quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dicas de leitura parte I - BrinqueBook

Olha que sensacional, dicas de hoje, no curso da SME, de uma de nossas professoras da rede Karin Willms do seu blog Ensino Religioso - um desafio para o Ensino Fundamental


Dicas de leitura - parte I - BrinqueBook

Atendendo a pedidos, segue uma lista de livros que podem auxiliar nas aulas de Ensino Religioso:
As 14 Pérolas da Índia
Numa manhã crepuscular, o Deus Supremo olhou para a fileira de homens de barro e finalmente descobriu o local apropriado para esconder a chave da felicidade. - É isso! - gritou Brahma. - Os homens nunca vão pensar em procurar a chave da felicidade no lugar em que estou pensando em escondê-la.
As 14 Pérolas da Sabedoria JudaicaQuando alguém questionava a simplicidade e a pequenez das parábolas, o sábio rei de Israel, Salomão, dizia que com uma pequena vela na mão podiam-se encontrar imensos tesouros e, com as parábolas, podiam-se compreender, às vezes, profundas ideias.As 14 Pérolas da Sabedoria SufiAs histórias sufis não nos chegam somente pela razão, penetram também pela emoção (coração). Às vezes, precisamos de dias, semanas, meses e até anos para compreender profundamente uma narrativa sufi, outras, podemos compreendê-la antes mesmo de ouvi-las, como se ela já morasse dentro da gente, adormecida à espera de ser despertada. Estes contos permitem trabalhar temas como: pontos de vista, filosofia, tradição oral, reflexões e diversidade cultural.
As 14 Pérolas Budistas
Num templo budista, um monge queria porque queria alcançar a iluminação o mais rápido possível. Para isso, meditava mais que os outros, recitava mantras sem parar e jejuava mais do que o necessário. Com o passar do tempo, o jovem foi emagrecendo, seu aspecto era terrível, mas mesmo assim, continuava suas práticas sem esmorecer. Certa manhã, o mestre do templo interrompeu um mantra do seu ansioso aluno e perguntou: – Por que tamanha pressa, meu querido monge?A Arca de Noé
Uma maneira diferente e colorida de contar esta conhecida história da Bíblia.A Árvore - Os Três Caminhos
Sofia não esperava a reviravolta que iria acontecer na sua vida ao conseguir abrir, finalmente, a porta misteriosa no casarão de seu avô. Lá dentro, deparou-se com uma grande árvore no centro de uma instigante biblioteca e foi recepcionada por um exótico corvo albino, que a informou sobre uma importante missão. Sofia descobriu que aquela era a Árvore da Vida, essencial para a manutenção da vida na Terra, e que a mesma estava muito debilitada.Chuva de Manga
O Chade é um país que fica lá longe, no centro do continente africano. Seu povo vive uma realidade diferente e, ao mesmo tempo, próxima do nosso coração brasileiro. Há terras secas e alguns momentos de fertilidade, no solo árido — uma bênção da água que cai do céu. A leitura aproxima os povos. Por meio do dia a dia do menino Tomás, os leitores poderão imaginar o que é esperar pela chuva, fazer um carrinho de lata e apreciar os frutos da terra generosa, que nos oferece a alegria de saborear e cheirar uma manga dourada.Escola de Chuva
É o primeiro dia de aula em Kelo, no Chade, na África. As crianças caminham pela estrada. “Vou ganhar um caderno?”, pergunta Tomás. “Vou ganhar um lápis? Vou aprender a ler como vocês?”.Mas quando ele e as outras crianças chegam à escola, não há sala de aula nem carteiras. Apenas uma professora. “A primeira lição é construir a nossa escola”, diz ela.
Kabá Darebu
"Nossos pais nos ensinam a fazer silêncio para ouvir os sons da natureza; nos ensinam a olhar, conversar e ouvir o que o rio tem para nos contar; nos ensinam a olhar os voos dos pássaros para ouvir notícias do céu; nos ensinam a contemplar a noite, a lua, as estrelas..."
O Menino e o Jacaré
É com a força de uma lenda kayapó que, mais uma vez, Maté vem resgatar as nossas raízes mais profundas, nascidas e crescidas em meio à imensidão amazônica, e, assim, enfatizar a importância da cultura e dos mitos indígenas para o imaginário de todo o nosso povo.Orelha de Limão


