segunda-feira, 14 de julho de 2014

Eu vejo essas meninas como minhas irmãs e vou falar por elas até que sejam libertadas. Meu desejo de aniversário este ano é trazer de volta nossas meninas vivas", Malala Yousafzai.



Eu vejo essas meninas como minhas irmãs e vou falar por elas até que sejam libertadas. Meu desejo de aniversário este ano é trazer de volta nossas meninas vivas", Malala Yousafzai.

Em seu aniversário de 17 anos, Malala viajou à Nigéria para pressionar pela libertação das 270 meninas que foram sequestradas há três meses. Malala tinha 15 anos quando sobreviveu a uma tentativa de assassinato por extremistas Talibans. Parabéns, Malala! Você provou que os livros trazem esperança. Nós escolhemos a educação. Somos #maisfortes que o medo e a desigualdade.

#strongerthan #bringbackourgirls #Malaladay Malala Fund

Unicef no Brasil

Uma imagem diz tudo!!!E nós o que dizemos para acabar com a intolerância??


Qual é a origem do Movimento Hare Krishna?

O Movimento Hare Krishna, ou Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna - ISKCON - representa fidedignamente a mais antiga tradição religiosa de que se tem conhecimento, a cultura Védica, ou Vaishnava (tradição monoteísta com milhões de seguidores na Índia e no Ocidente; cultiva a devoção a Krishna ou Vishnu).
 
Qual é a origem do Movimento Hare Krishna?
 
Embora a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON) tenha se estabelecido no ocidente apenas em meados dos anos sessenta, suas raízes se estendem há milhares de anos no passado. O estilo de vida e crenças filosóficas praticadas por seus membros baseiam-se nas escrituras Védicas milenares, tais como os Vedas, os Upanishads, os Puranas e o Bhagavad-gita, o principal livro do Movimento Hare Krishna.
O Bhagavad-gita foi falado pelo Senhor Krishna cinco mil anos atrás ao seu íntimo amigo e discípulo Arjuna, momentos antes da batalha de Kurukshetra.
  Entretanto, no decorrer do tempo, esse conhecimento foi quase perdido, até o começo do século dezesseis, quando ocorreu na Índia um          grande renascimento espiritual motivado por Sri Chaitanya Mahaprabhu, que ainda hoje é reverenciado como uma encarnação direta do    próprio Deus.
 
 Sri Krishna Caitanya Mahaprabhu:
 


Mahaprabhu (lê-se Tcheitânia) uma  encarnação do Senhor Krishna. Pouco antes de o Brasil ser
descoberto, acontecia, na Índia, um importante movimento, com bases  populares, de renascimento
do sentimento de bhakti, devoção a Deus. O responsável por essa revolução espiritual foi
Sri Chaitanya  Mahaprabhu. Como principal ensinamento, Ele nos legou que o meio mais fácil
de alcançarmos a auto-realização é através do cantar dos santos nomes de Deus,
em especial o maha-mantra:
                     
                       Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare 
                            Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
 
 Sri Chaitanya demonstrou e propagou a devoção ao Senhor Krishna, abrindo caminho para uma
maciça renascença da consciência de  Krishna, o qual varreu o subcontinente indiano, ganhando
milhões de seguidores em toda a parte. Sem distinção, Ele acolheu a  participação de pessoas de
classe baixa e não hindus, quebrando as barreiras sociais estabelecidas na Índia.  Sob a direção de
Sri Chaitanya  Mahaprabhu, Seus discípulos mais íntimos compilaram centenas de volumes sobre
a filosofia da consciência de Krishna.
 Nos séculos que se  seguiram a força do movimento diminuiu de forma considerável, até as últimas
décadas do século dezenove.
 Nessa ocasião, Bhaktivinoda Thakura, o magistrado da cidade de Puri e um representante da linha
de sucessão discipular proveniente de Sri Chaitanya Mahaprabhu estabeleceu uma sociedade
religiosa conhecida como Sri Sri Vishva-Vaishnava Rajasabha. Através de seus escritos devocionais,
Srila Bhaktivinoda Thakura inspirou um renascimento de interesse nos ensinamentos de Sri Chaitanya  Mahaprabhu.
Seu filho, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Gosvami continuou a missão do pai estabelecendo o Instituto da Missão Gaudiya,
 com sessenta e quatro centros em toda Índia. Foi um dos discípulos de Srila Bhaktisiddhanta, Sua Divina Graça A. C.  Bhaktivedanta
 Swami Prabhupada, quem depois trouxe para o  mundo ocidental os ensinamentos de Sri Chaitanya. 
 Em 1966, Srila Prabhupada fundou a Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON) em Nova Iorque. Os ensinamentos da  consciência de Krishna logo ganharam adeptos ali e rapidamente se espalharam por outras grandes cidades em toda a América do Norte e  Canadá. Na década seguinte, sob o guia pessoal de Srila Prabhupada, a sociedade tornou-se uma confederação mundial de mais de cem  templos, escolas, institutos e fazendas comunitárias.
 
