segunda-feira, 1 de abril de 2013

Watoto Choir – turnê no Brasil


O Coral de Crianças Watoto viaja internacionalmente desde 1994 em favor da causa de cerca de 50 milhões de crianças africanas órfãs em resultado de AIDS, guerra, pobreza e doenças.
Acompanhado por uma equipe de adultos, o coral apresenta a visão e a missão de Watoto por meio de suas histórias, música e dança. Os corais Watoto atuam como embaixadores para chamar a atenção para a condição das crianças órfãs e vulneráveis da África.

São destacados os problemas como pobreza, AIDS, efeitos da guerra e a crise das crianças soldado no norte de Uganda.
Cada uma das crianças que faz parte do coral sofreu a perda de seus pais, seja por causa da guerra ou por doença. Elas vivem nas aldeias de crianças Watoto. A experiência da turnê oferece às crianças a exposição a outras culturas, contribuindo para a ampliação de sua visão do mundo. Também propicia a elas segurança e coragem, ajudando-as a enfrentar suas próprias situações de tristeza e desamparo.
O coral já se apresentou em Uganda, Quênia, África do Sul, Australásia, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Estados Unidos, América do Sul, Hong Kong, China e Japão.
Suas apresentações foram assistidas por príncipes e pobres, aquecendo corações onde quer que se apresentem.
Alguns dos destaques do Coral de Crianças Watoto
Jubileu de Diamante da Rainha, Maio 2012
Café da Manhã de Oração Nacional dos EUA em Washington, DC, Fevereiro 2009
Palácio de Buckingham, Novembro 2007
Turnê africana do Presidente George W. Bush, Junho 2003
Casa Branca nos EUA, Maio/Junho 2003
Celebração do Milênio no estádio Namboole (Uganda – Dez/1999 a Jan/2000)
Parlamento australiano, Julho 2006
Parlamento escocês, Maio 2005
Parlamento canadense, Fevereiro 2008
Reunião de cúpula dos Chefes de Governo em Uganda, Novembro 2007
Festival de Bandas Militares de Edinburgh, Escócia, Agosto 2006
Eventos da Visão Mundial em Taiwan, 2007 e 2008
Conferência de Joyce Meyer, Março 2008
Turnê “Hello Love” de Chris Tomlin em Los Angeles, Fevereiro 2009
Eventos de Encontro Spring Harvest, Reino Unido, Março e Abril, 2006 e 2008
Gravação com Nicole C. Mullen em Nashville, Fevereiro 2008
Gravação com Chris Tomlin em Nashville, Fevereiro 2008
Turnê Passion World, Maio 2008
Gravação com CompassionArt, Maio 2008
Conferência Hillsong, Sydney, Austrália, Julho 2007
Apresentação do Coral de Crianças Watoto com Chris Tomlin

Ser diferente é normal (Adilson Xavier / Vinicius Castro)

Gilberto Gil, Lenine, Preta Gil e outros artistas gravam para a campanha 'Ser diferente é normal'. =) http://migre.me/dUxrs


CAMPANHA

'Ser diferente é normal'

Ser diferente 

Gilberto Gil, Lenine, Biquini Cavadão, Preta Gil e outros se reuniram para gravar um clipe para a campanha “Ser diferente é normal”, de Adilson Xavier. 

A música, que o leitor pode ouvir aqui, já ganhou versão em inglês. O clipe é dirigido por José Alvarenga Jr.

Documentário BBC - A Vida de Buda

Olá pessoal daqui 9 dias celebraremos o aniversário de Buda, então neste período irei postar mais sobre o assunto!

Veja o documentário produzido pela BBC - A Vida de Buda.
Olá pessoal daqui 9 dias celebraremos o aniversário de Buda, então neste período irei postar mais sobre o assunto!




domingo, 31 de março de 2013

Pessoal olhem contribuições de Luciana Zaidan do face.Deixem a sua também!!!