"Era uma vez uma pequena ovelha, igual a todas as outras. Só uma coisinha nela era diferente: uma de suas orelhas era amarelo-limão." Mas quanta diferença! Por conta desse pequeno detalhe, uma orelha amarelo-limão, nada dava certo para a ovelha e ela sofria muito.Verso e Reverso - O Outro Lado das Histórias
Ora, direis, ouvir histórias!... Há milênios o homem conta e ouve histórias. As verdades ocultas nas narrativas da tradição oral (fábulas, lendas, mitos, contos populares) atuam como estrelas-guia no caminho de evolução do ser humano.
https://www.brinquebook.com.br/titulos/


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Significado de Flor de Lótus

O que significa a Flor de Lótus:

Flor de Lótus
No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.
No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.
É simbolicamente associada à figura de Buda e aos seus ensinamentos e, por isso, são flores sagradas para os povos do oriente. Diz a lenda que quando o menino Buda deu os primeiros passos, em todos os lugares que pisou, flores de lótus desabrocharam.
Nas religiões asiáticas, a maior parte das divindades costumam surgir sentadas sobre uma flor de lótus durante o ato de meditação.
Na literatura clássica de muitas culturas asiáticas, a flor de lótus simboliza elegância, beleza, perfeição, pureza e graça, sendo frequentemente associada aos atributos femininos ideais.
A flor de lótus representa um mistério para a ciência, que não consegue explicar a característica própria que possui de repelir microorganismos e partículas de pó.
É uma flor muito usada em tatuagens com diferentes significados associados a cada cor da flor. No Japão esta flor é muitas vezes tatuada em conjunto com o peixe koi, significando individualidade e força.
Na Yoga, a posição de Lótus (Padmásana) é a postura tradicional de meditação, em que a pessoa sentada entrelaça as pernas e pousa as mãos sobre os joelhos.

Significado das Cores da Flor de Lótus

  • Lótus Azul: remete para o triunfo do espírito em relação aos sentidos, significa sabedoria e conhecimento. Esta flor nunca revela o seu interior, porque está quase sempre totalmente fechada.
  • Lótus Branca: está relacionada com a perfeição do espírito e da mente,  estado de pureza total e natureza imaculada. Normalmente é representada com 8 pétalas.
  • Lótus Vermelha: revela a candura e natureza original do coração. Esta flor corresponde às qualidades do coração, como o amor, paixão e compaixão. É também conhecida como a flor do Buda da Compaixão, Avalokitesvara.
  • Lótus Rosa: apesar de muitas vezes ser confundida com a flor de lótus branca, a lótus rosa é a mais importante e especial de todas as lótus, estando relacionada com personagens divinas, como é o caso do Grande Buda.
A flor de Lótus fechada ou em botão é um simbolismo das infinitas possibilidades do Homem, enquanto que a flor de lótus aberta representa a criação do Universo.

Flor de Lótus na Mitologia Grega

Na mitologia grega, os Lotófagos são um povo que vivia numa ilha perto do Norte de África e que como o nome indica, comiam plantas e flores de lótus. Estas plantas têm o efeito de um narcótico que causa um sono pacífico e também amnésia a quem as ingerir.
Na Odisseia de Homero, existe um episódio em que três homens são enviados para a ilha de forma a investigá-la. No entanto, por comerem as flores de lótus como os restantes habitantes, esquecem que têm que voltar para o barco. Mais tarde, Ulisses consegue resgatar os homens e teve mesmo que os amarrar ao navio para que eles não voltassem para a ilha. Através desta história, Homero demonstra toda a sua criatividade e conhecimento a respeito do ser humano, porque a amnésia causada pela flor de lótus é uma coisa que muitas pessoas desejam: a possibilidade de começar de novo, de renascer e apagar o passado.
http://www.significados.com.br/flor-de-lotus/

AbrEla - Confecção de ikebana - Ensinando o significado do arranjo - par...