 A Sucessão Discipular:
 
 Este conhecimento está chegando até nós através de uma linha de sucessão discipular, isto é, uma corrente de mestres espirituais e  discípulos, autêntica e ininterrupta, que vem desde os primórdios da criação. Nesta seqüência de mestres espirituais, situa-se Sua Divina  Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, que fundou em 1966, na cidade Nova Iorque, a Sociedade Internacional da Consciência
 Krishna, a ISKCON, mais conhecida como movimento Hare Krishna. Srila Prabhupada veio a falecer em 1977, deixando seus discípulos
 mais adiantados com a função de dirigir espiritualmente o movimento e iniciar discípulos.
 
 
 
  Srila Rupa, Sanatana, Raghunatha Batha,  Srila A.C. Bhaktivedanta      Srila Bhaktisiddhanta        Srila Gaura Kishora das         Srila  Bhaktivinoda       Srila Jaganattha das          Jiva, Gopala Batha e Raghunatha dasa
     Swami Prabhupada                     Sarasvati                                  Babaji                                   Thakura                               Babaji                                             Goswamis                  
  
 
            O que significa Hare Krishna?
 
O entoar do mantra de Hare Krishna - Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare - é recomendado nos Vedas como o método mais fácil para a auto-realização na atual era de Kali (a Era de Ferro ou Desavenças). Krishna é um nome de Deus em sânscrito e significa “todo-atrativo”, e Rama é um outro nome de Deus, cujo significado é “reservatório do prazer”. Hare é a energia divina do Senhor. O mantra Hare Krishna significa: “Ó Senhor todo atrativo e pleno de bem-aventurança, ó energia do Senhor, por favor, ocupem-me em Seu serviço devocional”. Há duas formas de se entoar este mantra: o canto congregacional (kirtana) e o canto individual, em geral feito com contas (semelhantes as de um rosário) para melhorar a concentração (japa). Em ambos os métodos, não há nenhuma regra fixa ou rigorosa para esta alegre e sistemática forma de meditação.
                                                                                                        
                                                                                                                                                                                      Quem é Krishna?
 
                                                          Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, a fonte de tudo e a causa
de todas as causas. Krishna é a forma mais    elevada e original de Deus. Deus assume muitas
formas, mas a forma original é de Krishna. Nas escrituras, especialmente o Srimad    
Bhagavatam, existem explicações detalhadas de Sua morada, Sua aparência, Seus passatempos,
Suas expansões, Suas energias, etc. Ele é  dotado de seis opulências, todas ao grau infinito:
beleza, força, sabedoria, riqueza, fama e renúncia. Ele sabe tudo que aconteceu, tudo que está
acontecendo e tudo que vai acontecer. Ele é infinitamente misericordioso. 
 Ele é o beneficiário de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os
planetas e semideuses e o benfeitor e bem querente  de todas as entidades vivas.
  Nas escrituras védicas explica-se que uma das expansões de Krishna (o Senhor Sesa) tem um
sem-número de bocas e está descrevendo as glórias de  Krishna desde de tempos imemoriais,
e mesmo assim não consegue nunca chegar ao final. Outra passagem do Srimad Bhagavatam
explica que mesmo se pudéssemos contar todos átomos no universo, mesmo assim não
poderíamos enumerar todas as qualidades transcendentais do Senhor Krishna. Krishna é um
dos principais nomes de Deus, que significa o “todo atrativo".
 

http://www.harekrishnacuritiba.com/#!sobre-nos/c55t 

 
 
 

FONAPER conheça acesse esse site,vale a pena!!



