domingo, 18 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
Uma Breve História do Islã (parte 1 de 5): O Profeta do Islã
| Descrição: A vida pregressa do Profeta antes de sua missão profética e um vislumbre de sua missão em Meca. Por Ismail Nawwab, Peter Speers, e Paul Hoye (editado por IslamReligion.com) Publicado em 23 Mar 2009 - Última modificação em 19 Apr 2009 Visualizado: 16342 (média diária: 8) - Classificação: 3.1 de 5 - Classificado por: 8 Impresso: 482 - Enviado por email: 9 - Comentado em: 0 Categoria: Artigos > História Islâmica > Resumo |
O pai de Muhammad, “Abd Allah ibn” Abd al-Muttalib, morreu antes de o menino nascer; sua mãe, Aminah, morreu quando ele tinha seis anos. O órfão foi então colocado aos cuidados de seu avô, o chefe do clã dos Hashimitas. Após a morte de seu avô, Muhammad foi criado por seu tio, Abu Talib. Como era de costume, o menino Muhammad foi enviado para viver por um ano ou dois com uma família beduína. Esse costume, seguido até recentemente por famílias nobres de Meca, Medina, Taif e outras cidades do Hijaz, teve implicações importantes para Muhammad. Além de suportar as dificuldades da vida no deserto, ele adquiriu um gosto pela linguagem rica tão amada pelos árabes, sendo o discurso a arte da qual mais se orgulhavam, e também aprendeu a paciência e indulgência dos pastores, cuja vida de solidão inicialmente compartilhou, e então passou a compreender e apreciar.
Por volta do ano 590, Muhammad, então na casa dos vinte anos, passou a prestar serviços a uma comerciante viúva chamada Khadija como seu agente comercial, envolvido ativamente com caravanas de comércio para o norte. Algum tempo depois ele se casou com ela e teve dois filhos, dos quais nenhum sobreviveu, e quatro filhas.
Quando estava na casa dos quarenta anos ele começou a se afastar para meditar em uma caverna no Monte Hira, fora de Meca, onde os primeiros grandes eventos do Islã ocorreram. Um dia, enquanto estava sentado na caverna, ouviu uma voz, posteriormente identificada como a do anjo Gabriel, que lhe ordenou:
“Recite: Em nome do teu Senhor que te criou, criou o homem de um coágulo de sangue.” (Alcorão 96:1-2)
Por três vezes Muhammad alegou sua incapacidade para fazê-lo, mas cada vez a ordem se repetiu. Finalmente Muhammad recitou as palavras que são agora os primeiros cinco versículos do capítulo 96 do Alcorão – palavras que proclamam Deus como o Criador do homem e Fonte de todo o conhecimento.
Inicialmente Muhammad divulgou sua experiência apenas para sua esposa e seu círculo imediato. Mas, à medida que mais revelações o exortavam a proclamar a unicidade de Deus universalmente, seus seguidores cresceram, primeiro entre os pobres e os escravos, mas depois, também entre os homens mais proeminentes de Meca. As revelações que recebeu na época e aquelas que recebeu depois estão todas incorporadas no Alcorão, a Escritura do Islã.
Nem todos aceitaram a mensagem de Deus transmitida através de Muhammad. Até em seu próprio clã havia aqueles que rejeitavam seus ensinamentos e muitos comerciantes se opuseram ativamente à mensagem. A oposição, entretanto, serviu meramente para aguçar o sentido de missão de Muhammad, e seu entendimento de como exatamente o Islã diferia do paganismo. A crença na Unicidade de Deus era suprema no Islã; a partir disso tudo o mais deriva. Os versículos do Alcorão enfatizam a unicidade de Deus, alertam àqueles que a negam da punição iminente, e proclamam Sua compaixão irrestrita com aqueles que se submetem à Sua vontade. Afirmam que o Último Julgamento, quando Deus, o Juiz, colocará na balança a fé e as obras de cada homem, recompensando o crente e punindo o transgressor. Como o Alcorão rejeitava o politeísmo e enfatizava a responsabilidade moral do homem, em imagens poderosas, ele apresentava um grave desafio para os habitantes mundanos de Meca.
