quinta-feira, 23 de abril de 2015

Hoje é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais


Hoje é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Como símbolos mundiais de progresso social, os#livros – de aprendizagem e leitura – tornaram-se alvos daqueles que denigrem a cultura e a educação, que rejeitam o diálogo e a tolerância. Nos últimos meses, temos visto ataques contra crianças em escolas e livros serem queimados publicamente. Nesse contexto, o nosso dever é claro – devemos redobrar os esforços para promover o livro, a caneta, o computador, juntamente com todas as formas de leitura e escrita, a fim de combater o analfabetismo e a pobreza, para construir sociedades sustentáveis e fortalecer as bases da paz. #DiadoLivro http://bit.ly/dia_livro_2015

UNESCO na rede

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dança Sufi: o Ritual Sema da Ordem dos Dervishes


DANÇA SUFI: O RITUAL SEMA DA ORDEM DOS DERVISHES
A ordem dos Dervishes girantes é um ramo da vasta tradição Sufi do Islã, que compartilha dos valores universais do amor e do serviço. O ritual de girar, que é praticado por esta Ordem, simboliza estes valores nos corações e mentes de milhões de pessoas ao redor do mundo.
O significado fundamental de Sema
O Ritual Sema, que é a dança Sufi, começou com a inspiração de Mevlâna Jalâluddîn Rumi (1207-1273) e foi influenciado pelos costumes e cultura Turcos.
A condição fundamental de nossa existência é girante. Não há ser ou objeto que não se mova em giros, pois todas as coisas são compostas de elétrons, prótons e nêutrons, que giram em átomos. Tudo gira, e o ser humano vive por meio do girar destas partículas, pelo girar do sangue no seu corpo, o girar dos estágios de sua vida, pelo seu vir da terra e retornar a ela. Todos estes giros são naturais e inconscientes, mas o ser humano possui a mente e a inteligência que o distinguem de outros seres. Portanto, os Dervishes girantes (ou semazen) intencionalmente e conscientemente participam e compartilham o girar dos outros seres.
Ao contrário da crença popular, o objetivo não é perder a consciência ou cair num estado de êxtase. Ao girar em harmonia com todas as coisas da natureza – com as menores células e com as estrelas no firmamento – os semazen testemunham a existência e a majestade do Criador, pensam Nele, agradecem a Ele, e oram a Ele. Ao fazê-lo, os semazen confirmam as palavras do Corão: “O que há nos céus e o que há na terra glorificam a Allah” (Al-Taghaabun, 64:1).
Uma característica importante deste ritual de sete séculos é que ele reúne os três componentes fundamentais da natureza humana: a mente (pelo conhecimento e pensamento), o coração (através da expressão de sentimentos, poesia e música) e o corpo (ativando a vida, girando). Estes três elementos são integralmente unidos tanto na teoria quanto na prática, como talvez em nenhum outro ritual ou sistema de pensamento.
A cerimônia representa a jornada espiritual do ser humano, uma ascenção por meio da inteligência e amor à Perfeição (Kemal). Girando em direção à verdade, ele cresce através do amor, transcende o ego, encontra a verdade, e chega à Perfeição. Então ele retorna de sua jornada espiritual como aquele que alcançou a maturidade e a completude, capaz de amar e servir a toda criação e a todas as criaturas, sem discriminações de crença, classe ou raça.
No simbolismo do ritual Sema, o chapéu de pelo de camelo (sikke) do semazen representa a tumba do ego; a sua grande saia branca representa a mortalha do ego. Ao remover a sua capa negra, ele é espiritualmente renascido para a verdade. No início do Sema, mantendo seus braços fechados em cruz, o semazen representa o número um, testemunhando a unidade divina. Enquanto gira, seus braços estão abertos: seu braço direito está direcionado ao céu, pronto para receber a beneficência de Deus; sua mão esquerda, sobre a qual os seus olhos estão fixados, está virada para a terra.
O semazen oferece o presente espiritual de Deus àqueles que testemunham o ritual Sema. Girando da direita para a esquerda ao redor do coração, o semazen abraça toda a humanidade com amor. O ser humano foi criado com amor, para que também ame. Mevlâna Jalâluddîn Rumi diz: “Todos os amores são uma ponte para o amor Divino. No entanto, aqueles que não o experimentaram não o sabem!”.