Rio Grande do Sul - X Simpósio de Ensino Religioso e I Simpósio de Religião e Educação

Sábado, 13 de setembro de 2014
Ampliar imagem Durante o II Congresso Internacional da Faculdade EST ocorreu o X Simpósio de Ensino Religioso e I Simpósio de Religião e Educação sob a coordenação dos Professores Dr. Remí Klein, Profa. Dra. Laude Erandi Brandenburg (EST) e Prof. Dr. Sérgio Rogério Azevedo Junqueira (PUC- PR).
 O X Simpósio do Ensino Religioso e o I Simpósio de Religião e Educação  da Faculdades EST objetivam integrar a área de Religião e Educação a partir dos focos do Grupo de Pesquisa Currículo, Identidade Religiosa e Práxis Educativa, o tema geral do Congresso  Mídia, Religião e Cultura e as implicações  desses focos e dessas temáticas  para a prática do Ensino Religioso. A temática mais geral, abordada em uma mesa redonda , enfocará  o Currículo, a Identidade Religiosa e a Práxis Educativa relacionando Religião e Educação. Teremos também um espaço pedagógico que tratará das implicações  e desafios para o Ensino Religioso a partir dos conceitos em questão. As comunicações poderão tratar de temas de uma ampla abrangência, mas relacionadas às temáticas em pauta.
Ocorreram duas Conferências:
O lugar do Ensino Religioso na perspectiva do ordenamento jurídico brasileiro” - Convidado:Prof. Dr. Haroldo Reimer / Moderação: Profª Dra. Laude Erandi Brandenburg
“Conexões do Ensino Religioso com as redes sociais”  - Prof. Dr. Sérgio Rogério Azevedo Junqueira / Moderação: Profª Dra. Laude Erandi Brandenburg
Além de 28 comunicações.
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domingo, 14 de setembro de 2014

Dobrando Alegrias - Dia Nacional da Gentileza 2014


Ikebana – O caminho das flores.

Ikebana

A arte do Ikebana, também conhecida como kado, se originou na India, onde, nas cerimônias religiosas destinadas a Buda, eram ofertados arranjos florais. O arranjo floral da Ikebana deve seguir três pontos principais que simbolizam o céu,a terra e a humanidade. Existem várias escolas de Ikebana e cada escola valoriza e enfatiza um conceito próprio.
Oito séculos depois, a arte do Ikebana deixou de ter um cunho especificamente religioso e passou a ser adotada também como forma de decoração e de arte propriamente dita – aproveitando o significado das flores e cores para formar arranjos que pudessem transcrever com sutileza mensagens e ideais. Surgiram os grandes mestres que cunharam estilos diferenciados e que escreveram seus nomes na história do Japão e do mundo da ornamentação.
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O Ikebana é uma arte complexa e vai muito além de um simples e bonito arranjo floral. Ela aborda espiritualidade e nos ajuda a desenvolver as habilidades de observação, concentração e sensibilidade, além de aproximar o homem da natureza.

No antigo Japão se acreditava que, para invocar os deuses e trazê-los para dentro de nossa casa ou dos templos, os deuses se guiavam por símbolos e ali permaneciam. Esses símbolos que eram indicados por flores ou por uma árvore disposta preferencialmente de forma perpendicular. Até hoje no Japão, em cerimônias religiosas, são colocados arranjos florais com folhas sagradas chamadas Nobori. No ano de 607 d.C. uma missão diplomática chinesa levou para o Japão a arte do Ikebana através da cerimônia do chá. A arte foi estudada pelos samurais, que usavam seu estudo ajudando na concentracão para melhorar o manejo de armas e da katana.
Travel Photos

No Brasil existem cerca de dezesseis escolas que ensinam a arte. Quase todas com estilos diferentes e vinculadas à Associação Ikebana do Brasil. Os praticantes, hoje, resgataram os aspectos religiosos, místicos e espirituais do Ikebana, e buscam com a sua prática um aprimoramento espiritual e um maior contato com a natureza.

