Constituição.
 
Roseli Fischmann professora (USP) e Universidade Metodista (Foto: Mônica Rodrigues)Professora Roseli Fischmann
(Foto: Mônica Rodrigues)
“O ensino religioso vem da época dos jesuítas. Passamos 400 anos unindo educação e religião, e isso terminou com o advento da República. De lá para cá, em todas as constituições, essa ideia é reforçada. A constituição de 1988 tem dois incisos que falam a respeito. O primeiro afirma ser vedado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal ‘estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público’. O outro proíbe ‘criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si’. Isso significa que nosso país é laico, ou seja, não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Se o Estado é laico, a escola pública - que é parte desse Estado - também deve sê-lo”, diz a professora, autora do livro “Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico”.
Professor Raimundo Nonato Coelho (Foto: divulgação)Professor Raimundo Nonato Coelho
(Foto: divulgação)
Do ponto de vista de Raimundo Nonato Coelho, professor de religião e coordenador da pastoral da educação na Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Estado ser laico não significa que ele é ateu. "A laicidade tem a ver com a democracia. A palavra 'laico' em  francês está ligada aos movimentos anticlericais, mas no Brasil não é adotada dessa forma, e sim significando pluralidade de ideias", explica.

O ensino religioso também ganhou espaço na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). De acordo com a norma, o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. Cabe aos sistemas de ensino regulamentar os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecer as normas para a habilitação e admissão dos professores. No que diz respeito ao conteúdo, os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. Para a professora Roseli, religião é um assunto pessoal, e levar isso para a escola é arriscado.

“Fala-se em nome da religião, mas em última instância a pessoa está falando do que acredita, transformando em conceito definitivo na escola pública o que é, na verdade, um ponto de vista particular. O ensino religioso nas escolas acontece de diversas maneiras, como na comemoração de datas religiosas, crucifixos na parede... Alguns professores adotam textos bíblicos para ensinar Língua Portuguesa ou outras disciplinas, e isso é irregular, pois estão misturando disciplinas facultativas com obrigatórias. Devemos ficar mais atentos quando o assunto se entrelaça com outras questões presentes no sistema escolar, seja nos conteúdos de ciências, por exemplo, em tentativas de impor o criacionismo em detrimento do evolucionismo, seja nas tentativas de proibição da presença de educação sexual na educação básica, como proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC e nas Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, do Conselho Nacional de Educação”, explica.
 Coelho defende a prática do ensino religioso na sala de aula. "O objetivo é esclarecer a criança sobre o que é ser católico, o que é ser evangélico ou adepto das religiões africanas. Como temos muito sincretismo, a criança não sabe muito bem o que significam essas coisas. Todo mundo é tudo e não é nada, na verdade", rebate o professor.

E se o pai ou mãe não quiser que a criança assista às aulas de ensino religioso? Segundo a especialista, é possível recorrer às secretarias de educação, aos Conselhos Tutelares e ao Ministério Público para que o filho seja dispensado, mas isso implica entrar em conflito com a escola.

“Dizem que a frequência é facultativa, mas, na prática, o aluno não pode ficar circulando pela escola. As crianças deveriam estar protegidas desses conflitos. O ideal é que o ensino religioso, quando houver, seja oferecido no contraturno. Dessa maneira, cabe à escola oferecer outra atividade não religiosa no mesmo horário para configurar o caráter facultativo e a igualdade entre todos os alunos”, completa.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Rio de Janeiro - O Governo do Rio de Janeiro persiste em manter a divisão entre as Religiões financiando Ensino Religioso Confessional


Ampliar imagem


A criatividade das autoridades civil e religiosa recria uma nova versão para o “PADROADO”. O Estado do Rio de Janeiro prossegue em sua caminhada em defesa do Ensino Religioso confessional, demonstrando um claro exemplo da manutenção da divisão entre as Tradições Religiosas. As autoridades religiosas do Rio de Janeiro utilizam-se do Estado para manter um processo de “doutrinação” nas Escolas, a relação Estado e Igreja superado pela República no século XIX, persiste em pleno século XXI no Rio de Janeiro.

Fonte: Governo do Rio de Janeiro