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| Uma Breve História do Islã (parte 2 de 5): A Hégira |
| Uma Breve História do Islã (parte 3 de 5): A Conquista de Meca |
| Uma Breve História do Islã (parte 4 de 5): O Califado de Abu Bakr e Umar |
| Uma Breve História do Islã (parte 5 de 5): O Califado de Uthman ibn Affan |
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Jesus, filho de Maria (parte 1 de 5): Os Muçulmanos Também Amam Jesus!
Também Amam Jesus!
Descrição: Jesus e seu primeiro milagre e um breve relato sobre o que os muçulmanos acreditam sobre ele. Por Aisha Stacey (© 2008 IslamReligion.com) Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 21 Dec 2014 Visualizado: 16385 (média diária: 8) - Classificação: 5 de 5 - Classificado por: 2 Impresso: 714 - Enviado por email: 1 - Comentado em: 0 Categoria: Artigos > Religião Comparada > Jesus Categoria: Artigos > Crenças do Islã > Histórias dos Profetas |
Alguém não familiarizado com o Islã pode se surpreender ao saber que os muçulmanos também amam Jesus. Um muçulmano não falará o nome de Jesus sem respeitosamente acrescentar as palavras “que a paz esteja sobre ele”. No Islã, Jesus é um homem amado e estimado e um Profeta e Mensageiro que chamou seu povo à adoração do Verdadeiro Deus Único.
Muçulmanos e cristãos compartilham algumas das crenças sobre Jesus. Ambos acreditam que Jesus nasceu da Virgem Maria e ambos acreditam que Jesus foi o Messias enviado para o povo de Israel. Ambos também acreditam que Jesus voltará a terra nos últimos dias. Entretanto, um detalhe importante separa seus mundos. Os muçulmanos acreditam que certamente Jesus não é Deus, não é o filho de Deus e não é parte de uma Trindade de Deus.
No Alcorão, Deus falou diretamente aos cristãos quando disse:
“Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros. Não digais: ‘Trindade!’ Abstende-vos disso, que será melhor para vós; Sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião.” (Alcorão 4:171)
Assim como o Islã nega categoricamente que Jesus era Deus, também rejeita a noção de que a humanidade nasce maculada por qualquer forma de pecado original. O Alcorão nos diz que não é possível que uma pessoa carregue os pecados de outra e que somos todos responsáveis, perante Deus, por nossas próprias ações. “E nenhum pecador arcará com culpa alheia;” (Alcorão 35: 18) Entretanto, Deus, em Sua infinita Misericórdia e Sabedoria não abandonou a humanidade à sua própria sorte. Enviou orientação e leis que revelam como adorar e viver de acordo com Seus mandamentos. Os muçulmanos devem acreditar e amar todos os Profetas; rejeitar um é rejeitar o credo do Islã. Jesus foi um em uma longa linhagem de Profetas e Mensageiros, chamando as pessoas para adorar o Deus Único. Veio especificamente para o Povo de Israel, que na época tinha se desviado da senda reta de Deus. Jesus disse:
“(Eu vim) para confirmar-vos a Tora, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me. Sabei que Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois. Essa é a senda reta.” (Alcorão 3:50-51)
Os muçulmanos amam e admiram Jesus. Entretanto, o entendemos e a seu papel em nossas vidas de acordo com o Alcorão e as narrativas e os ditos do Profeta Muhammad. Três capítulos do Alcorão tratam da vida de Jesus, sua mãe Maria e sua família; cada um revela detalhes não encontrados na Bíblia.
O Profeta Muhammad falou de Jesus muitas vezes, descrevendo-o uma vez como seu irmão.
“De todos sou o mais próximo ao filho de Maria, e todos os profetas são irmãos paternais, e não houve profeta entre eu e ele (ou seja, Jesus).” (Saheeh Al-Bukhari)
Sigamos a história de Jesus através das fontes islâmicas para entender como e por que seu lugar no Islã é de tamanho significado.
O Primeiro Milagre
O Alcorão nos informa que Maria, a filha de Imran, era uma jovem mulher solteira, casta e virtuosa devotada à adoração de Deus. Um dia, enquanto estava em reclusão, o anjo Gabriel veio à Maria e informou-lhe que seria a mãe de Jesus. Sua resposta foi de medo, choque e desânimo. Deus disse:
“E faremos dele um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável.” (Alcorão 19:21)
Maria concebeu Jesus, e quando chegou o momento de seu nascimento, ela se afastou de sua família e viajou para as proximidades de Belém. Aos pés de uma tamareira Maria deu à luz seu filho Jesus.[1]
Quando Maria descansou e se recuperou da dor e temor envolvendo dar à luz sozinha, percebeu que devia retornar para sua família. Maria estava temerosa e ansiosa enquanto envolvia a criança e a embalava em seus braços. Como ela poderia explicar seu nascimento a seu povo? Ela atendeu às palavras de Deus e tomou o caminho de volta para Jerusalém.
