sexta-feira, 16 de maio de 2014

As religiões afro, indígenas entre outras não têm Livros Sagrados.São RELIGIÕES ORAIS,

As religiões afro, indígenas entre outras não têm Livros Sagrados, porém tem seus preceitos, suas normas e seus
princípios que regem suas leis. São RELIGIÕES ORAIS,
Segundo Durkheim: "Todas as religiões são iguais"...Não importa as grandes que possuem livros sagrados ou aquelas que se dizem do fundo de quintal, todas são iguais. Todas elas acreditam em Deus e para elas o DIVINO tem um nome diferente...
...
Seria tão bom que as pessoas procurassem ler mais, estudassem mais sobre determinados assuntos, antes de escreverem seu ponto de vista sobre determinados temas que não conhecem.
Aqui vão as sugestões para conhecerem mais sobre as riquezas dessas culturas.
Cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos
Secretaria Estadual de Educação do Paraná – Ensino Religioso
Terra e Alteridade: pesquisas e práticas pedagógicas em Ensino Religioso
Didática do Ensino Religioso
FONAPER: Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso
GPER: Grupo de Pesquisa Educação e Religião – Formação Docente e Educação Religiosa
NUPPER: Núcleo Paranaense de Pesquisa em Religião
Núcleo Paranaense de Pesquisa em Religião (NUPPER)
Intolerância religiosa e direitos humanos: mapeamentos de intolerância
Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
 Governo do Rio de Janeiro disponibiliza “Ouvidoria” para vítimas de intolerância religiosa
https://www.facebook.com/groups/454506731281786/

Justiça Federal define que cultos afro-brasileiros, como a umbanda e candomblé, não são religião

colar
por Tiago Chagas
A Justiça Federal no Rio de Janeiro emitiu uma sentença na qual considera que os cultos afro-brasileiros não constituem religião e que “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião”.
A definição aconteceu em resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos de cultos evangélicos que foram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana do YouTube.
O juiz responsável entendeu que, para uma crença ser considerada religião, é preciso seguir um texto base – como a Bíblia Sagrada, Torá, ou o Alcorão, por exemplo – e ter uma estrutura hierárquica, além de um deus a ser venerado.
A ação do MPF visava a retirada dos vídeos por considerar que o material continha apologia, incitação, disseminação de discursos de ódio, preconceito, intolerância e discriminação contra os praticantes de umbanda, candomblé e outras religiões afro-brasileiras. “Para se ter uma ideia dos conteúdos, em um dos vídeos, um pastor diz aos presentes que eles podem fechar os terreiros de macumba do bairro”, disse o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos.
De acordo com o site Justiça em Foco, o MPF vai recorrer da decisão em primeira instância da Justiça Federal para continuar tentando remover os vídeos da plataforma de streaming do Google.
“A decisão causa perplexidade, pois ao invés de conceder a tutela jurisdicional pretendida, optou-se pela definição do que seria religião, negando os diversos diplomas internacionais que tratam da matéria (Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos, Pacto de São José da Costa Rica, etc.), a Constituição Federal, bem como a Lei 12.288/10. Além disso, o ato nega a história e os fatos sociais acerca da existência das religiões e das perseguições que elas sofreram ao longo da história, desconsiderando por completo a noção de que as religiões de matizes africanas estão ancoradas nos princípios da oralidade, temporalidade, senioridade, na ancestralidade, não necessitando de um texto básico para defini-las”, argumentou Mitropoulos.

Fonte: Jornal GNN
 http://www.geledes.org.br/justica-federal-define-que-cultos-afro-brasileiros-como-umbanda-e-candomble-nao-sao-religiao/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Presidente Uchtdorf e outros líderes religiosos encontram-se com o Presidente Obama