Prezado/a educador/a:
A página do site do XIII Seminário Nacional de Formação de Professores para o Ensino Religioso (SEFOPER) já está disponível em http://www.fonaper.com.br/xiiisefoper/. Acesse-o e conheça a proposta do evento.
O XIII SEFOPER é fruto de uma parceria entre o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) e a Universidade do Estado do Pará (UEPA). A temática proposta é ENSINO RELIGIOSO, CIÊNCIAS DA(S) RELIGIÃO(ÕES) E DIREITOS À APRENDIZAGEM: Pesquisas e práticas pedagógicas.
Será realizado nas dependências do CENTUR, situado à Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré, cidade de Belém-PA, entre os dias 06 e 08 de novembro de 2014.
Convidamos a todos para comunicarem seus trabalhos de pesquisa ou práticas pedagógicas que, neste ano poderá ser realizado em dois formatos, a saber:
- Artigos: ver as normas em: http://www.fonaper.com.br/xiiisefoper/comunicacoes_trabalhos.html
 - Pôster: ver as normas em: http://www.fonaper.com.br/xiiisefoper/comunicacoes_poster.html
Agende-se, inscreva-se e venha participar em mais um dos maiores eventos na área do Ensino Religioso e das Ciências da(s) Religião(ões).
Ajude-nos a divulgar, enviando para seus contatos.
Atenciosamente,
Coordenação FONAPER
Gestão 2012-2014


Notícias
Projeto de Formação Continuada em João Pessoa/PB
leia aqui...
Leia mais
A Escola Ecumênica de Ciências da Religião diante da violência contra os povos originários da Costa Rica
leia aqui...
Leia mais
Formação Continuada para Professores de Ensino Religioso da Rede Pública da Gerência de Educação de Rio do Sul
leia aqui...
Leia mais
Documento orientará discussão entre gestores e educadores sobre nova política curricular
leia mais...
Leia mais
Plano Nacional de Educação aprovado. E agora?
leia mais...
Leia mais
Diversidade Religiosa é tema de evento na UERN
leia aqui...
Leia mais

domingo, 13 de julho de 2014

Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa hoje 24 anos.

Brincar, correr, comer, estudar, dormir... Como é bom ser criança! Garantir uma infância plena e feliz hoje 24 anosà todas as crianças brasileiras é o objetivo do Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa . O Brasil foi um dos primeiros países a construir um marco legal que seguisse os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 1989.
Instituído pela Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, o ECA reconhece e regulamenta os direitos da criança e do adolescente: o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

1º FÓRUM INTERNACIONAL DE ENSINO RELIGIOSO - LISBOA/2015

Foto: 1º FÓRUM INTERNACIONAL DE ENSINO RELIGIOSO - LISBOA/2015

O Fórum Internacional do Ensino Religioso é um evento, integrado no 1º Congresso Lusófono de Ciência das Religiões, que reunirá pesquisadores, professores e envolvidos na área de educação para refletir sobre este componente curricular junto aos diferentes sistemas de ensino, em instituições públicas e privadas.
Acesse o site para conferir a programação: http://fier.ulusofona.pt/
O Fórum Internacional do Ensino Religioso é um evento, integrado no 1º Congresso Lusófono de Ciência das Religiões, que reunirá pesquisadores, professores e envolvidos na área de educação para refletir sobre este componente curricular junto aos diferentes sistemas de ensino, em instituições públicas e privadas.
Acesse o site para conferir a programação: http://fier.ulusofona.pt/
https://www.facebook.com/pages/Assintec/210625902467020?fref=photo

quarta-feira, 9 de julho de 2014

História do POVO CIGANO I ( by Jade Camargo)


Holocausto Cigano – Ontem e Hoje

14 o


Esta Matéria está na íntegra, foi retirada do blog http://holocausto-doc.blogspot.com/


Em 1496: auge do pensamento “humanista”. Os povos rom (ciganos) da Alemanha, são declarados “traidores a los países cristianos, espías a sueldo de los turcos, portadores da peste, bruxos, bandidos e sequestradores de crianças”.

