sábado, 9 de maio de 2015

Nao é o exterior que salva.Roupas,Crucifixos,véus,etc.E sim a bondade do Coracao,o Amor....Papa Francisco

O ENCONTRO DO PAPA COM PASTORES PENTECOSTAIS

08.05 pentecostaisCidade do Vaticano – Na tarde da quinta-feira 07 de maio, o Santo Padre recebeu em audiência privada um grupo de cerca de cem pastores evangélicos pentecostais provenientes de diversas partes do mundo. O grupo era guiado pelo Pastor Giovanni Traettino, cuja comunidade “Igreja Pentecostal da Reconciliação, em Caserta, foi visitada pelo Papa Francisco em 28 de julho de 2014.
O encontro - realizado numa das salas do complexo projetado por Pierluigi Nervi para as audiências papais - foi caracterizado por uma viva cordialidade e espírito de oração pela unidade. Foram os próprios pastores que manifestaram o desejo de encontrar Francisco. O Papa estava acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch.
A visita do Papa Francisco ao Pastor em 2014 foi considerada histórica, por ser a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.
“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos, disse Bergoglio na ocasião. Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”.
Francisco se reuniu com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de diversas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unirem na diversidade:
“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, observou.
JCENEWS/RV

sexta-feira, 8 de maio de 2015

NILO - O RIO DOS DEUSES - DISCOVERY CHANNEL

Saiba porque a flor de lótus é um dos símbolos mais antigos e profundos do nosso planeta

A flor de Lótus é uma espécie de flor aquática, com muitos significados para os países do Oriente, especialmente o Japão, o Egito e a Índia. Ela é considerada sagrada e um dos símbolos mais antigos e mais profundos do nosso planeta. Nos ensinamentos do budismo e hinduísmo, a flor de lótus simboliza o nascimento divino, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente.
O significado da flor de lótus começa em suas raízes – literalmente! A flor de lótus é um tipo de lírio d’água, cujas raízes estão fundamentadas em meio à lama e ao lodo de lagoas e lagos. O lótus vai subindo à superfície para florescer com notável beleza. O simbolismo está especialmente nesta capacidade de enfrentar a escuridão e florescer tão limpa, tão bonita e tão especial para tantas pessoas.
À noite as pétalas da flor se fecham e a flor mergulha debaixo d’água. Antes de amanhecer, ela levanta-se das profundezas novamente, até ressurgir novamente à superfície, onde abre suas pétalas novamente. Por causa desse ritualismo, os egípcios antigos associavam a flor de lótus com o deus do sol Ra, porque a flor se fecha durante a noite e se abre todas as manhãs com o ressurgimento do sol.
É também a única planta que regula o seu calor interno, mantendo-o por volta dos 35º, isto é, a mesma temperatura do corpo humano. Outra característica peculiar são suas sementes, que podem ficar mais de 5 mil anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar.
Flor de lótus capa

Lenda da flor de Lótus no budismo

Na lenda do Budismo relata-se que quando o Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, deu os seus primeiros sete passos na terra, sete flores de lótus brotaram. Assim, cada passo dele representa um degrau no crescimento espiritual.
Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pela abertura das pétalas das flores de lótus, que podem estar totalmente fechadas, semiabertas ou completamente abertas, dependendo do estágio da expansão espiritual.
flor de lótus capa 2

Lendas egípcias da flor de lótus

A flor de Lótus é uma planta sagrada no Egito Antigo, onde é retratada no interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito. Segundo uma lenda, a flor está relacionada à criação do mundo e o umbigo do Deus Vishnu, onde teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, o Brahma, o criador do cosmo e dos homens. Outra lenda egípcia diz que o deus do sol Horus, nasceu também de uma flor de Lótus.
lotus-mud-flower-water-bloom