Igreja reafirma posição sobre Imigração

Washington, DC, EUA — 
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reafirmou sua posição sobre a imigração quando a Casa Branca se reuniu com líderes religiosos para discutir a reforma da imigração.
Presidente Dieter F. Uchtdorf, da Primeira Presidência da Igreja, foi um dos líderes convidados de várias crenças religiosas para se encontrar com o presidente Obama e autoridades do governo para dar a sua opinião sobre a política de imigração.
Após a reunião, a Igreja emitiu a seguinte declaração:
"Em 2011 a Igreja endossou publicamente os princípios do Utah Compact como uma abordagem responsável para lidar com a complexa questão da reforma da imigração. Os princípios fundamentais sobre os quais a posição da Igreja se baseia são:
Seguimos Jesus Cristo, amando o nosso próximo. O significado de 'vizinho' inclui todos os filhos de Deus, em todos os lugares, em todos os momentos.
Reconhecemos a sempre presente necessidade de fortalecer as famílias. As famílias estão destinadas a ficar juntas. A Separação forçada dos pais trabalhadores de seus filhos enfraquece as famílias e prejudica a sociedade.
Nós reconhecemos que cada nação tem o direito de impor suas leis e proteger suas fronteiras. Todas as pessoas sujeitas às leis de um país são responsáveis ​​por seus atos em relação a eles."
Repetindo a posição de longa data da Igreja sobre as leis de imigração, o Presidente Uchtdorf disse que os funcionários públicos devem criar e administrar as leis que refletem o melhor de nossas aspirações como uma sociedade justa e solidária, incluindo não só a imigração, mas a defesa da liberdade religiosa e da liberdade em todo o mundo.
"Tais leis vão equilibrar apropriadamente o amor pelos vizinhos, a coesão familiar e a observância leis justas e aplicáveis", disse ele.
O próprio Presidente Dieter Uchtdorf é um imigrante alemão e cidadão dos EUA. Ele era um refugiado da Segunda Guerra Mundial e tem experimentado pessoalmente as dificuldades que muitos imigrantes enfrentam hoje.
A reunião com o presidente incluiu os seguintes líderes religiosos:
Dr. Russell Moore, Convenção Batista do Sul, Nashville, Tennessee
JoAnne Lyon, Superintendente Geral, a Igreja Wesleyana
Dr. Noel Castellanos, CEO, CCDA, Chicago, Illinois
Suzii Paynter, Coordenadora Executiva, Cooperative Baptist Fellowship, Atlanta, Georgia
Dieter F. Uchtdorf, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City, Utah
Luis Cortes, presidente, Esperanza
Observação de Guia de Estilo: Em reportagens sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, favor utilizar o nome completo da Igreja na primeira referência. Para mais informações quanto ao uso do nome da Igreja, procure on-line por nosso Guía de Estilo.

Os Missionários Mórmons — Introdução (+playlist)


terça-feira, 29 de abril de 2014

Jerusalém e as Religiões

Jerusalém é a maior cidade de Israel, aproimadamente 730 mil habitantes.  A cidade moderna de Jerusalém cresce em torno da cidade antiga, conhecida por sua importância história e bíblica. O centro estatístico de Jerusalém listou 1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas dentro da cidade em seu útlimo censo.

Jerusalém e as Religiões

Mesquita em Jerusalem
Além de ser umas cidades mais antigas do mundo, Jerusalém é uma cidade sagrada para as principais religiões monoteístas (islamismo, judaísmo e cristianismo). Apesar de ser pequena (menor que 1 km quadrado) cidade antiga de Jerusalém abriga os importantes locais religiosos, entre eles o Muro das lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha, a Esplanada das Mesquitas e a Mesquita de Al-Aqsa. É dividida em quatro quarteirões, o cristão, o armênio, o judeu e o muçulmano.

Jerusalém para Cristãos

Santo Sepulcro
Para os cristãos, Jerusalém é importante por ser o local de grandes acontecimentos bíblicos tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo. Jesus foi levado para Jerusalém algum tempo depois que nasceu. Durante seu ministério, limpou o Segundo Templo. Além desses, muitos outros locais importantes como o Cenáculo (local da última ceia de Jesus), Santo Sepulcro, Tanque de Betesda, e muitos outros.

Uma viagem inesquecível

Jardim do Gethsemani
Conhecer Jerusalém é uma experiência inesquecível. Além de sua inquestionável importância bíblica, também é  conhecida por sua rica cultura, em diversos museus e eventos de todo tipo. Saiba mais sobre nossos pacotes turísticos e conheça Jerusalém.
- See more at: http://www.viagensbiblicas.com.br/destinos/israel/jerusalem/#sthash.LpX5rHE3.dpuf
http://www.viagensbiblicas.com.br/destinos/israel/jerusalem/

Leitora dá dicas sobre principais pontos turísticos de Jerusalém

Cidade é dividida em quatro bairros (Ârmenio, Cristão, Judeu, Muçulmano) cheios de histórias e monumentos sagrados


Leitora dá dicas sobre principais pontos turísticos de Jerusalém Arquivo pessoal/Arquivo Pessoal
Josiane Dias dos Santos é administradora e tem 31 anos Foto: Arquivo pessoal / Arquivo Pessoal
Josiane Dias dos Santos
Quem pensa que Jerusalém é só uma cidade antiga, se engana. Ela apresenta uma história em cada canto, principalmente na Cidade Velha, dividida em quatro bairros (Armênio, Cristão, Judeu e Muçulmano).

Há também um lado bem moderno, com pontes lindíssimas e um trem supermoderno instalado em 2011 que atravessa a cidade. Aliás, Israel é um dos líderes globais em tecnologia, atuando no desenvolvimento de softwares.