Amigos (as),
Ultimamente tenho percebido na mídia, nas redes sociais... situações tão complicadas e tristes, todas envolvendo a "Intolerância"... a diversidade, diferentes formas... Fico incomodada com algumas situações que em pleno século XXI ainda ocorrem. Fico refletindo: Por que incomoda tanto? Por que não há respeito? 
Hoje lendo uma notícia sobre a intolerância religiosa em relação a uma questão indígena, sendo um feriado religioso para os cristãos...  pensei, vamos aproveitar e refletir um pouco que a boa convivência entre as pessoas de diferenças crenças se fundamenta na alteridade, respeito e no diálogo inter-religioso. 
Diversidade de opiniões, religiões, valores, comportamentos, orientação sexual... Respeito em primeiro lugar.
Amigos (as),
Ultimamente tenho percebido na mídia, nas redes sociais... situações tão complicadas e tristes, todas envolvendo a "Intolerância"... a diversidade, diferentes formas... Fico incomodada com algumas situações que em pleno século XXI ainda ocorrem. Fico refletindo: Por que incomoda tanto? Por que não há respeito?
Hoje lendo uma notícia sobre a intolerância religiosa em relação a uma questão indígena, sendo um feriado religioso para os cristãos... pensei, vamos aproveitar e refletir um pouco que a boa convivência entre as pessoas de diferenças crenças se fundamenta na alteridade, respeito e no diálogo inter-religioso.
Diversidade de opiniões, religiões, valores, comportamentos, orientação sexual... Respeito em primeiro lugar.

E como diria uma pessoa na qual sou fã ,na sua simplicidade e sabedoria de viver!


O verdadeiro sentido da Páscoa no Cristianismo católico


Dia da deusa Eostre e o Peessach

Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”. É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da primavera, da ressurreição e do renascimento. Ela deu nome ao Sabbat pagão, que celebra o renascimento, chamado de Ostara.

Posteriormente, a igreja católica acabou substituindo as festividades pagãs de Ostara pela páscoa, não sem absorver muitos de seus costumes, inclusive os ovos e o coelhinho da páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

Uma das principais tradições dessa festividade é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da deusa. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los. Talvez veio daí o costume dos Norte-americanos de esconderem os ovos de chocolate no dia da Páscoa para que as crianças os achem.



A verdadeira História da Páscoa: Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

A páscoa judaica (em hebraico פסח, ou seja, passagem) é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Êxodo.

A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Jesus (que supostamente aconteceu na Pessach) e de que a Páscoa Judaica é considerada prefiguração, pois em ambos os casos se celebra uma “libertação do povo de Deus”, a sua passagem da escravidão (do Egito/do pecado) para a liberdade.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.

Por que o ovo de Páscoa?

O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.

Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.

Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.

O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).

Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.

Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Trata-se do mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças.

Por que o Coelho de Páscoa?

Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.

Outros símbolos da Páscoa

O cordeiro é um dos principais símbolos de Jesus Cristo, já que é considerado como tendo sido um sacrifício em favor do seu rebanho. Segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo é “sacrificado” durante a Páscoa (judaica, obviamente). Isso pode ser visto como uma profecia de João Batista, no Evangelho segundo João no capítulo 1, versículo 29: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo”.

Paulo de Tarso (na primeira epístola a Coríntio no capítulo 5, versículo 7) diz: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.“

Jesus, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus (em latim: Agnus Dei) que supostamente fora imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso, Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado. Assim, a partir daquela data, o Pecado Original tecnicamente deixara de existir.

A Cruz também é tida como um símbolo pascal. Ela mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Jesus. No Concílio de Nicea em 325 d.C, Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então, ela não somente é um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica.

O pão e o vinho simbolizam a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, conforme é dito no capítulo 26 do Evangelho segundo Mateus, nos versículos 26 a 28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.“

Por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todos os anos?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Concílio de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica”).

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.

Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”. De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

Tabela com as datas da Páscoa até 2020
2000: 23 de Abril (Igrejas Ocidentais); 30 de Abril (Igrejas Orientais)
2001: 15 de Abril
2002: 31 de Março (Igrejas Ocidentais); 5 de Maio (Igrejas Orientais)
2003: 20 de Abril (Igrejas Ocidentais); 27 de Abril (Igrejas Orientais)
2004: 11 de Abril
2005: 27 de Março (Igrejas Ocidentais); 1 de Maio (Igrejas Orientais)
2006: 16 de Abril (Igrejas Ocidentais); 23 de Abril (Igrejas Orientais)
2007: 8 de Abril
2008: 23 de Março (Igrejas Ocidentais); 27 de Abril (Igrejas Orientais)
2009: 12 de Abril (Igrejas Ocidentais); 19 de Abril (Igrejas Orientais)
2010: 4 de Abril
2011: 24 de Abril
2012: 8 de Abril (Igrejas Ocidentais); 15 de Abril (Igrejas Orientais)
2013: 31 de Março (Igrejas Ocidentais); 5 de Maio (Igrejas Orientais)
2014: 20 de Abril
2015: 5 de Abril (Igrejas Ocidentais); 12 de Abril (Igrejas Orientais)
2016: 27 de Março (Igrejas Ocidentais); 1 de Maio (Igrejas Orientais)
2017: 16 de Abril
2018: 1 de Abril (Igrejas Ocidentais); 8 de Abril (Igrejas Orientais)
2019: 21 de Abril (Igrejas Ocidentais); 28 de Abril (Igrejas Orientais)
2020: 12 de Abril (Igrejas Ocidentais); 19 de Abril (Igrejas Orientais)
No final das contas, a páscoa é mais um rito de povos antigos, assimilado pela Igreja Cristã de modo a impor sua influência. Substituindo venerações à natureza (como no caso da Lua ou do Equinócio, tipicamente pagãs) por uma outra figura da mitologia, tomando os siginificados do judaísmo, os símbolos celtas e fenícios, remodelando mediante os Evangelhos e dando uma decoração final, criou-se um “ritual colcha de retalhos”.http://ceticismo.net/religiao/a-verdadeira-historia-da-pascoa/


