segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Veja programaçao Festivais Transcendentais
Segunda à Sexta:
Durante a semana recebemos nossos visitantes para uma programação completa com mantras, estudo filosófico do Bhagavad-Gita Como Ele É e delicioso jantar vegetariano! Sempre Gratuito!
Programação:
19h - 19:30h:
Aratik (cerimônia no altar, canto e dança);
19:30h - 20:15h:
Estudo Coletivo do Bhagavad-Gita Como Ele É
c/ sessão perguntas e respostas;
20:15h - 21h:
Delicioso Jantar Vegetariano
TUDO GRATUITO!
Domingos:
Aos domingos temos o grande Festival do Amor, com canto e dança de mantras devocionais, palestra filosófica do Bhagavad-Gita Como Ele É e delicioso jantar vegetariano. Também sempre gratuito!
rogramação:
17h - 17:30h:
Bhajans (canto de mantras);
17:30h - 17:50h:
Guru-Puja (homenagem ao mestre espiritual);
17:50h - 19:00h:
Palestra do Bhagavad-Gita Como Ele É
c/ sessão perguntas e respostas;
19:00h - 19:30h
Aratik (cerimônia no altar, canto e dança);
19:30h
Delicioso Jantar Vegetariano
TUDO GRATUITO!
ACOMPANHE O SITE http://www.harekrishnacuritiba.com/#!programacao/c1xu8
Fundamentalismo religioso é causa de graves transtornos mentais
Filha de missionários da Assembleia de Deus, especialista ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas pelo fundamentalismo religioso
“Depois de 27 anos tentando viver uma vida perfeita, eu achei que tinha falhado… Eu tinha vergonha de mim durante todo o dia. Minha mente lutava contra ela mesma, sem alívio. Eu sempre acreditei em tudo que me foi ensinado, mas ainda assim pensava que não tinha a aprovação de Deus. Eu pensava que ia morrer no Armagedom. Durante anos, eu me machucava literalmente, cortava e queimava meus braços, para me punir antes que Deus o fizesse. Levei anos para me sentir curada.”
Esse relato é de um paciente de Marlene Winell (na foto abaixo), americana de San Francisco que se especializou em desenvolvimento humano e estudo da família. Ela é autora do Leaving the Fold: A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion — livro que, como diz seu título, é um guia sobre como se livrar das consequências de religião fundamentalista.
Winell cunhou o termo “Síndrome do Trauma Religioso”, STR (na sigla em português), para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas.
Filha de missionários da Assembleia de Deus, Winel ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas ou despertadas pelo fundamentalismo cristão.
Em entrevista à psicóloga Valerie Tarico, Winel disse que os sintomas do STR inclui, além da ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e degradação do relacionamento social. “Os ensinamentos e práticas religiosas, por vezes, causam danos graves na saúde mental.”
“No cristianismo fundamentalista, o indivíduo é considerado depravado e tem necessidade de salvação”, afirmou. “A mensagem central é ‘você é mau e merece morrer, porque o salário do pecado é a morte. […] Já tive pacientes que, quando eram crianças, se sentiam perturbados diante da imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados deles.”
Síndrome do Trauma Religioso se manifesta em pessoas de todas as idades, mas principalmente naquelas cuja personalidade esteja em formação, as crianças.
“As pessoas doutrinadas pelo cristianismo fundamentalista desde criança podem ser aterrorizadas por memórias de imagens do inferno e do apocalipse”, disse. “Algumas sobreviventes desse período, as quais eu prefiro chamar de ‘recuperadas’, têm flashbacks, ataques de pânicos, ou pesadelos na vida adulta, mesmo quando se libertaram das pregações teológicas.”
Um paciente relatou seus tormentos dessa fase de sua vida: “Eu acreditava que ia para o inferno por acreditar que estava fazendo algo de muito errado. Estava completamente fora de controle. Às vezes, eu acordava no meio da noite e começava a gritar, agitando os braços, tentando me livrar do que sentia. O medo e a ansiedade tomaram conta da minha vida.”
Winell afirmou que a recuperação de quem nasceu em uma família de fanáticos religiosos é mais difícil em relação àquele que adotou uma crença fundamentalista na vida adulta, porque não dispõe de parâmetro de comparação.
Ela disse que se livrar de uma religião é muito difícil em muitos casos porque isso significa pôr em risco um sistema de apoio composto por parentes e amigos, principalmente em relação às pessoas que nasceram em uma família de crentes fanáticos.
Uma paciente relatou o seu caso: “Eu perdi todos os meus amigos. Eu perdi meus laços estreitos com a família. Agora estou perdendo meu país. Eu perdi muito por causa desta religião maligna, e estou indignada e triste. . . Eu tentei duramente fazer novos amigos, mas falhei miseravelmente. Eu sou muito solitária.”
Outro paciente contou: “Minha vida estava fortemente arraigada e ancorada na religião, influenciando toda a minha visão do mundo. Meus primeiros passos fora do fundamentalismo foram assustadores, e eu tive pensamentos frequentes de suicídio. Agora isso está no passado, mas eu ainda não encontrei o meu lugar no universo”.
Winell disse que resolveu dar o nome de “Síndrome de Trauma Religioso” ao conjunto de sintomas e características da lavagem cerebral religiosa porque assim fica mais fácil estudar e diagnosticar as pessoas que sofrem desses males.
Ela argumentou que a nomenclatura “STR” fornece um nome e uma descrição para as pessoas afetadas pela religião, de modo que elas se sintam parte de um grupo e possam assim compartilhar suas experiências, reduzindo sua percepção de solidão e de culpa.