A Cidade Velha é toda composta por monumentos e lugares históricos, principalmente da época de Jesus. O bairro Cristão tem a Igreja do Santo Sepulcro, com a Pedra da Unção, o Calvário e o túmulo de Cristo, sendo o lugar mais sagrado para o cristianismo. No bairro Judeu, encontramos o Muro das Lamentações, local mais sagrado do judaísmo, e, no bairro Muçulmano, fica a magnífica Cúpula da Rocha, terceiro lugar mais sagrado para o islamismo.

O passeio na Cidade Velha pode ser realizado em um dia. Nos demais, pode-se ir ao Monte das Oliveiras, para uma vista maravilhosa da Cidade Velha e da Cúpula da Rocha. Também é possível visitar o Museu de Israel e ir ao Santuário do Livro, que guarda os manuscritos do Mar Morto. Nas proximidades, fica o Yad Vashem, um monumento para perpetuar a lembrança dos mais de 6 milhões de judeus que morreram no Holocausto.

Há ainda mais para fazer na cidade, pois o judeu adora uma festa – a cidade é bem agitada à noite. No sábado, porém, tudo – comércio, restaurantes, transporte público – fica fechado. Visitamos Jerusalém no verão, quando a temperatura chega a quase 50ºC.

Nome: Josiane Dias dos Santos
Lugares que conhece: Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Inglaterra, França, Itália, Holanda, Egito, Israel e Cisjordânia

Lugares que pretende visitar: Estados Unidos, China, Rússia, Japão, Turquia, Grécia, Alemanha, Portugal, Suíça e Caribe
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/viagem/noticia/2012/12/leitora-da-dicas-sobre-principais-pontos-turisticos-de-jerusalem-3974144.html

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PROTEÇÃO LEGAL-proteção à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos


A presidenta Dilma Rousseff alterou a Lei da Ação Civil Pública - número 7.347, de 24 de julho de 1985 - para incluir a proteção à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos.

A Ação Civil Pública já é prevista nos casos de danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico e de infração da ord...em econômica.

Contudo, com a alteração, a norma passa a vigorar também a favor desses grupos.

Se necessário, poderá ser ajuizada ação cautelar para evitar os danos à honra e à dignidade dos grupos.

O texto aprovado no Senado dia 19 de março deste ano foi elaborado em 1997 pelo então senador Abdias Nascimento, morto em 2011.

O parlamentar era conhecido pelas lutas em prol da igualdade para as populações afrodescendentes.

À época, Abdias disse considerar inegável a dispersão e a precariedade da legislação a respeito do tema.

Confira em http://bit.ly/RSvqcj

https://www.facebook.com/SiteDilmaRousseff?fref=photo

Campanha do Lacre de Aluminio no LINNEU!!Veja algumas surpresinhas!!!


Essa garotada tem me surpreendido .Aqui vão, algumas fotos desses nossos parceirinhos da Campanha do lacre de Alumínio do PEQUENO COTOLENGO  arrecadação de cadeiras de rodas.Vejam:
Essa turminha da professora ILDA do quarto ano C, tem se mostrado empenhada,  parabéns!!(Laura, João Vitor, Pablo, Miguel, Marcelo, João Xavier e Kauane)
 
Professora Clara, João Xavier e Laura 
 
Animados  como fossem formiguinhas os alunos da professora Elianara, terceiro ano F sempre trazendo lacres nos potinhos, caixinhas...Não importa a quantidade, mas a mobilização e entender como podemos ajudar o semelhante de várias maneiras praticando a ALTERIDADE!!
Beatriz Prado, Pedro Toler
Kauê da professora Cristiane Lopuch segundo ano E. Veja ,ajudando a por os lacres na garrafa.
 
A contribuição da aluna Eduarda Nunes, do 5 ano D  e sua família :
 
Aluna do quarto ano fez também sua campanha em casa e trouxe sua garrafa, mas deu trabalho pro aluno Roberto encher a garrafa! Muito bem quarto ano E da professora Marta,vamos junta-se ao espirito  solidário!!(Roberto e Sabrina Gabrielly)
 
 Paola Fernandes do quarto ano E

 
  Sala Especial também feliz por participar deste momento no LINNEU e poder protagonizar essa história!!Esse sorriso do Cristian já valeu a pena!!


Que bacana ver a turma do 4 ano da professora Luciane empolgados e sentir a alegria da professora em vê-los participativos. Isto faz dar UP ,
                                  ATÉ AS AULAS,SE SOUBERMOS APROVEITAR!!!(jJulio, Brayan, Paula)

                                                 Agora um pouquinho de mídia.
                                                     Vamos ver o filme CUERDAS?


sábado, 26 de abril de 2014

Abril e a liberdade religiosa


Esther Mucznik

O que trouxe Abril de novo, do ponto de vista da liberdade religiosa? A mudança está contida numa única palavra: reconhecimento.