Entre e leia toda matéria e veja a galeria de fotos:



A harmonia e os seus  significados

O ikebana quer transmitir a idéia de crescimento contínuo na vida e vitalidade. O ikebana deseja alcançar a recriação do crescimento floral, baseando-se na importância da linha, ritmo e cor. É importante citar que os ocidentais dão maior importância à quantidade e cores do material, apreciando a beleza das flores; já os japoneses dão ênfase à linha do arranjo, desenvolvendo a arte com objetivo de incluir hastes, folhas, ramos assim como flores.
A haste principal é que forma a linha central do arranjo, chamado de “Shin”, e simboliza o Céu, devendo-se escolher o exemplar mais forte que o arranjador tiver em mãos.
A haste secundária ou “Soe” representa o Homem, parte da linha central é colocada de maneira a produzir o efeito de crescimento lateral, devendo ter cerca de dois terços da altura da haste principal.
A haste terciária ou “Hikae” simboliza a Terra. É a mais curta e é colocada à frente ou ligeiramente no lado oposto ao das raízes das duas outras.
É de grande importância a posição correta de cada haste, podendo-se acrescentar flores para preencher o arranjo. Todas são colocadas de forma firme no recipiente, para dar a impressão de que crescem de uma mesma haste. A escolha do recipiente é muito importante, pois a disposição do arranjo dependerá muito do tamanho, profundidade e largura desse. Após a escolha do material e das plantas, o passo seguinte é a poda, para adaptar a flor, ramo ou galho ao arranjo.
São empregados recursos físicos e químicos a fim de manter as flores frescas e vivas. O Mizukiri ou corte da haste em água é o mais simples, evitando a exposição ao ar da extremidade podada da haste, evitando a deficiência de sucção de água pelas plantas.
O recurso químico é a utilização de um pouco de ácido clorídrico ou sulfúrico, que diluídos em água, irão refrescar e dar vitalidade às plantas. Outro recurso é esfregar uma pitada de sal na extremidade das hastes. Para obter maior equilíbrio e firmeza, o arranjador poderá fazer uma curva na extremidade da haste ou ramo, devendo torcê-la com cuidado, utilizando ambas as mãos para evitar que se quebre.
Os princípios básicos da arte do ikebana são respeitados e preservados. Poderão existir diferenças de opinião e concepção dependendo das escolas de arranjo floral, mas os princípios básicos são comuns a todas elas.

Os estílos de Ikebana

RIKKA
Foi no século VI que os primeiros grupos florais foram vistos, em ambos os lados dos altares dos templos budistas. Tendo por intuito harmonizar-se com a imponência de prédio do tempo, eram chamados de “Rikka”, que significa ” flores eretas”, pois as extremidades de seus ramos e flores apontavam em direção ao céu, tentando indicar a Fé.
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Este tipo de arranjo Rikka era complicado, mas foi se tornando flexível pouco a pouco, e era a forma de arranjo predominante nos templos e palácios, até o estabelecimento do governo Kamakura no fim do século XII.
A montanha sagrada de todos os devotos do Budismo é chamado Shumisen, simbolizando o universo, e os arranjos Rikka surgiram com o intuito de serem dispostas de forma a simbolizar esta montanha.
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Formas de representação:
Materiais de plantas: para representar diversos objetos naturais.
Crisântemos brancos: representam as águas do rio e pequenos córregos.
Ramos de pinheiro: simbolizam rochas e pedras.
Colocação de plantas em seus lugares apropriados: representam a luz solar, sombras e cores de cada estação, dependendo desta colocação.
No arranjo Rikka sempre existirá um pinheiro, no centro do vaso. O pinheiro representa a beleza da paisagem japonesa, presente nas praias arenosas ou de montanha, principalmente nos cenários montanhosos de Kyoto. Depois do pinheiro, outras árvores utilizadas para o arranjo Rikka são: cedro, bambu e ciprestes.
Antigamente era muito utilizado para datas festivas e cerimoniais, mas atualmente não é muito empregado.
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O arranjo clássico