“Dize: ‘Verdadeiramente! Fiz um voto de jejum ao Clemente, e hoje não falarei com pessoa alguma.’ Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços.” (Alcorão 19:26-27)
Deus sabia que se Maria tentasse explicar, seu povo não acreditaria nela. Então, em Sua sabedoria, disse a ela para não falar. Desde o primeiro momento que Maria se aproximou de seu povo eles começaram a acusá-la, mas ela sabiamente seguiu as instruções de Deus e se recusou a responder. Essa mulher casta e tímida meramente apontou para a criança em seus braços.
Os homens e mulheres que cercavam Maria olharam para ela de forma incrédula e exigiram saber como poderiam falar com um bebê. Então, pela permissão de Deus, Jesus, filho de Maria, ainda um bebê, realizou seu primeiro milagre. Ele falou:
“Sou o servo de Deus. Ele me concedeu o Livro e me designou como profeta. Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado.” (Alcorão 19:30-34)
Os muçulmanos acreditam que Jesus era o servo de Deus, e um Mensageiro enviado para os israelitas de seu tempo. Ele realizou milagres pela vontade e permissão de Deus. As palavras do Profeta Muhammad resumem de forma clara a importância de Jesus no Islã:
“Quem testemunhar que não existe divindade exceto Deus, sem parceiros ou associados, e que Muhammad é Seu servo e Mensageiro, e que Jesus é Seu servo e Mensageiro, uma palavra que Deus concedeu à Maria e um espírito criado por Ele, que o Paraíso é real, e que o Inferno é real, Deus admitirá através de um dos oito portais do Paraíso.” (Saheeh Bukhari e Saheeh Muslim)
Footnotes:
[1] Para detalhes de sua concepção e nascimento milagrosos, por favor, refira-se aos artigos sobre Maria.
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| Jesus, filho de Maria (parte 2 de 5): A Mensagem de Jesus |
| Jesus, filho de Maria (parte 3 de 5): Os Discípulos |
| Jesus, filho de Maria (parte 4 de 5): Jesus Realmente Morreu? |
| Jesus, filho de Maria (parte 5 de 5): Povo do Livro |
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2015 precisa ser o ano em o mudo acordará e garantirá um futuromais justo emais seguro para criancas e jovens.Mala Yousatzai

https://www.facebook.com/PNUDBrasil?fref=photo
2015 apresenta uma oportunidade única para que líderes, cidadãos, comunidades, governos e empresas participem da construção do mundo que queremos para o nosso futuro. Como afirma Malala Yousafzai, ativista paquistanesa e ganhadora do Prêmio Nobel: "Todos precisamos fazer a nossa parte para que isso aconteça. Não deixe que essa oportunidade seja desperdiçada.”
Vamos fazer com que 2015 seja o ano da #açãoglobal? Junte-se a nós e vote nas suas prioridades! http://bit.ly/15mzKEx #action2015 #ODM #ODS
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
O que são os xiitas?
Por Diogo Bercito
Se você é uma dessas pessoas que franzem o cenho e olham para os lados quando alguém comenta a divisão sectária do Oriente Médio, perguntando-se “mas o que são xiitas e sunitas mesmo?“, aproveite que acabo de voltar de uma viagem ao Iraque (leia mais no Orientalíssimo, clicando aqui). Cercado por bandeirolas da peregrinação xiita rumo a Karbala e de imagens de Hussein, neto do profeta Maomé, me senti na obrigação de responder à seguinte pergunta:
O que são os xiitas?
São muçulmanos. A resposta parece atravessada, mas na verdade é um detalhe que às vezes foge de vista quando a discussão esquenta. Falamos hoje em divisões e em violência sectária, mas os xiitas e os sunitas são ambos muçulmanos e seguem a mesma religião –acreditando na base do islã de que só existe um deus e Maomé é seu profeta. A diferença é histórica e política, para além das divergências religiosas. Como resumiu a mim um jovem iraquiano durante um café: “xiitas rezam com os braços para baixo, sunitas rezam com os braços cruzados”.
