sábado, 25 de abril de 2015

Informativo nº 36 com textos e atividades. Segue o link para que possam fazer download deste informativo:

O Encontro com professores de Ensino Religioso do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental que aconteceu no dia 15/04 no auditório da Federação Espírita do Paraná teve como tema central o RESPEITO À DIVERSIDADE RELIGIOSA X (IN)TOLERÂNCIA, apresentou o Informativo nº 36 com textos e atividades.
Segue o link para que possam fazer download deste informativo:

O Candomblé na música Brasileira

O Candomblé na música Brasileira

Publicado há 4 horas - em 25 de abril de 2015 » Atualizado às 16:31 
Categoria » Patrimônio Cultural
A-música-no-Candomblé-pode-ser-apreciada-como-um-meio-para-se-relacionar-com-as-divindades.-Foto-Reprodução-
O Candomblé, a macumba e o estereótipo
por Roberto Rutigliano Do Afreaka
É normal no Brasil, por desinformação ou difusão de informações estereotipadas, muita gente associar o Candomblé com bruxaria ou com oportunistas que prometem milagres em troca de dinheiro. Ou ainda confundirem a cultura negra com superstição ou ideias maléficas. No entanto, esta religião conectada ao universo africano é fruto de uma forte ancestralidade que a qualifica como um conjunto de ideias, mitos, música, dança, roupas e oferendas que existem desde os primórdios da humanidade, merecendo reconhecimento e respeito por sua história e tradição.
Na realidade, o Candomblé se trata de uma serie de cultos e rituais provenientes de diferentes regiões da África que se reuniram na América (Haiti, Cuba, EUA, Brasil) como algo único, fruto do isolamento provocado pela processo de escravidão. As influências do Candomblé no Brasil, no entanto, vão além do domínio religioso e social, atingindo uma das mais fortes tradições culturais brasileiras: a música.
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As cerimônias, sempre animadas, prezam por uma minuciosa formação instrumental que é composta por uma série de instrumentos, como o agogô. (Foto – Divulgação)
A música no Candomblé pode ser apreciada como um meio para se relacionar com as divindades. Sendo considerada uma linguagem privilegiada no diálogo dos Orixás, em que o toque pode ser entendido como um chamado ou uma prece. Não se trata de um entretenimento ou expressão estética, mas um fenômeno que vincula o músico (chamado de Ogã) com o mundo transcendente.
As cerimônias, sempre animadas, prezam por uma minuciosa formação instrumental que é composta por uma série de instrumentos: o agogô (de uma boca ou duas) chamado Gã, o Xequerê, chamado de Abê, e três atabaques de diferentes tamanhos. Os músicos no Candomblé recebem o nome de Ogâ, o músico mais experiente, chamado de Ogã Alabê, toca o Run, o tambor maior, que é o tambor solista que comanda todo o grupo musical; e mais dois  Ogãs, que tocam o rumpi e o lê, dois tambores menores.
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Nascido em Buenos Aires e naturalizado brasileiro, Carybé foi um pintor reconhecido por trabalhos voltados para a cultura afro-brasileira, retratando seus ritos e orixás
São utilizados ainda outros instrumentos que, mesmo não fazendo parte da “orquestra”, têm funções específicas, como o caso do Adjá, um sino varia entre uma a sete bocas (campânulas), cuja principal atribuição é provocar o transe quando agitado sobre a cabeça daqueles que recebem o santo.
Ao contrário do que temos na cultura ocidental, onde os sons graves não ficam na frente, no Candomblé os graves assumem o papel de protagonista. As frases tocadas pelo Run (tambor solista) não são improvisos, mas estão em consonância com os movimentos do Orixá que recebem as pessoas. Assim, com seus ritmos característicos, cada Orixá expressa suas particularidades seja na linguagem musical quanto na gestual.
A educação dos novos Ogãs se dá como em outros grupos sociais, como os ciganos, por exemplo. O aprendizado tem início ainda infância e de maneira natural, o que estreita os laços entre o aprendiz e o conhecimento. Nei de Oxóssi e seu pai, seu Erenilton, da Casa de Oxumarê, na Bahia, considerado hoje um dos maiores Ogãs do Brasil, são demonstrações práticas de como a riqueza de uma cultura pode ser transmitida de geração em geração.