1710: século “das luzes e da razão”. Um édito ordena que os ciganos adultos de Praga sejam ahorcados sem julgamento. Os jovens e as mulheres são mutilados. Na Bohemia, que lhes sejam cortada a orelha esquerda. Na Moravia, a orelha direita.

1899: clímax “da modernidade e do progresso”. A polícia da Baviera cria a Seção Especial de “assuntos ciganos”. Em 1929, a seção foi elevada à categoria de Central Nacional, e traslandada para Munique. Em 1937, se instala em Berlim. Quatro anos depois, meio milhão de ciganos morrem nos campos de concentração da Europa central e do leste.

2010: fim das “metanarrativas” e das “ideologias” (sic). Na Itália, (onde nasceu a “razão do Estado”), e na França (sede mundial da reunião intelectual), os gabinetes em exercício de ambos os governos (com forte apoio popular, ou seja, “democráticos”), ficham e deportam milhares de ciganos para a Bulgária e Romênia.

A tragédia dos Roma começou nos Balcãs. Qual drama europeu não começou nos Balcãs? Em meados do século XV, o príncipe Vlad Dracul (o Demônio, um dos heróis nacionais na resistência contra os turcos), regressou de uma batalha devedora na Bulgária com 12 mil escravos ciganos. Por certo... não era cigano o misterioso cocheiro do conde Drácula?

O doutor Hans Globke, um dos redatores das leis de Nuremberg sobre a classificação da população alemã (1935), declarou: os ciganos são de sangue estrangeiro. Extrangeiros de onde? Sem poder negar que “cientificamente” eram de origem ária, o professor Hans F. Guenther os classificou numa categoria à parte: Rassengemische (mistura indeterminada).

Em sua tese de doutorado, Eva Justin (assistente do doutor Robert Ritter, da seção de investigações raciais do Ministério da Saúde alemã), afirmava que o sangue cigano “era enormemente perigoso para a pureza da raça alemã”. E um tal doutor Portschy enviou um memorando a Hitler sugerindo-lhe que eles sejam submetidos a trabalhos forçados e a esterilazação em massa, porque punham em perigo “o sangue puro do campesinato alemão”.

Qualificados como “criminosos inveterados”, os ciganos começaram a ser determinados em massa, e a partir de 1938 os internaram em blocos especiais nos campos de Buchenwald, Mauthausen, Gusen, Dautmergen, Natzweiler e Flossenburg.

Num campo em sua propriedade de Ravensbruck, Heinrich Himmler, chefe da Gestapo (SS), criou um espaço para sacrificar as mulheres ciganas que eram submetidas a experimentos médidos. Esterelizaram 120 crianças zíngaras. No hospital Dusseldorf-Lierenfeld esterilizou-se as ciganas casadas com não ciganos.

Mais milhares de ciganos foram deportados da Bélgica, Holanda e França ao campo polonês de Auschwitz. Em suas Memórias, Rudolf Hoess (comandante de Auschwitz), conta que entre os deportados ciganos havia velhos quase centenários, mulheres grávidas e um grande número de crianças.

No gueto de Lodz (Polônia), as condições ficaram tão extremas, que nenhum dos 5 mil ciganos sobreviveu. Trinta mil mais morreram nos campos poloneses de Belzec, Treblinka, Sobibor e Maidaneck.

