terça-feira, 21 de julho de 2015

Religiosidade como dimensão humana

Religiosidade como dimensão humana

O Ensino Religioso nas escolas tem sido, nos últimos anos, motivo de acirrado debate, principalmente nas escolas públicas. A pergunta que os profissionais da educação se fazem diz respeito à necessidade de uma disciplina assim no currículo escolar.
A partir dos artigos publicados, O TRANSCENDENTE acredita que a religiosidade é uma das dimensões humanas e por isso um aspecto importante na proposta educacional. Para nós, toda pessoa, independente de sua idade, é racional, afetiva, social, física, sensível, espiritual e precisa desenvolver-se a partir da convergência entre todos esses aspectos, relacionando-se consigo, com os outros, com o mundo e com o transcendente.
Para o Ensino Religioso, o ser humano, para adquirir seu estado de realização integral necessita da dimensão religiosa. Conhecer as situações assumidas pelo homem religioso, compreender seu universo espiritual é, em suma, fazer avançar o conhecimento geral do ser humano.
Dessa forma, a disciplina busca valorizar o ser humano e ajuda-o a dar sentido à sua existência e dos textos sagrados das diversas religiões e expressões religiosas.

História do Ensino Religioso

O Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras desenvolveu-se em três fases:
1- Confessional: Até meados do século XX predominou um Ensino Religioso Católico. Ensinava-se os dogmas e a doutrina da Igreja  Católica e rezava-se em sala de aula as mesmas orações que se aprendiam na catequese. Os  conteúdos eram católicos e os professores indicados pela Igreja  Católica. Essa fase também era conhecida como “aulas de religião”.
2- Ecumênico: No final da década de 60, motivados pelo espírito ecumênico presente em várias igrejas cristãs, surge um novo estilo de Ensino Religioso, o ecumênico. Ele deixava de ser uma catequese da Igreja Católica para ser conteúdo do Cristianismo. Jesus Cristo passava a ser a referência para as aulas. O Ensino Religioso não acentuava as verdades da fé de uma igreja cristã, mas a valores e a fé comuns às várias igrejas cristãs.
3- Inter-Religioso: Nos anos 90 inicia-se um novo jeito de Ensino Religioso que deixa de ser um ensino orientado por igrejas cristãs, para ser assumido por todas as religiões, tradições e organizações religiosas.

A importância do diálogo inter-religioso

As religiões estão presentes em todas as culturas e entre todos os povos de todos os tempos. Assumindo diversas formas de devoção, doutrinas e princípios éticos, elas buscam o sentido da vida e a transcendência em relação à morte. Elas têm suas especificidades, mas também um patamar comum de moralidade e busca humana, onde é possível e urgente um diálogo respeitoso e solidário.
O diálogo é a atitude interior que nos predispõe a entrar em contato com a família, com as culturas, com as religiões, com as pessoas. Com ele, aceitamos a diversidade de caminhos, o respeito à cultura, à religiosidade e o jeito de ser de cada pessoa. Um diálogo saudável, entre as diversas  tradições religiosas, as pessoas podem situar-se no mundo de forma muito  mais segura e fraterna
cf. Proposta curricular de Ensino Religioso na EJA, Secretaria Municipal de Educação , Departamento pedagógico: seção de ensino não forma, CENFOP – Centro de Formação Pedagógica. Disponível em  http://cenfopeja.files.wordpress.com/2010/04/proposta-curricular-para-o-ensino-religioso.pdf
 

Bases constitucionais do Ensino Religioso

A Constituição Brasileira garante a liberdade de culto. O artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, em sua redação original, constituía o Ensino Religioso como disciplina escolar, oferecida nas escolas públicas, de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos, ou por seus responsáveis, em caráter confessional ou interconfessional, sem ônus para os cofres públicos.
A isenção financeira do Estado para a oferta desse ensino mobilizou a sociedade civil organizada que solicitou a retirada da expressão “sem ônus para os cofres públicos”, adotando o princípio de que o Ensino Religioso é parte integrante essencial na formação do ser humano como pessoa e cidadão, e é de responsabilidade do Estado a sua oferta na educação pública. 
Em decorrência da mobilização da sociedade civil organizada, no primeiro semestre de 1997 foram elaborados três projetos de substituição para o art. 33. Após apreciação dos três projetos, pelos poderes legislativos, foi aprovado o substitutivo do Padre Roque Zimermann (PT–PR), membro assessor do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER). 
Com a aprovação desse substitutivo foi promulgada a Lei n. 9.475, de 22 de julho de 1997, que deu nova redação ao artigo 33 da LDB n. 9.394/96. A nova redação do artigo 33 regulamentou a prática educativa do Ensino Religioso, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil e proibindo quaisquer formas de proselitismo.
Cf. MALVEZZI, M. C. F. e TOLEDO, C. de A. A. de. O Ensino Religioso e as entidades civis organizadas. Disponível em: http://www.fap.com.br/fapciencia/007/edicao_2010/015.pdf
 

Para aprofundar: 

Lei de diretrizes e bases (na íntegra)  

http://www.missaojovem.com.br/index.php/transcendente/subsidiot?___store=transcendente

terça-feira, 7 de julho de 2015

Arandu Arakuaa vai lançar novo álbum com músicas no idioma dos povos xerente, xavante e tupi


A banda ARANDU ARAKUAA lançou o vídeo clip da música Hêwaka Waktû (Nuvem Negra no idioma do povo Xerente) faixa inédita do seu segundo álbum “Wdê Nnãkrda”, que significa tronco de árvore. O álbum vai ser lançado de forma independente em agosto de 2015.