Foi no século VI que os primeiros grupos florais foram vistos, em ambos os lados dos altares dos templos budistas. Tendo por intuito harmonizar-se com a imponência de prédio do tempo, eram chamados de “Rikka”, que significa ” flores eretas”, pois as extremidades de seus ramos e flores apontavam em direção ao céu, tentando indicar a Fé.
Este tipo de arranjo Rikka era complicado, mas foi se tornando flexível pouco a pouco, e era a forma de arranjo predominante nos templos e palácios, até o estabelecimento do governo Kamakura no fim do século XII.
A montanha sagrada de todos os devotos do Budismo é chamado Shumisen, simbolizando o universo, e os arranjos Rikka surgiram com o intuito de serem dispostas de forma a simbolizar esta montanha.
Formas de representação:
Materiais de plantas: para representar diversos objetos naturais
Crisântemos brancos: representam as águas do rio e pequenos córregos.
Ramos de pinheiro: simbolizam rochas e pedras.
Colocação de plantas em seus lugares apropriados: representam a luz solar, sombras e cores de cada estação, dependendo desta colocação.
No arranjo Rikka sempre existirá um pinheiro, no centro do vaso. O pinheiro representa a beleza da paisagem japonesa, presente nas praias arenosas ou de montanha, principalmente nos cenários montanhosos de Kyoto. Depois do pinheiro, outras árvores utilizadas para o arranjo Rikka são: cedro, bambu e ciprestes.
Antigamente era muito utilizado para datas festivas e cerimoniais, mas atualmente não é muito empregado.