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Nos terreiros de candomblé, os três atabaques utilizados são chamados de rum, rumpi e le. (Foto – Wikipedia) 
Nei conta que o pai o ensinou desde criança com grande rigor, sem permissão para erros de toque ou cantiga. A rigidez, no entanto, é essencial na metodologia do aprendizado do Ogã uma vez que o fraseado do solista deve dialogar com o gestual do santo incorporado em uma pessoa, exigindo que o músico conheça detalhadamente todas as “coreografias” e os diálogos que se estabelecem entre música e movimento. A formação assim se transforma não apenas em ensinamentos mas também em uma espécie de biblioteca transmitida de geração em geração de modo oral.
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O Xequerê também é parte importante da cerimônia. (Foto – Wikipédia)
Influência nos ritmos brasileiros
Respeitada nos quatro cantos do mundo, a música brasileira recebeu fortes vibrações, diretas e indiretas, do Candomblé, que influenciou desde grupos musicais contemporâneos até manifestações culturais tradicionais que articulam música e dança. No Recife, por exemplo, a maioria dos que participam dos grupos musicais como os brincantes de Maracatu e Cavalo Marinho, estilos afro-brasileiros, praticam o Candomblé. O mesmo acontece com membros de grupos de Jongo, Folia de Rei, Bumba Meu Boi, ritmos africanos que não se relacionam diretamente com o Candomblé, mas pela presença destas pessoas em terreiros, acabam se misturando por meio de fraseados e interpretações.
Também temos a herança direta na nossa música, que pode ser percebida em frases geradas pelo agogô no ritmo Cabula, antecedentes diretos do tamborim, presente no Samba de Roda da Bahia e do Rio de Janeiro. Temos ainda os toques do ritmo Iilú, base da caixa da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Outro ritmo fundamental da música feita no Brasil é o Afoxé, produto 100% nacional, que uniu terreiros de diferentes etnias, como o Ketu, Angola e Jeje, e que foi incorporado à MPB por compositores como Gilberto Gil, Caetano Veloso e João Donato.
Uma das grandes homenagens prestadas ao Candomblé por membros da MPB é o disco Afro-sambas, fruto de parceria entre o violonista Baden Powell e o poeta Vinicuis de Moraes, músico que sempre se apresentou como o “o branco mais preto do Brasil”. O álbum, sucesso de crítica, condensou em canções como Canto de Ossanha e Lamento de Exú, todos os principais elementos do Candomblé. Clara Nunes, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Maria Bethânia são outros bambas da música que cantaram os ritmos da religião.
Seja na música ou no culto aos Orixás, o Candomblé se caracteriza pela complexidade, entre os inúmeros ritmos que fazem parte deste universo. Nesse contexto, vale destacar ainda o ritmo Alujá, não incorporado à música popular brasileira, mas que com seu swing provoca todo um movimento interpretativo na dicção das semicolcheias, base de todos os ritmos brasileiros e cubanos, que quando interpretadas com este outro sentimento provocam uma espécie de superposição que permite uma pronúncia muito mais swingada.
A influência do Candomblé ultrapassa as fronteira nacionais. No mundo existem diversos músicos, como Chucho Valdés, que misturam elementos do Candomblé de Cuba com o jazz, consolidando uma espécie de afro-jazz. No Brasil ainda não temos tantos exemplos dessa mistura, contudo não se pode deixar de mencionar a Rumpi Less orquestra, que também se inspira nos ritmos da religião.
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O Candomblé se faz presente também no Jongo. (Foto – Wikipédia)
A riqueza do Candomblé repousa na variedade da suas fontes. Na realidade, é uma junção de culturas vindas de varias partes da Africa, também nas suas manifestações ocorridas na América , nas culturas brasileira, cubana e argentina , por exemplo e na multiplicidade da suas formações intrumentais  que formam um verdadeiro  arsenal tímbrico e musical que nos prova a riqueza deste imenso tesouro.
Para manter viva essa identidade cultural do Brasil é preciso aumentar o incentivo do estudo e valorização da tradição, os equiparando a quaisquer outros movimentos históricos ensinados e dinfundidos nas escolas e universidades brasileiras.