No que eles são diferentes, historicamente?
Na escolha de quem daria continuidade à liderança do profeta Maomé, morto em 632. Maomé havia revolucionado a península Arábica com o livro sagrado que recitara (o Corão), superando as relações tribais pela ideia de uma comunidade religiosa, chamada “umma” em árabe. Mas, quando morreu, Maomé não deixou um herdeiro. Parte dos muçulmanos preferiu que o líder da comunidade fosse escolhido entre seus seguidores (esses são os chamados sunitas). Os xiitas são aqueles que preferiram um líder que tivesse laços de sangue com Maomé (especificamente Ali, seu primo e genro). Os sunitas venceram a disputa e elegeram Abu Bakr, primeiro califa do islã.

Mas é só um detalhe?
Não. É uma perspectiva. Sunitas apostavam, à época, na ideia de um líder por consenso. Xiitas preferiam uma perpetuação por linhagem de sangue. Essa ideia acompanhou os grupos nas décadas seguintes à morte de Maomé, com violentas disputas pelo poder culminando na morte tanto de Ali quanto de seus filhos, Hussein e Hassan, celebrados como mártires entre os xiitas.
Fazendo uma pausa: o que quer dizer “sunita” e “xiita”, em árabe?
Sunita vem da “sunna”, que é o nome dado às práticas e aos ensinamentos de Maomé. Xiita vem de “shiat Ali”, ou “partidários de Ali”.
Eles vão brigar para sempre?
Não. A ideia de uma tensão sectária constante é recente. Conversei recentemente com anciões iraquianos, por exemplo, que me narravam as décadas passadas no país. “Ninguém sabia quem era xiita e quem era sunita. Não usávamos esses nomes”, me disse um senhor. O assunto foi mais urgente, durante a história, quando foi usado por governos para se perpetuar e alienar inimigos, a exemplo do que fizeram o ex-ditador Saddam Hussein e o ex-premiê Nuri al-Maliki.

Que países são xiitas?
Há grandes concentrações de xiitas no Líbano, no Irã, no Iraque, no Bahrain, no norte do Iêmen e em regiões de Afeganistão e Paquistão, entre outros. Não à toa há sólidas relações entre a milícia libanesa Hizbullah, o Iraque e o Irã, para desgosto dos EUA, que apostam na liderança sunita da Arábia Saudita. Mas xiitas são a minoria no islã –por volta de 10% ou 20% do total, a depender das fontes.
E a Síria?
Os xiitas estão na região oeste. Ali predomina o ramo alauita, que é uma vertente do xiismo. Esse grupo é representado pelo atual ditador sírio, Bashar al-Assad, que enfrenta hoje uma violenta insurgência contra o seu regime. Mas, apesar do espectro da disputa sectária, a guerra na Síria não é exatamente “sunitas versus xiitas”. Há, por exemplo, sunitas moderados e sunitas radicais, como o Estado Islâmico.

As pessoas dizem, no Brasil, que fulano é “radical xiita”. Todo xiita é radical?
Não. A expressão não faz sentido. O Estado Islâmico, por exemplo, é sunita. Existem radicais xiitas, sunitas, cristãos, ateus e o que mais precisar. Ou seja: existem radicais. Ponto.
http://mundialissimo.blogfolha.uol.com.br/2014/12/08/o-que-sao-os-xiitas/
Se você é uma dessas pessoas que franzem o cenho e olham para os lados quando alguém comenta a divisão sectária do Oriente Médio, perguntando-se “mas o que são xiitas e sunitas mesmo?“, aproveite que acabo de voltar de uma viagem ao Iraque (leia mais no Orientalíssimo, clicando aqui). Cercado por bandeirolas da peregrinação xiita rumo a Karbala e de imagens de Hussein, neto do profeta Maomé, me senti na obrigação de responder à seguinte pergunta:
O que são os xiitas?
São muçulmanos. A resposta parece atravessada, mas na verdade é um detalhe que às vezes foge de vista quando a discussão esquenta. Falamos hoje em divisões e em violência sectária, mas os xiitas e os sunitas são ambos muçulmanos e seguem a mesma religião –acreditando na base do islã de que só existe um deus e Maomé é seu profeta. A diferença é histórica e política, para além das divergências religiosas. Como resumiu a mim um jovem iraquiano durante um café: “xiitas rezam com os braços para baixo, sunitas rezam com os braços cruzados”.