Durante a invasão alemã à União Soviética (Ucrânia, Crimeia e os países bálticos) os nazis fuzilaram em Simferopol (Ucrânia) 800 homens, mulheres e crianças na noite de Natal de 1941. Na Iugoslávia, executava-se por igual a ciganos e judeus no bosque de Jajnice. Os campesinos recordam todavia dos gritos das crianças levadas aos lugares de execução.

Segundo consta nos arquivos dos Einsatzgruppen (patrulhas móveis de extermínio do exército alemão), haviam sido assassinados 300 mil ciganos na URSS, e a 28 mil na Iugoslávia. O historiador austríaco Raul Hilberg, estima que antes da guerra viviam na Alemanha cerca de 34 mil ciganos. Ignora-se o número de sobreviventes.

Nos campos de extermínio, só o amor dos ciganos pela música foi às vezes um consolo. Em Auschwitz, famintos e cheios de piolhos, juntavam-se para tocar e alentavam as crianças para dançar. Mas também era legendária a coragem dos guerrilheiros ciganos que militavam na resistência polonesa na região de Nieswiez.

“Também eu tinha / uma grande família / foi assassinada pela Legião Negra / homens e mulheres foram esquartejados / entre eles também pequenas crianças” [versos do hino Roma, Gelem, gelem (Caminhei, caminhei)].

As exigências de assimilação, expulsão ou eliminação (não necessariamente nessa ordem) justificariam a afición dos povos Roma pelos talismanes. Os ciganos levam três nomes: um para os documentos de identidade do país onde vivem; outro para a comunidade, e um terceiro que a mãe musita durante meses ao ouvido do recém-nascido.

Esse nome, secreto, servirá como talismã para protegê-lo contra todo o mal.




DEPOIS DA GUERRA Depois da guerra, os países aliados dissolveram o Estado nazi alemão e seus jerarcas foram julgados por crimes contra a humanidade (Nuremberg, 1945-1946). Em inícios de 1950, quando começou a negociação das indenizações pelo Holocausto, o novo Estado alemão estimou que só os judeus tinham direito a elas.

Sem organizações políticas que os defendessem, os povos Roma(ciganos) foram ignorados e excluídos. O governo democratacristão de Konrad Adenauer afirmou que as medidas de extermínio tomadas contra os ciganos antes de 1943, eram “políticas legítimas do Estado”. Mas os sobreviventes a este ano tampouco cobraram um centavo.

A polícia criminal da Bavária ficou como responsável dos arquivos do doutor Robert Ritter, o especialista nazi sobre os Roma que não foi condenado. Ritter retornou à atividade acadêmica e em 1951 se suicidou. Recentemente em 1982, el canciller socialcristão Helmut Kohl reconheceu o genocídio dos Roma. Em tempo: a maioria que houvera tido direito à restituição já havia morrido.

Contudo, a ira da Suíça contra os yenishes (assim chamam os ciganos no país de Heidi) foi mais... discreto? Durante cerca de meio século (desde 1926), com ajuda da polícia e do clero, a Obra de Assistência às Crianças da Carretera, da muito respeitável Fundação Pró-Juventute, arrancou de suas famílias mais de 600 crianças ciganas.

O doutor Alfred Siegfried (1890-1972), diretor e fundador da obra, foi um sicópata ferozmente decidido a “vencer o mal do nomadismo”. Num informe sobre suas atividades (1964), Siegfred afirmou que “...o nomadismo, como algumas enfermedades perigosas, é transmitido principalmente pelas mulheres... todos os zíngaros são maus, mentem, roubam...”.

O financiamento oficial se manteve até 1967, e em 1973 a “obra” se dissolveu. Mas, de acordo com uma lei de 1987, tudo o que foi relativo a seus experimentos médicos com crianças ciganas poderia ser revisado dentro de... cem anos. Em 1996, a Confederação Helvética(Suíça) reconheceu sua responsabilidade moral, política e financeira acerca da Pró-Juventude encarregada de “proteger as crianças ameaçadas de abandono e vagabundagem”.