Leia a matéria completa em: O Candomblé na música Brasileira - Geledés 
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Machu Picchu (Documentário Completo)


Documentário "Machu Picchu Decodificada" (2010). Produzido pela NatGeo (canal da National Geographic) para comemorar os 100 anos da fascinante cidade inca pré-colombiana perdida. O documentário aborda questões que vão desde a escolha do lugar, a forma e ferramentas usadas na construção, os possíveis usos dados ao local e a população que habitou Machu Picchu revelando ainda uma teoria para seu abandono e esquecimento por cerca de quatro séculos. Boa sessão.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Hoje é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais


Hoje é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Como símbolos mundiais de progresso social, os#livros – de aprendizagem e leitura – tornaram-se alvos daqueles que denigrem a cultura e a educação, que rejeitam o diálogo e a tolerância. Nos últimos meses, temos visto ataques contra crianças em escolas e livros serem queimados publicamente. Nesse contexto, o nosso dever é claro – devemos redobrar os esforços para promover o livro, a caneta, o computador, juntamente com todas as formas de leitura e escrita, a fim de combater o analfabetismo e a pobreza, para construir sociedades sustentáveis e fortalecer as bases da paz. #DiadoLivro http://bit.ly/dia_livro_2015

UNESCO na rede

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dança Sufi: o Ritual Sema da Ordem dos Dervishes


DANÇA SUFI: O RITUAL SEMA DA ORDEM DOS DERVISHES
A ordem dos Dervishes girantes é um ramo da vasta tradição Sufi do Islã, que compartilha dos valores universais do amor e do serviço. O ritual de girar, que é praticado por esta Ordem, simboliza estes valores nos corações e mentes de milhões de pessoas ao redor do mundo.
O significado fundamental de Sema
O Ritual Sema, que é a dança Sufi, começou com a inspiração de Mevlâna Jalâluddîn Rumi (1207-1273) e foi influenciado pelos costumes e cultura Turcos.
A condição fundamental de nossa existência é girante. Não há ser ou objeto que não se mova em giros, pois todas as coisas são compostas de elétrons, prótons e nêutrons, que giram em átomos. Tudo gira, e o ser humano vive por meio do girar destas partículas, pelo girar do sangue no seu corpo, o girar dos estágios de sua vida, pelo seu vir da terra e retornar a ela. Todos estes giros são naturais e inconscientes, mas o ser humano possui a mente e a inteligência que o distinguem de outros seres. Portanto, os Dervishes girantes (ou semazen) intencionalmente e conscientemente participam e compartilham o girar dos outros seres.
Ao contrário da crença popular, o objetivo não é perder a consciência ou cair num estado de êxtase. Ao girar em harmonia com todas as coisas da natureza – com as menores células e com as estrelas no firmamento – os semazen testemunham a existência e a majestade do Criador, pensam Nele, agradecem a Ele, e oram a Ele. Ao fazê-lo, os semazen confirmam as palavras do Corão: “O que há nos céus e o que há na terra glorificam a Allah” (Al-Taghaabun, 64:1).
Uma característica importante deste ritual de sete séculos é que ele reúne os três componentes fundamentais da natureza humana: a mente (pelo conhecimento e pensamento), o coração (através da expressão de sentimentos, poesia e música) e o corpo (ativando a vida, girando). Estes três elementos são integralmente unidos tanto na teoria quanto na prática, como talvez em nenhum outro ritual ou sistema de pensamento.
A cerimônia representa a jornada espiritual do ser humano, uma ascenção por meio da inteligência e amor à Perfeição (Kemal). Girando em direção à verdade, ele cresce através do amor, transcende o ego, encontra a verdade, e chega à Perfeição. Então ele retorna de sua jornada espiritual como aquele que alcançou a maturidade e a completude, capaz de amar e servir a toda criação e a todas as criaturas, sem discriminações de crença, classe ou raça.
No simbolismo do ritual Sema, o chapéu de pelo de camelo (sikke) do semazen representa a tumba do ego; a sua grande saia branca representa a mortalha do ego. Ao remover a sua capa negra, ele é espiritualmente renascido para a verdade. No início do Sema, mantendo seus braços fechados em cruz, o semazen representa o número um, testemunhando a unidade divina. Enquanto gira, seus braços estão abertos: seu braço direito está direcionado ao céu, pronto para receber a beneficência de Deus; sua mão esquerda, sobre a qual os seus olhos estão fixados, está virada para a terra.
O semazen oferece o presente espiritual de Deus àqueles que testemunham o ritual Sema. Girando da direita para a esquerda ao redor do coração, o semazen abraça toda a humanidade com amor. O ser humano foi criado com amor, para que também ame. Mevlâna Jalâluddîn Rumi diz: “Todos os amores são uma ponte para o amor Divino. No entanto, aqueles que não o experimentaram não o sabem!”.