O guitarrista Zândhio visitou amigos na Aldeia Salto Kripre, Terra Indígena Akw? Xerente em Tocantins.Uma parte do vídeo clip foi gravada na Aldeia Bananal, no Santuário dos Pajés em Brasilia, durante um ritual In Memoriam do Pajé Santxiê Tapuya.

"Na verdade foi algo muito pessoal. Nasci e morei próximo a Terra Indígena Xerente até meus 25 anos, eles foram e são uma grande referência na minha formação. Então sempre tive em mente mostrar um pouco da sua cultura e achei que escrever algumas músicas em Xerente seria uma forma bacana de fazer isso. Contei com a ajuda de alguns amigos, em especial o amigo Waikairo Xerente", comentou Zândhio.

A banda mistura os gêneros Heavy Metal, música Indígena e regional Brasileira. NáJila Cristina (Vocais/Maracá), Zândhio Aquino (Guitarra/Viola Caipira/Vocais/Teclado/Maracá), Saulo Lucena (Contrabaixo/Vocais de Apoio/Maracá), Adriano Ferreira (Bateria/Percussão).

“Wde Nnakrda” foi produzido, mixado e masterizado no Broadband Studio em Brasília por Caio Duarte (Dynahead). E possui músicas em três línguas indígenas, a intenção da banda é mostrar a diversidade étnica brasileira para que o público conheça os povos indígenas e suas culturas.

"Essa sempre foi a intenção, temos interesse em compor em qualquer língua indígena brasileira e esperamos conseguir parcerias com amigos indígenas. O conceito da banda se resume em chamar atenção das pessoas para as culturas indígenas.", disse Zândhio.

Redação Yandê

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Malês serão retratados em filme

Malês serão retratados em filme


http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/127360430.06.2015 - 19:54  
Ministro Juca Ferreira recebe deputada Benedita da Silva e ator Antônio Pitanga, que vieram ao MinC apresentar projeto de filme A Revolta dos Malês (Foto: Janine Moraes)
 
No século XIX, no Brasil, os negros mulçumanos que sabiam ler e escrever em língua árabe e eram mais instruídos que seus senhores, eram conhecidos como Malês. Em 1835, os Malês se revoltaram por causa da imposição do governo ao catolicismo e por isso, decidiram libertar os escravos mulçumanos, tomar o governo e estabelecer um próprio, mas foram derrotados.
 
A Revolta dos Malês é a história que o ator Antônio Pitanga quer contar para os brasileiros, principalmente, para aqueles que desconhecem os fatos e a etnia. O ator quer transformar o fato real em filme.  A película, orçada em R$12 milhões, terá no elenco atores negros consagrados, como Milton Gonçalves, Camila Pitanga e seu irmão, Rocco Pitanga, Lázaro Ramos, Thaís Araújo, Seu Jorge, entre outros. 
 
Segundo Pitanga, o projeto é ousado, assim como os Malês. "Esse foi um dos maiores levantes que aconteceram no País, e não foi com negros coitadinhos, foi com negros que não aceitavam ser serviçais".
 
Antônio Pitanga e o produtor Flávio Tambellini apresentaram o projeto, na tarde desta terça-feira, dia 30, ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, que classificou a ideia como ótima. 
 
Para o secretário da Secretaria do Audiovisual do MinC, Pola Ribeiro, o projeto está alinhado com o compromisso do Ministério. "É um tipo de filme que dialoga com a sociedade. Tem compromisso com a educação, com a sociedade, tem um caráter educativo", afirma.
 
O encontro aconteceu no Ministério da Cultura. Participaram também a deputada federal  Bendita da Silva (PT/RJ), os secretários Pola Ribeiro, da Secretaria do Audiovisual (SAv) e Vinícius Wu, da Secretaria de Articulação Institucional (SAI) e assessores da Ancine (Agência Nacional de Cinema). 
 
Karine Gonzaga
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura 
 

terça-feira, 30 de junho de 2015

O que é bullying? Confira a definição pela Revista Nova Escola

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/bullying-escola-494973.shtml

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. 

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz(224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Nos links, abaixo, você encontra respostas para as dúvidas mais recorrentes relativas ao tema.

21 perguntas e respostas sobre bullying