No que eles são diferentes, historicamente?
Na escolha de quem daria continuidade à liderança do profeta Maomé, morto em 632. Maomé havia revolucionado a península Arábica com o livro sagrado que recitara (o Corão), superando as relações tribais pela ideia de uma comunidade religiosa, chamada “umma” em árabe. Mas, quando morreu, Maomé não deixou um herdeiro. Parte dos muçulmanos preferiu que o líder da comunidade fosse escolhido entre seus seguidores (esses são os chamados sunitas). Os xiitas são aqueles que preferiram um líder que tivesse laços de sangue com Maomé (especificamente Ali, seu primo e genro). Os sunitas venceram a disputa e elegeram Abu Bakr, primeiro califa do islã.
Mas é só um detalhe?
Não. É uma perspectiva. Sunitas apostavam, à época, na ideia de um líder por consenso. Xiitas preferiam uma perpetuação por linhagem de sangue. Essa ideia acompanhou os grupos nas décadas seguintes à morte de Maomé, com violentas disputas pelo poder culminando na morte tanto de Ali quanto de seus filhos, Hussein e Hassan, celebrados como mártires entre os xiitas.
Desenho de Hussein, neto do profeta Maomé, em barreira de concreto de Bagdá. Crédito Diogo Bercito/Folhapress
Sunita vem da “sunna”, que é o nome dado às práticas e aos ensinamentos de Maomé. Xiita vem de “shiat Ali”, ou “partidários de Ali”.
Eles vão brigar para sempre?
Não. A ideia de uma tensão sectária constante é recente. Conversei recentemente com anciões iraquianos, por exemplo, que me narravam as décadas passadas no país. “Ninguém sabia quem era xiita e quem era sunita. Não usávamos esses nomes”, me disse um senhor. O assunto foi mais urgente, durante a história, quando foi usado por governos para se perpetuar e alienar inimigos, a exemplo do que fizeram o ex-ditador Saddam Hussein e o ex-premiê Nuri al-Maliki.
Que países são xiitas?
Há grandes concentrações de xiitas no Líbano, no Irã, no Iraque, no Bahrain, no norte do Iêmen e em regiões de Afeganistão e Paquistão, entre outros. Não à toa há sólidas relações entre a milícia libanesa Hizbullah, o Iraque e o Irã, para desgosto dos EUA, que apostam na liderança sunita da Arábia Saudita. Mas xiitas são a minoria no islã –por volta de 10% ou 20% do total, a depender das fontes.
E a Síria?
Os xiitas estão na região oeste. Ali predomina o ramo alauita, que é uma vertente do xiismo. Esse grupo é representado pelo atual ditador sírio, Bashar al-Assad, que enfrenta hoje uma violenta insurgência contra o seu regime. Mas, apesar do espectro da disputa sectária, a guerra na Síria não é exatamente “sunitas versus xiitas”. Há, por exemplo, sunitas moderados e sunitas radicais, como o Estado Islâmico.
As pessoas dizem, no Brasil, que fulano é “radical xiita”. Todo xiita é radical?
Não. A expressão não faz sentido. O Estado Islâmico, por exemplo, é sunita. Existem radicais xiitas, sunitas, cristãos, ateus e o que mais precisar. Ou seja: existem radicais. Ponto.
http://mundialissimo.blogfolha.uol.com.br/2014/12/08/o-que-sao-os-xiitas/
"Como você lida com a religião em casa?", Disney Babble, os pais podem e devem conversar com elas sobre isso!

As crianças tem uma compreensão própria acerca de tudo que lhes cerca, inclusive acerca de Deus...
E, como pudemos ver na matéria "Como você lida com a religião em casa?", Disney Babble, os pais podem e devem conversar com elas sobre isso!
https://www.facebook.com/educacaoereligiao?fref=ts
Daniel Dennett em seu "Quebrando o encanto, a religião como fenômeno natural:

Educação e Religião
Penso que esta seja uma boa razão para estudar religião/religiões à sério, na escola e em todas as áreas do conhecimento acadêmico, como propõe Daniel Dennett em seu "Quebrando o encanto, a religião como fenômeno natural:
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