Escolas municipais de São Paulo terão aula sobre Direitos Humanos

por Redação RBA 

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Material será utilizado para formação de professores e, a partir do ano que vem, será aplicado a todos os alunos

São Paulo – Homofobia, bullying, falta de solidariedade com os colegas, excesso de autoritarismo por parte dos professores, tudo isso são violações dos direitos humanos que acontecem dentro da escola e reproduzem o que também se passa do lado de fora.
Para lidar com essas questões, a prefeitura de São Paulo lançou, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, o projeto Respeitar é Preciso, com material pedagógico para ser trabalhado com alunos e professores das escolas da rede municipal.
O material pedagógico é formado por cinco livros que debatem as principais violações de direitos humanos ocorridas no ambiente escolar, como democracia na escola, respeito e humilhação, sujeitos de direito, igualdade e discriminação.
“O material traz propostas de atividades para serem feitas entre os adultos das escolas e com os alunos. A gente está partindo do princípio que é muito importante que os adultos também entrem em um processo de educação em direitos humanos", diz Neide Nogueira, coordenadora do Vlado Educação, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.
Todo o conteúdo foi desenvolvido pelo Instituto Vladimir Herzog, em colaboração com 650 educadores da rede municipal de São Paulo. O trabalho surgiu das oficinas de formação sobre educação em direitos humanos realizadas nas diretorias regionais de ensino, no ano passado.
Para a professora da rede municipal Maria Bento da Purificação, os cadernos Respeitar é Preciso estão com a voz dos professores. "Os professores participavam do curso, faziam dinâmicas dentro do curso e, a partir dessas dinâmicas, da fala dos professores, ia surgindo esse material."
O lançamento do material foi realizado em parceria entre as secretarias municipais de Educação e de Direitos Humanos e Cidadania. Rogério Sottili, secretário-adjunto de Direitos Humanos, ressalta a importância do projeto: "Em prol de uma nova cultura de direitos, de respeito, de defesa da democracia, de valorização da diversidade, para que nós possamos trabalhar em várias frentes, e a frente mais importante, sem sombra de dúvida é a educação".
Neste ano, o material será utilizado para formação de novos educadores e, a partir do ano que vem, o conteúdo deve ser aplicado para todos os alunos da rede municipal.
Assista à reportagem completa.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Assista o filme de super-heróis africanos Oya – Rise of The Orisha

Oya-Rise-of-the-Orisha filme
Como anunciado o diretor nigeriano Nosa Igbinedion estava produzindo um filme baseado na mitologia iorubá (cujos elementos contribuíram para a formação do Candomblé e demais religiões afro-brasileiras) .
por  no HQfan
De acordo com a religião Iorubá (povo originário da Nigéria, a que pertenciam muitos dos negros do Brasil) os Orixás são divindades com poderes, responsabilidades e dons específicos. A reverência a eles torna-os mais superiores e poderosos.
Há séculos o portal entre o mundo dos mortais e o dos Orixás permaneceu fechada, até agora. O herói Ade, é um dos poucos com conexão com um dos Orixás, a deusa Oyá. Ela tem o trabalho de proteger os inocentes que tentam atingir o portal entre os mundos. Ade deve buscar a chave entre os mundos e batalhar contra as hordas de deuses antigos que querem invadir o mundo dos Orixás.
Assim começa o filme “Oya – Rise of The Orisha”, projeto de crowdfunding para produção de um filme com super-heróis africanos.
Oya-Rise-of-the-Orisha
Leia também:
Orixás se tornam super-herois em filme nigeriano
26/2/2015Geledés Instituto da Mulher Negra


Leia a matéria completa em: Assista o filme de super-heróis africanos Oya - Rise of The Orisha - Geledés 
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