Trouxe o 25 de Abril a liberdade religiosa? Se limitarmos a liberdade religiosa à liberdade de culto, a resposta é não. Como forma de possibilidade individual de professar a religião da sua escolha, a liberdade de culto existia antes do 25 de Abril e até, embora com sérias reservas, antes mesmo da revolução republicana. No século XIX, com o liberalismo e a extinção da Inquisição, os fiéis não-católicos passam a ter a possibilidade de praticar a sua religião.
As limitações são, no entanto, importantes: a prática do culto não-católico é apenas reconhecido aos estrangeiros e o seu exercício obrigatoriamente privado, sem expressão pública, incluindo a visibilidade dos seus templos. Trata-se assim de “tolerância”, não de liberdade: a religião católica é a religião do reino e os súbditos nacionais não têm outra opção. No entanto, e encarando a liberdade, e em particular a religiosa, como um processo sempre em movimento, o avanço é significativo: no caso concreto do judaísmo, embora considerados como uma “colónia” estrangeira sem reconhecimento legal, os judeus frequentam os seus espaços de culto privados, enterram os seus mortos segundo o ritual judaico, praticam livremente a beneficência judaica em organizações cujos estatutos são aceites.
A República vai mais longe. A Lei da Separação da Igreja do Estado, de 20 de Abril de 1911, confere a personalidade jurídica às confissões não-católicas e permite a visibilidade pública dos seus templos. Trata-se, sem dúvida, de um avanço significativo para as confissões não-católicas. No entanto, não podemos ainda falar de liberdade religiosa: em primeiro lugar, porque, decalcada do modelo da lei francesa de 1905, é visceralmente uma lei anticlerical e, em segundo, lugar porque as confissões não-católicas são reconhecidas apenas sob a forma de associações privadas cultuais, não como confissões religiosas, o que, na verdade, camufla a sua verdadeira natureza sociológica. Assim, os estatutos da Comunidade Israelita de Lisboa são reconhecidos a 23 de Julho de 1912, por alvará do governo civil, como “Associação de culto israelita, beneficência e instrução, denominada Comunidade Israelita de Lisboa”.
O Estado Novo consagra a liberdade de culto na Constituição de 1933, mas as comunidades não-católicas permanecem corpos estranhos à sociedade. Não fazem parte da nação portuguesa. Sem ser religião oficial do Estado, a Igreja Católica é, de facto, a única religião reconhecida e legitimada. Individualmente, os não-católicos têm os mesmos direitos como cidadãos nacionais, mas a expressão pública e colectiva da sua prática religiosa não existe, o low profile é a regra, e nada está previsto na legislação que tenha em conta as suas particularidades religiosas: o reconhecimento destas depende da boa vontade dos interlocutores do momento. Exemplificando de novo com a comunidade judaica, a possibilidade de não trabalhar ou fazer exames ao sábado ou durante as festividades religiosas dependia de uma negociação entre as partes, sem nunca ser reconhecida na lei. Da mesma forma, o ensino da religião nas escolas públicas ou a isenção de impostos eram benefícios exclusivos da Igreja Católica e o regime jurídico determinado pelo código civil continuava a não reconhecer a natureza religiosa das confissões não-católicas. Apesar disto, é preciso dizer com clareza: durante a ditadura salazarista a liberdade de culto privado nunca esteve em causa.
Então o que trouxe Abril de novo, do ponto de vista da liberdade religiosa? A mudança está contida numa única palavra: reconhecimento. E sem reconhecimento não se pode falar em liberdade, porque esta não se restringe a tolerar a existência privada de um culto “outro”. O reconhecimento implica aceitar como igual o que é diferente: igual em direitos, igual em deveres, igual em oportunidades; implica viver a diferença como natural, a diversidade como fazendo parte intrínseca das sociedades, e a tensão daí decorrente como um elemento criativo. A homogeneidade, o nivelamento, a negação da diversidade são sempre factores de empobrecimento, nomeadamente quando forçados. São contra a própria corrente da vida.
A mudança aberta com a revolução de Abril não se fez de repente, mas muito progressivamente, e está longe de estar terminada. O principal factor de mudança foi, como não podia deixar de ser, a instauração da democracia e da liberdade política. O fim da guerra colonial e a implantação de novas minorias étnicas e religiosas em território português, a abertura do país ao mundo e sobretudo a liberdade de pensamento, de expressão e de circulação de ideias, fazem surgir uma nova atitude face à diversidade religiosa e cultural. Portugal, hoje, é uma sociedade onde coexistem diversas minorias religiosas com uma prática aberta, expressão colectiva e visibilidade pública e estes elementos são determinantes na integração social dos seus fiéis. No fundo, quanto maior for a aceitação da diferença, mais fácil é o processo de integração.
http://www.publico.pt/portugal/noticia/abril-e-a-liberdade-religiosa-1633309