Por isso, Winell discorda de que a criação de termos como “recuperação de religião” e “Síndrome de Trauma Religiosa” sejam uma tentativa de ateus de patologizar as crenças religiosas. Até porque, disse, “a religião autoritária já é patológica”.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/fundamentalismo-religioso-e-causa-de-graves-transtornos-mentais.html
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Interpretação: Monte Castelo de Renato Russo
Com pensamentos positivos e defendendo o ato da sociedade se amar, os sentimentos e pensamentos desses atos amorosos, Renato Russo nos traz em "As Quatro Estações", a canção "Monte Castelo", apresentando um ritmo agradável e que combina perfeitamente com a letra.
Com a cruza de versos da Bíblia e de Camões, Renato fez perfeitamente uma mensagem de amor. Esperto? Sim, pois usou palavras alheias para se inspirar, mas afinal, eu também, assim como todos os colegas, fazemos isso, para podermos analisar. Errado? Nunca. Fez perfeitamente uma obra que foi a cara do disco, considerado pelo lado crítico, as opções e gostos além da ditadura, e ao lado religioso, às mensagens presentes em "Meninos e Meninas" e claro, abertamente, em "Monte Castelo".
Segue-se a letra e a interpretação desta:
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Ainda que nós todos (usarei o plural porque apesar de estar em "eu", na música, ela se encaixa perfeitamente e totalmente, em todos nós), pudéssemos falar a língua dos homens, e tivéssemos e conhecimento de todas elas, e além disso, pudéssemos falar a língua dos anjos, sem amor, de nada seríamos.
O amor, ele move mais do que a sabedoria mundana. O amor não é carnal, nem humano (ou totalmente), o amor é espiritual e vem do afeto de um, ao outro.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
Aqui, fica claro, para todos nós, religiosos ou não, Legionários ou não, fãs de poesias de Camões, ou não, e que todos nós podemos tirar as conclusões sem conhecimento ou aprofundamento no tema.
O amor é a verdade, pois ele é verdadeiro. Ele caminha nos rumos da verdade e do que é verdadeiro entre os humanos. Ele é bom, por justamente ser verdadeiro, e por ser bom, não quer o mal, nem a inveja, nem a vaidade, nem nada de humano ou de impefeições do homem.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Essa parte é muito poética, mas podemos capitar mensagens nas entrelinhas e ficam coisas claras e de extrema importância quando falamos de amor, pois são essas figurações que nos mostram as características do amor segundo Camões:
O amor é fogo que arde sem se ver; Ele queima por dentro, como diria Chico Buarque. Ele é o fogo da paixão. Ele é o fogo insaciável do desejo .É ferida que dói e não se sente; Ele machuca por dentro e por fora. Ele faz morrer e faz matar. Ele é a causa de feridas internas, sentimentais, psicológicas, carnais e físicas.
É o contentar-se mesmo descontente e e é a dor que se manifesta sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
Ainda, que eu pudesse ter o dom da Profecia, que eu tivesse o direito de falar a língua dos homens, e a sabedoria de falar a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria. Pois é ele quem move o mundo, e é ele quem move a vontade de querer saber falar e usar as coisas.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
Novamente, isso se repete: A poesia deixa nas entrelinhas as características do amor.
O amor é o não querer mais que bem querer. É o não querer amar, mas bem querer a pessoa. Ou não querer a pessoa, mas querer amá-la. É uma contradição, como será dito.
O amor é solitário andar por entre a gente. É o individual, é o cada um. Ele é o não contentar-se em estar bem de contente, e então, vem a frase X:
É o cuidar que se ganha em se perder. É o cuidar de quem está agora, após decepções e mentiras, que levaram a falta do amor, uma vez que ele é a verdade.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
O amor é o estar preso por vontade. Ele é mais do que o que círculo preenche o vão dos dedos, ele é o querer estar preso à outro não só simbologicamente mas afetivamente.
Ele é servir à quem vence, é o tornar-se vencedor. É "um ter com quem nos mata a lealdade", que em outras palavras seria "É estar falando/estar junto/estar debatendo com quem nos trai a confiança".
Como digo, ele é contrário à si mesmo. Não que o amor seja, mas ele nos torna assim, contrários. Pois ele transforma.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
Como dito na Bíblia, também em Coríntios (1 Coríntios 13:12): "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido". O Amor o deixa acordado enquanto todos dormem. O amor o faz ver agora em parte, mas ele busca ver face a face. Ver o inteiro. Ver por completo. Entendê-lo ou dele fazer parte. Mas o amor apesar de tantas características e descrições, é algo que foge da razão humana...
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
É só o amor que conhece o que é verdade.
É só o amor que é verdadeiro, e nos torna verdadeiros.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Como dito, o amor foge da razão humana...
O amor foge de explicações.
E mesmo que ainda falássemos a língua dos homens, dominássemos seus conhecimentos humanos e mesmo que falássemos a língua dos anjos e pudéssemos ter as ideias santas ou divinas, sem o amor, que pode ser tanto a arma, quanto a defesa, nada seríamos.
A parte presente na música, está disponível em Coríntios, e o poema de Camões.
Quem se interessar, acho interessante acessar esse link e poder ter maior conhecimento sobre.
Análise e texto: Eduardo Rezende
http://olivrodosdias-interpretacao.blogspot.com.br/2012/06/interpretacao-monte-castelo.html
quarta-feira, 29 de julho de 2015
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