Lenda da flor de lótus no hinduísmo

Na Índia, uma pequena lenda conta a historia de sua criação: Um dia, reuniram-se para uma conversa, à beira de um lago tranquilo cercado por belas árvores e coloridas flores, quatro lendários irmãos. Eram eles o Fogo, a Terra, a Água e o Ar.
Como eram raras as oportunidades de estarem todos juntos, comentavam como haviam se tornado presos a seus ofícios, com pouco tempo livre para encontros familiares. Mas a Água lembrou aos irmãos que estavam cumprindo a lei divina, e este era um trabalho que deveria lhes trazer o maior dos prazeres.
Assim, aproveitaram o momento para confraternizar e contar, uns aos outros, o que haviam construído – e destruído – durante o tempo em que não se viam. Estavam todos muito contentes por servirem à criação e poderem dar sua contribuição à vida, trabalhando em belas e úteis formas.
Então se lembraram de como o homem estava sendo ingrato. Construído ele próprio pelo esforço destes irmãos, não dava o devido valor à vida. Os irmãos chegaram a pensar em castigar o homem severamente, deixando de ajudá-lo. Mas, por fim, preferiram pensar em coisas boas e alegres.
Antes de se despedir, decidiram deixar uma recordação ao planeta deste encontro. Queriam criar algo que trouxesse em sua essência a contribuição de cada um dos elementos, combinados com harmonia e beleza. Sentados à beira do lago, vendo suas próprias imagens refletidas, cada um deu sua sugestão e muitas ideias foram trocadas. Até que um deles sugeriu que usassem o próprio lago como origem.
Que tal um ser vivo que surgisse da água e se crescesse em direção ao céu? Uma vegetal, talvez? Decidiram-se, então, por uma planta que tivesse suas raízes rente à terra, crescesse pela água e chegasse à plenitude do ar. Ofereceram, cada um, o seu próprio dom. A Terra disse: “darei o melhor de mim para alimentar suas raízes”.
A Água foi a próxima: “Fornecerei a linfa que corre em meus seios, para trazer-lhe força para o crescimento de sua haste”. “E eu lhe cercarei com minhas melhores brisas, dando-lhe minha energia e atraindo sua flor”, disse o Ar. Então o Fogo, para finalizar o projeto, escolheu o que de melhor tinha a oferecer: “ofereço o meu calor, através do sol, trazendo-lhe a beleza das cores e o impulso do desabrochar”.
Juntos, puseram-se a trabalhar, detalhe a detalhe, na sua criação conjunta. Quando finalizaram sua obra, puderam se despedir em alegria, deixando sobre o lago a beleza da flor que se abria para o sol nascente. Assim, em vez de punir o ser humano, os quatro irmãos deixaram-lhe uma lembrança da pureza da criação e da perfeição que o homem pode um dia alcançar.
O texto acima foi elaborado a partir de excertos de matérias do site Japão em Foco
http://www.contioutra.com/saiba-porque-a-flor-de-lotus-e-um-dos-simbolos-mais-antigos-e-profundos-do-nosso-planeta/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Religare - Conhecimento e Religião sobre pesquisa em Ciências da Religiã...

Sérgio Junqueira na UNICAP

Publicitário João Silva , criador da Marca Olodum , sugere que o grupo lidere uma campanha pela paz e contra violência no Brasil. "Em todo país há um misto de resignação e incredulidade" afirma ele em artigo publicado no Jornal A Tarde

5 anos do Olodum e o símbolo da paz

No ano em que o Grupo Cultural Olodum comemora seus 35 anos a população brasileira assiste de forma impotente a uma escalada da violência. Em todo país há um misto de resignação e incredulidade.
Há exatos 20 anos fui convidado para desenvolver uma nova marca para o Olodum que se preparava para uma turnê na Europa. 

Imediatamente após o briefing que me foi passado embarquei para São Paulo. Fui gravar um comercial com Sílvia Pfeifer para a campanha de um lançamento imobiliário. Após as gravações, que se estenderam noite adentro, exausto e muito cansado, ao entrar no apartamento do hotel, liguei a TV. E, a primeira imagem que vi, antes mesmo de tomar aquele banho regenerador, foi uma cena chocante de violência em um país da Europa, envolvendo estudantes e a polícia local. Fui dormir com um barulho deste.

No dia seguinte, lá estava eu novamente, gravando na Barra da Tijuca cenas para outro comercial, desta vez com Cláudia Raia. Após as gravações, que transcorridas na maior tranquilidade, saí para jantar com a equipe e novamente ao chegar ao hotel, minha primeira atitude foi ligar a TV. E, mais uma vez a primeira imagem foram cenas de violência, envolvendo estudantes, só que em outro país europeu. 