Mais de três quartos da população mundial de ciganos (12 a 14 milhões), vive nos países da Europa central e do leste. Mas só na Iugoslávia de Tito os Roma conseguiram ser reconhecidos como uma minoria com os mesmos direitos de croatas, albaneses e macedônios. Não obstante, depois do “reordenamento balcânico” que teve lugar no decênio de 1990, dez mil ciganos bósnios se refugiaram em Berlim.

Na Romênia os ciganos tiveram que sobreviver à ditadura de Ceausescu. O “socialismo real” reforçou os tenebrosos orfanatos que funcionavam desde a época da monarquia, e neles colocou a milhares de crianças Roma. Ceausescu caiu e o “livre mercado” foi mais duro ainda. As tendas de alguns ciganos, que tiveram sucessos econômicos com a liberalização da economia, foram saqueadas.

A deportação em massa de ciganos para Romênia e Bulgária, ordenada pelo governo do presidente francês, Nicolas Sarkozy, resulta particularmente perversa. Segundo país mais pobre da União Europeia, a população da Romênia é sumamente hostil aos 2 milhões de ciganos que ali vivem, e além disso mais de um governo que para cumprir com o FMI acaba de baixar 25 por cento o salário dos funcionários e subir o IVA a 24 por cento.

Em dias passados, o presidente romeno, Traian Basescu, chamou de “cigana asquerosa” a uma periodista e o canciller Teodor Baconschi declarou em fevereiro que “…algumas comunidades romenas têm problemas psicológicos (sic) relacionados com a deliquência, especialmente as comunidades ciganas”.

A situação dos ciganos na antiga Tchecoslováquia não levou à fúria como a romena. Até o momento da participação (1992), eram cidadãos. Depois, nem tchecos nem eslovacos os reconheceram como tais, apesar de haver vivido durante gerações no país.

Em julho de 1998, um cigano foi atacado e apunhalado por um skinhead(neonazi) em Pisek, pequena cidade ao sul da Boêmia checa. Pisek está situada a poucos quilômetros do campo de concentração de Lety, estabelecido pelos checos e só para ciganos, em tempos da ocupação alemã. E de Lety, eles eram enviados aos campos nazis de extermínio.

Por sua parte, os vizinhos da cidade eslovaca de Michalovce acabam de concluir um muro de 500 metros para evitar a passagem dos ciganos que habitam uma aldeia próxima. A obra recebeu o apoio das autoridades. Em finais de 2009, obras similares isolaram os ciganos nas cidades de Ostrovany, Secovec, Lomnicka e Trebisov.

E desta maneira o holocausto silencioso e consentido pelos cruzados da União Europeia, os meios de comunicação da “aldeia global” conseguem o que queriam. No 30 de agosto passado, a CNN informou de um assassino que matou oito pessoas, ferindo a mais 14 na Bratislava, capital de Eslováquia. Em parte alguma da notícia a CNN esclareceu que todas as vítimas eram ciganos.

Da civilização versus a barbárie, a barbárie da civilização.

Por José Steinsleger

Jornalista argentino-mexicano, colunista de La Jornada

Fonte: http://www.surysur.net/

Fotografia: Familia Aristich-Marcovich ao chegar ao Chile em 1918.

Mais informação sobre ciganos no Chile:

Ciganos: 1.000 anos de viagens no corpo

http://www.gitanoschile.cl/

gitanosdechile.blogspot.com

Ciganos do Chile

Fonte: La Jornada/El Ciudadano

http://www.elciudadano.cl/2010/09/09/el-holocausto-gitano-ayer-y-hoy/

Tradução: Roberto Lucena

Observação: quando fui traduzir o texto notei que já havia algumas traduções de parte do texto publicadas pela rede. Achei-as quando procurei pela tradução correta dos nomes de lugares que aparecem no texto(como "Simferopol"), por isso que esta tradução não é uma cópia de outras, e todas as traduções colocadas no blog, traduzidas pelos postantes, não são cópias. Sempre que houver/há uma cópia de algum texto/tradução há/haverá a citação da fonte, sendo que esta tradução é do texto completo. Eu o havia guardado pra traduzir depois e acabou não dando pra postar rápido, por isso que só o estou publicando agora