Escolas municipais de São Paulo terão aula sobre Direitos Humanos

por Redação RBA 

respeitar
Material será utilizado para formação de professores e, a partir do ano que vem, será aplicado a todos os alunos

São Paulo – Homofobia, bullying, falta de solidariedade com os colegas, excesso de autoritarismo por parte dos professores, tudo isso são violações dos direitos humanos que acontecem dentro da escola e reproduzem o que também se passa do lado de fora.
Para lidar com essas questões, a prefeitura de São Paulo lançou, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, o projeto Respeitar é Preciso, com material pedagógico para ser trabalhado com alunos e professores das escolas da rede municipal.
O material pedagógico é formado por cinco livros que debatem as principais violações de direitos humanos ocorridas no ambiente escolar, como democracia na escola, respeito e humilhação, sujeitos de direito, igualdade e discriminação.
“O material traz propostas de atividades para serem feitas entre os adultos das escolas e com os alunos. A gente está partindo do princípio que é muito importante que os adultos também entrem em um processo de educação em direitos humanos", diz Neide Nogueira, coordenadora do Vlado Educação, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.
Todo o conteúdo foi desenvolvido pelo Instituto Vladimir Herzog, em colaboração com 650 educadores da rede municipal de São Paulo. O trabalho surgiu das oficinas de formação sobre educação em direitos humanos realizadas nas diretorias regionais de ensino, no ano passado.
Para a professora da rede municipal Maria Bento da Purificação, os cadernos Respeitar é Preciso estão com a voz dos professores. "Os professores participavam do curso, faziam dinâmicas dentro do curso e, a partir dessas dinâmicas, da fala dos professores, ia surgindo esse material."
O lançamento do material foi realizado em parceria entre as secretarias municipais de Educação e de Direitos Humanos e Cidadania. Rogério Sottili, secretário-adjunto de Direitos Humanos, ressalta a importância do projeto: "Em prol de uma nova cultura de direitos, de respeito, de defesa da democracia, de valorização da diversidade, para que nós possamos trabalhar em várias frentes, e a frente mais importante, sem sombra de dúvida é a educação".
Neste ano, o material será utilizado para formação de novos educadores e, a partir do ano que vem, o conteúdo deve ser aplicado para todos os alunos da rede municipal.
Assista à reportagem completa.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Assista o filme de super-heróis africanos Oya – Rise of The Orisha

Oya-Rise-of-the-Orisha filme
Como anunciado o diretor nigeriano Nosa Igbinedion estava produzindo um filme baseado na mitologia iorubá (cujos elementos contribuíram para a formação do Candomblé e demais religiões afro-brasileiras) .
por  no HQfan
De acordo com a religião Iorubá (povo originário da Nigéria, a que pertenciam muitos dos negros do Brasil) os Orixás são divindades com poderes, responsabilidades e dons específicos. A reverência a eles torna-os mais superiores e poderosos.
Há séculos o portal entre o mundo dos mortais e o dos Orixás permaneceu fechada, até agora. O herói Ade, é um dos poucos com conexão com um dos Orixás, a deusa Oyá. Ela tem o trabalho de proteger os inocentes que tentam atingir o portal entre os mundos. Ade deve buscar a chave entre os mundos e batalhar contra as hordas de deuses antigos que querem invadir o mundo dos Orixás.
Assim começa o filme “Oya – Rise of The Orisha”, projeto de crowdfunding para produção de um filme com super-heróis africanos.
Oya-Rise-of-the-Orisha
Leia também:
Orixás se tornam super-herois em filme nigeriano
26/2/2015Geledés Instituto da Mulher Negra


Leia a matéria completa em: Assista o filme de super-heróis africanos Oya - Rise of The Orisha - Geledés 
Follow us: @geledes on Twitter | geledes on Facebook

http://www.geledes.org.br/assista-o-filme-de-super-herois-africanos-oya-rise-of-the-orisha/#axzz3XWzgwXdE

noBALAIO - 18/11/2014 (Bloco 01)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