No dia seguinte, retornei a São Paulo para a finalização dos comerciais. De lá, fiquei sabendo que um membro do Olodum havia levado um tiro de um policial durante o
tradicional ensaio que semanalmente se faz nas terças, no Pelourinho, em Salvador.
Não deu outra: me veio à cabeça um dos símbolos do movimento hippie, fortemente assumido no Festival de Woodstock como mensagem de paz e amor. Vi no Olodum grande potencial como mensageiro da paz. Naquela altura, o Olodum já era uma referência por sua inconfundível batida de samba-reggae. Pensei: ele bem que poderia tornar-se, tanto na Europa quanto em seu território, na Bahia, um ícone da paz. 

Não pensei duas vezes. Desenhei rapidamente em um guardanapo a proposta da marca, utilizando uma caneta hidrográfica, apenas acrescentando certa estilização e a indicação das cores do movimento pan-africano: o amarelo, vermelho, verde e preto. 

Quando retornei a Salvador e peguei o jornal A Tarde, me deparei com uma foto, estampada na primeira página, de autoria do meu amigo Xando Pereira, que fazia lembrar um mar de tambores na Praça da Piedade. Todos os membros do bloco apareciam com suas cabeças abaixadas em frente aos seus tambores, tendo ao fundo o imponente prédio da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia. Faziam eles e sua diretoria um protesto silencioso. Imagem de muita força, emocionante demais, e de um significado ímpar. A partir dali não tive mais qualquer dúvida. A marca da paz precisava ser assumida pelo Olodum como a sua marca mais definitiva.

Lembro que recomendei de forma simples e clara a João Jorge: “coloque a marca no meio de um enorme pano branco no fundo do palco”.
A maneira como a marca foi destacada pelos principais jornais da Europa, a boa impressão e visibilidade que provocou sobre o grupo o obrigou a transformá-la em seu símbolo definitivo, como pano de fundo de seu recado para a humanidade.
Fato é que hoje esta marca além de ser considerada por muitos especialistas como a marca brasileira mais conhecida no mundo, e de acumular muitos prêmios nacionais e internacionais, ela continua de uma atualidade sem par. 

Diante do atual descrédito das instituições brasileiras, que em muito vem contribuindo para a escalada de violência no país, relatei - ao tomar posse como conselheiro do Olodum, em 25 de abril deste ano, no auditório Nelson Mandela, no Pelourinho - como foi criada esta marca, e aproveitei para sugerir que a diretoria do Olodum assumisse o compromisso público de liderar uma campanha pela paz e contra a violência na Bahia e no Brasil.
Vida longa ao Olodum, com paz e amor, bicho! 

João Silva – Diretor da Maria Comunicação. joaosilva@uol.com.br

Documentário Sobre Estética e Cabelos Afros: Espelho, Espelho Meu!



Por Adriele Moreno

"Através de depoimentos, o documentário "Espelho, espelho meu", produzido por Elton Martins, aborda representações afro-estéticas no período juvenil. Mães, crianças e adolescentes: todos falam um pouco de suas experiências com os seus cabelos e sobre suas escolhas pessoais. Além disso, o vídeo conta com a participação do historiador Antônio Cosme que norteia o tema ao destrinchar o processo de construção de identidade. 

O historiador fala, também, que a realidade é quase o oposto do que deveria ser. Ele explica as expressões identitárias atuais e as define como consequências da alteridade, da relação étnica-racial brasileira. 
Depoimentos de adultos (homens e mulheres), adolescentes e crianças são usados no documentário como confirmações do que fala o historiador. 

O vídeo tem logo na introdução uma mulher negra se produzindo em frente ao espelho, com música de fundo. Em seguida, Antônio Cosme abre o documentário com o primeiro depoimento. A fotografia faz jus a temática: apresenta pessoas que usam cabelo no estilo "black power" ou com trança enfeitadas, por exemplo, em contraponto a cultura reinante do cabelo liso. Músicas também são inclusas: algumas instrumentais e outras cujas letras coincidem com o assunto do doc."