sábado, 30 de março de 2013

A história da diáspora judaica


A história da diáspora judaica


A história da diáspora judaica se deu por razões que ameaçavam a existência do povo judeu: perseguições, guerras, preconceitos. O que os levou, em diversos momentos, a buscarem melhores condições de sobrevivência em novos lugares, dentre eles, o chamado Novo Mundo.
No Brasil temos o registro da presença dos judeus desde o século XVII, e especificamente no Paraná os primeiros judeus chegaram por volta de 1880. Segundo pesquisas, eles eram oriundos da Galícia Austríaca, com cinco homens e três mulheres da família Flacks, e dois irmãos da família Rosenmann. Eles se estabeleceram na recém criada colônia agrícola de Tomás Coelho, hoje Barigui.
Ao se instalarem em solo paranaense, a semelhança do que ocorreu no restante do Brasil, os judeus se dedicaram às atividades comerciais, vendendo principalmente produtos agrícolas, em especial os cereais, o que facilitou a relação com os agricultores de Tomás Coelho. Os Flacks e os Rosenmann uniram-se e organizaram um armazém de secos e molhados, onde comercializavam os gêneros agrícolas dos camponeses.
Ao deixar a colônia de Tomás Coelho, apenas Max Rosenmann foi para o centro urbano da cidade de Curitiba. Os Flacks retornaram à Europa a fim de casarem seus filhos com pessoas da comunidade judaica, para que assim garantissem a continuidade de suas tradições. Rosenmann instalou, no centro de Curitiba, um moinho a vapor, e, com o passar dos anos, foi se estabelecendo, tornando-se um líder da pequena comunidade que já se formava. Passou a exercer um papel de elemento congregador, que buscava preservar a identidade do grupo, organizando as principais cerimônias do rito religioso judaico, como o Shabat (dia do descanso para os judeus que se reúnem para rezar), o Sêder de Pêssach (cerimônia religiosa referente a páscoa judaica que relembra a saída do povo hebreu do Egito), o Yom Kipur (Dia do Perdão) e o Rosh Hashaná (ano novo judaico baseado no calendário lunar). Ele também se preocupava com os ritos referentes ao nascimento (Brit Milá, cerimônia de circuncisão da criança menino) e a morte (Chevra Kadisha, serviços funerários).
Pouco a pouco a comunidade foi crescendo, e havia a necessidade de se criar grupos de ajuda mútua para o auxílio aos refugiados de guerra na Europa e na integração dos novos imigrantes, que começavam a aportar em Curitiba. Assim, em 1917, surge um Comitê Feminino formado pelas esposas dos imigrantes pioneiros, que tinha como objetivo integrar os novos imigrantes que chegavam à cidade. Com o aumento desse grupo houve a tentativa de se criar, de maneira mais efetiva, uma Kehilá (comunidade), que pudesse congregar a todos. Tal tentativa culminou com a organização do Centro Israelita do Paraná, no ano de 1920. Em seguida, o esforço foi para adquirir uma propriedade onde pudessem construir uma sinagoga e também um Centro Cultural e Social, para preservar e difundir a tradição e a cultura judaica.
Após a criação do Centro Israelita, outras instituições foram organizadas, tendo em vista as necessidades desse grupo. Em 1925, através de uma doação, a comunidade estabeleceu o seu primeiro cemitério, no bairro Água Verde. Hoje a comunidade possui outros dois cemitérios, um no bairro Santa Cândida e outro no bairro Umbará. Em um segundo momento criou-se a escola israelita, com sede própria, sendo o terreno doado por um dos líderes da comunidade, Salomão Guelmann, no ano de 1935. A escola ganhou o nome do seu benfeitor e, inicialmente, localizava-se na Rua Lourenço Pinto, sendo transferida na década de 1970, para a sua sede atual, na Rua Nilo Peçanha. Com a escola tinha-se o objetivo de manter a educação, as tradições, os costumes e a cultura judaica, além da preocupação com o estudo da Torá (o Pentateuco ou os cinco primeiros livros da Bíblia), a literatura, principalmente em iídiche língua com elementos do alemão e do hebraico).
Com a nova sede da escola e do clube, nos anos de 1970, pôde-se organizar melhor a vida comunitária, e em 2009 a comunidade comemorou 120 anos no Paraná. Como parte dessa comemoração houve vários eventos, dentre eles, o concerto musical da cantora de origem judaica, Fortuna, e o Coro de Canto Gregoriano de São Paulo. A comunidade autorizou o projeto de uma nova Sinagoga, que fará parte do conjunto onde se localiza a escola e o Centro Israelita do Paraná (CIP). As cerimônias religiosas já estão ocorrendo nesse novo local, juntamente com as ações sociais e culturais.
Atualmente a Comunidade Judaica Paranaense conta com aproximadamente 1.000 famílias, que em sua maioria, vivem em Curitiba. No mês de setembro de 2011 foi inaugurada a nova Sinagoga Bet Yaacov, e em novembro será inaugurado o primeiro Museu da Shoa do Brasil.
Fonte: Instituto Cultural judaico Brasileiro “Bernardo Schulman” via http://www.oikehila.com.br/quem-somos/ 

O que é a dança segundo Muniz Sodré


compartilhando de Valéria Rosa Pinto

(...) a dança é um ponto comum entre todos os ritos de iniciação ou de transmissão do saber tradicional. Ela é manifestadamente pedagógica ou "filosófica", no sentido de que expōe ou comunica um saber ao qual devem estar sensíveis as gerações presentes e futuras. Incitando o corpo a vibrar ao ritmo do cosmos, provocando nele uma abertura para o advento da divindade (o êxtase), a dança enseja uma meditação, que implica ao mesmo tempo corpo e espírito, sobre o ser do grupo e do indivíduo, sobre arquiteturas essenciais da condição humana," Muniz Sodré

bay:http://www.facebook.com/giraflordc