NOSSA SENHORA APARECIDA HISTÓRIA, 12 MUSICAS SERTANEJAS RAIZ, CONSAGRAÇÃO

A EDUCAÇÃO QUE TEMOS ROUBA DOS JOVENS A CONSCIÊNCIA, O TEMPO E A VIDA

Quando ouvimos este psiquiatra chileno de 75 anos, temos a sensação de estarmos diante de Jean-Jacques Rousseau do nosso tempo. Ele nos conta que esteve bastante adormecido até os anos 60, quando se mudou para os EUA, se tornou discípulo de Fritz Perls, um dos grandes terapeutas do século XX, e passou a integrar a equipe de terapeutas do Instituto Esalen da Califórnia. A partir deste momento passou a ter profundas experiências no mundo terapêutico e espiritual. Entrou em contato com o Sufismo e tornou-se um dos introdutores do Eneagrama no Ocidente. Ele também se aprofundou nos estudos do budismo tibetano e do zen.
claudio-naranjo-1024x682
Claudio Naranjo tem dedicado sua vida à pesquisa e ao ensino em universidades como Harvard e Berkeley. Fundou o programa SAT, uma integração de Gestalt-terapia, o Eneagrama e Meditação para enriquecer a formação de terapeutas  professores. Neste momento, lança um alerta contundente: ou mudamos a educação ou o mundo vai afundar.
- Você diz que para mudar o mundo é preciso mudar a educação. Qual é o problema da educação e qual é a sua proposta?
– O problema da educação não é de forma alguma o que os educadores pensam que é. Acreditam que os alunos não querem mais o que eles tem a oferecer. Aos alunos vão querer forçar uma educação irrelevante e estes se defendem com distúrbios de atenção e com a desmotivação. Eu acho que a educação não está a serviço da evolução humana, mas sim da produção ou da socialização. Esta educação serve para adestrar as pessoas de geração em geração, a fim de continuarem sendo manipulados como cordeiros pela mídia. Este é um grande mal social, querer usar a educação como uma maneira de embutir na mente das pessoas um modo de ver as coisas que irá atender ao sistema e a burocracia. Nossa maior necessidade é evoluir na educação, para que as pessoas sejam o que elas poderiam ser.
A crise da educação não é uma crise, entre as muitas crises que temos, uma vez que a educação é o cerne do problema. O mundo está em uma profunda crise por não termos uma educação voltada para a consciência. Nossa educação está estruturada de uma forma que rouba as pessoas de sua consciência, seu tempo e sua vida.
O modelo de desenvolvimento econômico de hoje tem ofuscado o desenvolvimento da pessoa.
- Como seria uma educação para a qual sejamos seres completos?
– A educação ensina as pessoas a passarem por exames, não a pensarem por si mesmas. É um tipo de exame em que não se mede a compreensão e sim a capacidade de repetir. É ridículo, se perde uma grande quantidade de energia! Ao invés de uma educação para a informação, precisamos de uma educação que aborde o aspecto emocional e uma educação da mente profunda. Para mim parece que estamos presos entre uma alternativa idiota, que é a educação secular e uma educação autoritária, que é a educação religiosa tradicional. Está tudo bem separar o Estado e a Igreja mas, por exemplo, a Espanha, tem descartado o espírito, como se religião e espírito fossem a mesma coisa. Precisamos que a educação também atenda à mente profunda.
- Quando você fala sobre a espiritualidade e a mente profunda o que quer dizer exatamente?
Tem a ver com a própria consciência, com essa parte da mente da qual depende o sentido da vida. Está se educando as pessoas, sem este sentido. Tampouco é uma educação de valores, porque a educação de valores é demasiadamente retórica e intelectual. Os valores deveriam ser cultivados através de um processo de transformação pessoal e esta transformação está longe da educação atual.
A educação deve também incluir um aspecto terapêutico. O desenvolvimento pessoal não pode ser separado do crescimento emocional. Os jovens estão muito danificados afetiva e emocionalmente pelo fato de que o mercado de trabalho esta absorvendo os pais que não têm mais disponibilidade para os filhos. Há muita carência amorosa e muitos desequilíbrios nas crianças. Não pode aprender intelectualmente uma pessoa que está emocionalmente danificada.
O lado terapêutico tem muito a ver com resgatar na pessoa a liberdade, a espontaneidade e a capacidade de satisfazer seus próprios desejos. O mundo civilizado é um mundo domesticado, tanto a formação, quanto a criança, são instrumentos desta domesticação. Temos uma civilização doente que os artistas perceberam há muito tempo e agora cada vez mais pensadores, percebem também.
-A educação parece interessada apenas em desenvolver as pessoas racionais. Que outras partes mais poderiam ser desenvolvidas?