O arranjo naturalista

As maiores modificações no desenvolvimento do arranjo floral ocorreram durante o século XV, no governo do Shogun Ashikawa Yoshimasa (1436-1490). As construções de Yoshimasa expressavam seu amor pela simplicidade, tanto nos grandes como também nos pequenos prédios.
Além da simplicidade arquitetônica, ele também simplificou as normas do arranjo floral, com colaboração do artista Somai, tornando a arte do arranjo floral acessível a todas as classes sociais. Este mais simples tipo de arranjo foi chamado “Seiwa”.
Ao fim do século XVI, durante o período Momoyama, houve a criação das casas de chá onde os mestres davam uma expressão mais informal quanto à composição dos arranjos florais. Surgia um estilo mais livre, o “Nageire” que significa “lançado para dentro”.
No estilo clássico, os três grupos triangulares são fixados com firmeza no recipiente, impedindo que qualquer parte do arranjo o toque, já no Nageire, há maior liberdade, onde as flores podem repousar na borda do receptáculo.
O naturalismo e a habilidade do arranjador compor um arranjo que sugira o crescimento natural do material floral utilizado é enfatizado pelo estilo Nageire, dispondo as flores de maneira natural, independente de quais sejam os materiais florais, tentando evitar a artificialidade.
Inovações do estilo Nageire
Haste de cada flor fica isolada, a fim de mostrar seu crescimento natural.
Ramos e hastes podem se entrecruzar, se houver necessidade de realçar as características naturais das flores.
Grande importância a cada parte individual do arranjo, assim como do todo.
O principal objetivo e finalidade do Nageire é encontrar e exprimir a beleza natural de tudo aquilo que estiver em mãos. É a forma simples e natural do arranjo floral.
IKENOBO
Ikenobo é estilo mais antigo. Seu aparecimento data de quase quinhentos anos na cidade de Kioto. Surgiu da mente e das mãos do grande mestre Senkei Ikenobo. São arranjos de flores devotados aos deuses e aos antepassados, normalmente compostos por galhos que saem do vaso simetricamente e recriam um conjunto de paisagens, o chamado Rikka. Foi Ikenobo Senkei que introduziu o arranjo floral na sala de chá. Como era de se esperar, a decoração floral em sala de chá não devia produzir um efeito apenas de beleza e elegância, mas sim expressar pureza, harmonia e simplicidade em um esforço  para representar as profundezas da natureza.
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A diagramacão do Ikebana tomou a forma de uma composição purista, harmoniosa e simétrica, usando  de três hastes mas, no século XVII, tinha evoluído para um estilo chamado Rikka, literalmente “flores em pé”, criado por monges budistas das escolas Ikenobo. Esta forma Rikka era feita em vasos altos de bronze ou prata e exigia um alto grau de concentração e habilidade técnica. O ramo principal simboliza o céu ou a verdade, e é geralmente assimétrico, pendendo para a direita ou para a esquerda antes de sua parte superior retornar para o eixo vertical central. Muitos outros ramos, cada um com seu significado simbólico e função decorativa, emergiam de uma esfera imaginária central. Um ikebana Rikka deve representar um microcosmo e ter a harmonia  do universo através da imagem de uma paisagem. As características principais – assimetria, simbolismo e profundidade de espaço -viriam a exercer uma forte influência nas escolas futuras.
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CHABANA
O estilo das “flores de chá”, uma forma mais austera da arte, teve origem como parte da cerimônia do chá (cha-no-yu), no século XVI. Composta de uma ou duas flores ou galhos num pequeno recipiente, Chabana tornou-se a base de um estilo espontâneo denominado Negeire, significando “arremessar em”, que era feita num vaso alto com poucos materiais, e utilizava meios técnicos sutis para produzir uma evocação simples e poética de beleza natural. Rikka e Negeire definem uma espécie de contraponto na história subseqüente da ikebana. Por um lado, havia uma ênfase na técnica elaborada, escala grande, simbolismo e estilos fixos. Por outro lado, havia espontaneidade, simplicidade e respeito pelas características naturais dos próprios materiais. A tensão entre os dois conduziria a todas as inovações na arte.
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SOGETSU
O estilo Sogetsu é um dos mais recentes. Sua criadora foi Sofu Teshigahara. Usa todo tipo de material e mesmo produtos artificiais, como plástico e sintéticos. A princesa Diana e a mulher de Gandhi eram adeptas da escola Sogetsu de Ikebana.
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OHARA
O estilo Ohara nasceu durante a abertura do Japão para o ocidente (o período Meiji de 1867 a 1912). Seu criador, Unshin Ohara, tentou ser escultor em Osaka. Mas sua saúde frágil acabou dando ao mundo um dos mestres mais notáveis do ikebana. Sua primeira peça (que inaugurava o formato conhecido como Moribana) chocou os mestres da época porque fugia do tradicional e, segundo eles, se assemelhava à madeira empilhada.
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O mestre Ohara Unshin (1861-1916) foi o criador do estilo “flores amontoadas”, “, criado por Ohara Unshin (1861 -1916), fundador da escola Ohara, revolucionando completamente a arte. Enquanto que em todos os estilos tradicionais os materiais eram reunidos para emergir do recipiente num único ponto, Ohara usava várias espécies de suportes para arrumar plantas numa superfície expandida em recipientes ocos, chamados suiban (bacia de água). Este permitia a utilização de materiais novos importados que não podiam ser acomodados aos estilos antigos. Também permitia a criação de estilos de paisagem, shakei, que reproduziam cenas da natureza numa maneira simbólica. Outro inovador importante foi Adachi Choka (1887-1969), que adotou Moribana e descreveu seu trabalho simplesmente como “decorativo”.
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A Ikebana em todo mundo

Hoje, em todo mundo, 16 milhões de pessoas praticam o Ikebana; são mais de 3.000 escolas espalhadas por todo mundo. Cada país acaba criando suas regras e técnicas na hora de elaborar seu arranjo floral. A diversidade de flores e plantas e as diferentes espécies que cada país possui, faz que essa arte seja diferente em todos os lugares do mundo.
Artigo escrito com base no Livro: “Word of Ikebana” e parte do texto estraído do maravilhoso site da Escola Brasileira de Bugei, que trata de diversos assuntos relacionados a cultura japonesa, o site está aqui nos links bloog.