-Eu coloco ênfase de que somos seres com três cérebros: temos cabeça (cérebro intelectual), coração (cérebro emocional) e intestino (cérebro visceral ou instintivo). A civilização está intimamente ligada à tomada do poder pelo cérebro racional. No momento em que os homens predominaram no controle político, cerca de 6000 anos atrás, instaurou-se o que chamamos de civilização. E não é só o domínio masculino e nem só o domínio da razão, mas também a razão instrumental e prática, que se associa com a tecnologia; é este predomínio da razão instrumental sobre o afeto e a sabedoria instintiva, que nos tem empobrecido. A plenitude só pode existir em uma pessoa que tem os três cérebros ordenados e coordenados. Deste meu ponto de vista, precisamos de uma educação para os seres com três cérebros. Uma educação que poderia ser chamada de holística ou integral. Se vamos educar a pessoa como um todo, devemos ter em mente que a pessoa não é apenas razão.
Ao sistema convém que cada pessoa não esteja em contato consigo mesma e nem que pense por si mesma. Por mais que se levante a bandeira da democracia, ele tem muito medo que as pessoas tenham uma voz e estejam conscientes. A classe política não está disposta a investir em educação.
- A educação nos faz mergulhar em um mar de conceitos que nos separam da realidade e nos aprisiona em nossa própria mente. Como se pode sair desta prisão?
Esta é uma grande questão, uma questão necessária, no mundo educacional. A ideia de que o conceitual é uma prisão, requer uma certa experiência de que a vida é mais do que isso. Para quem já tem interesse em sair da prisão intelectual, é muito importante ter disciplina para parar a mente, ter a disciplina do silêncio, como praticado em todas as tradições espirituais: cristianismo, budismo, yoga, xamanismo… Parar os diálogos internos, em todas as tradições do desenvolvimento humano, tem sido visto como algo muito importante. A pessoa precisa se alimentar de coisas a mais, do que conceitos. O sistema educacional quer aprisionar o indivíduo, em um lugar onde ele esteja submetido a uma educação conceitual forçada, como se não houvesse outra coisa na vida. É muito importante, por exemplo, a beleza…a capacidade de reverência, de admiração, de veneração e de devoção. Isto não tem a ver necessariamente com uma religião ou um sistema de crenças. É uma parte importante da vida interior que está se perdendo, da mesma forma que estão perdendo, belas áreas da superfície da Terra, a medida que se constrói e se urbaniza.
- Precisamente, quero saber sua opinião sobre a crise ecológica que vivemos.
Ela é uma crise muito evidente, é a ameaça mais tangível de todas. Você pode facilmente prever que, com o aquecimento global, com o envenenamento dos oceanos e outros desastres que estão acontecendo, muitas pessoas não poderão sobreviver.
Estamos vivendo graças ao petróleo e consumimos mais recursos do que a terra produz. É uma contagem regressiva. Quando ficarmos sem o combustível, será um desastre para o mundo tecnológico que temos.
As pessoas que chamamos primitivas, como os índios, têm uma maneira de tratar a natureza que não vem do sentido utilitário. Na ecologia, na economia e em outras coisas, temos dispensado a consciência e trabalhado apenas com argumentos racionais que estão nos levando ao desastre. A crise ecológica só pode ser interrompida com uma mudança pelo coração, com a verdadeira transformação que só um processo educativo pode dar. Com isto, eu não tenho muita fé nas terapias ou religiões. Só uma educação holística poderia evitar a deterioração da mente e do planeta.
- Poderiamos dizer que você encontrou um equilíbrio em sua vida nesse momento?
-Eu diria que mais e mais, apesar de eu não ter terminado a jornada. Eu sou uma pessoa com muita satisfação, a satisfação de ajudar o mundo que estou. Vivo feliz, se é que se pode ser feliz nesta situação trágica em que todos nós estamos.
-A partir de sua experiência, da sua carreira e sua maturidade, como você processa a questão da morte?
-Em todas as tradições espirituais aconselha-se, a viver com a morte ao lado. Você tem que chegar a essa evidência de que somos mortais, e que levar a morte a sério não será tão vaidoso. Não teremos tanto medo das coisas pequenas, quando temos uma coisa maior com que nos preocupar. Acredito que a morte só é superada para aqueles que de alguma forma, morrem antes de morrer. Precisamos morrer para a parte mortal, para a parte que não transcende. Aqueles que tem tempo, suficiente dedicação e que vão suficientemente longe nesta viagem interior, finalmente encontram seu verdadeiro Eu. Este ser interior ou este ser que é um, é algo que não tem tempo, e dá a uma pessoa uma certa paz ou um sentimento de invulnerabilidade. Estamos tão absortos em nossas vidas diárias, em nossos pensamentos de alegria, tristeza, etc…Não estamos em nós mesmos, não temos conhecimento de quem somos. Para isso, precisamos estar muito sintonizados com a nossa experiência de tempo. Esta é a condição humana, estamos vivendo no passado e no futuro, no aspecto horizontal de nossas vidas, porém, desatentos para a dimensão vertical da vida, para o aspecto mais alto e mais profundo, nosso espírito e nosso ser. E a chave para este acesso, é o aqui e o agora.
Às vezes estamos em busca do ‘Ser’ e às vezes ficamos confusos em busca de outras coisas menos importantes, como o sucesso e a fama.
http://estaremsi.com.br/a-educacao-que-temos-rouba-dos-jovens-a-consciencia-o-tempo-e-a-vida/