segunda-feira, 24 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Trajetórias e cotidiano de Muçulmanos no Brasil
Trajetórias e cotidiano de Muçulmanos no Brasil
Palestrantes
Salem Nasser
Presidente do Instituto de Cultura Árabe desde 2012. Doutor em Direito Internacional pela USP. Professor da Escola de Direito de São Paulo da FGV. (Foto: Acervo pessoal)
Samira Osman
Professora de História da Ásia da UNIFESP, pesquisadora da História do Oriente Médio, Islamismo e Imigração Árabe. Autora do livro: Imigração Árabe no Brasil: história oral de libaneses muçulmanos e cristãos (SP: Xamã, 2011). (Foto: Acervo pessoal)
Sarah Ghuraba
Professora de teatro na rede estadual de ensino. Graduanda em Língua Portuguesa pela Faculdade Sumaré. Ministra ensinos islâmicos para mulheres na mussala do Embu da Artes, dona do blog Ummah Brasil. (Foto: Acervo pessoal)
Érica Renata
Formada em Letras, contadora de histórias. Atuou como docente universitária convidada nos cursos de Pedagogia e Letras (UNIESP), palestrante do Simpósio Nacional sobre Multiculturalismo, Preconceito e Racismo no Brasil (UNIESP) e I Simpósio Sudeste da ABHR sobre diversidades e (in) tolerância religiosas (USP). (Foto: Acervo pessoal)
Renatho Costa
Bacharel em Relações Internacionais, Mestre e Doutor em História Social (FFLCH-USP). Professor de Relações Internacionais da UniPampa e Coordenador do Grupo de Análise Estratégica - Oriente Médio e África Muçulmana. (Foto: Acervo pessoal)
Programa
18/08 – Introdução ao mundo muçulmano
Uma introdução à história do Islã, especialmente aquela de seu surgimento, de seu pertencimento à tradição monoteísta, de sua expansão, de suas divisões e do desenvolvimento de suas escolas de pensamento. Uma introdução igualmente à contemporaneidade do mundo muçulmano e à sua relevância para a compreensão do quadro político mundial.
Com Salem Nasser.
20/08 – Mulheres muçulmanas
Neste encontro a profa. Samira analisa a percepção apresentada nos diversos suportes midiáticos brasileiros sobre a questão da mulher muçulmana, do ponto de vista das oscilações de uma imagem de submissão e do papel de vítimas universais na violação dos direitos humanos. Propõe-se analisar o modo como estas mulheres são vistas e representadas, muitas vezes acompanhadas de um sentimento da “compaixão ocidental” por elas. Sarah Ghuraba e Érica Renata relatam suas experiências enquanto brasileiras muçulmanas.
Com Samira Osman.
Com Sarah Ghuraba.
Uma introdução à história do Islã, especialmente aquela de seu surgimento, de seu pertencimento à tradição monoteísta, de sua expansão, de suas divisões e do desenvolvimento de suas escolas de pensamento. Uma introdução igualmente à contemporaneidade do mundo muçulmano e à sua relevância para a compreensão do quadro político mundial.
Com Salem Nasser.
20/08 – Mulheres muçulmanas
Neste encontro a profa. Samira analisa a percepção apresentada nos diversos suportes midiáticos brasileiros sobre a questão da mulher muçulmana, do ponto de vista das oscilações de uma imagem de submissão e do papel de vítimas universais na violação dos direitos humanos. Propõe-se analisar o modo como estas mulheres são vistas e representadas, muitas vezes acompanhadas de um sentimento da “compaixão ocidental” por elas. Sarah Ghuraba e Érica Renata relatam suas experiências enquanto brasileiras muçulmanas.
Com Samira Osman.
Com Sarah Ghuraba.
Com Érica Renata.
21/08 – Muçulmanos no Brasil
A migração de árabes ao Brasil está vinculada a eventos específicos ocorridos no Oriente Médio. Mais precisamente, aos conflitos que envolveram a criação dos Estados árabes. Os ciclos migratórios de árabes estão vinculados aos desdobramentos e intensidade dos conflitos. Após a criação do Estado de Israel e ampliação do tensionamento local, muito árabes se deslocaram para os países circunvizinhos e outros fugiram para a América. As guerras civis como a libanesa que durou quinze anos também foi um forte impulsionador do processo migratório. A grande maioria da população árabe é formada por muçulmanos, no Brasil houve a fixação em regiões, como São Paulo, Foz do Iguaçu e Rio Grande do Sul. Atualmente há mais libaneses no Brasil do que no próprio Líbano.
Com Renatho Costa.
22/08 – Visita à Mesquita Brasil
Primeira mesquita do Brasil, inaugurada em 1952 está instalada no bairro do Cambuci. Durante a visita as mulheres devem usar o “rijab” (véu) fornecido na própria mesquita para os visitantes. As roupas não podem ser justas, nem transparentes, tanto para as mulheres quanto para os homens e devem cobrir braços e pernas.
Com Sarah Ghuraba.
As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.
(Imagem ilustrativa: Chris Beckett)
http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/trajetorias-e-cotidiano-de-muculmanos-no-brasil
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Profissionais da educação discutem cyberbullying
| Postado por: CLAUDIA MUNIZ Fonte: Data de publicação: 28/07/2015 http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=41643 A violência virtual, praticada pela internet ou por meio de tecnologias, conhecida como Cyberbullying, é um tema cada vez mais presente no ambiente escolar. Para capacitar professores a como prevenir e trabalhar o assunto entre os estudantes, a Secretaria Municipal da Educação promoveu nesta segunda-feira (27) um encontro entre profissionais representantes de 107 escolas municipais. O encontro, realizado no Centro de Formação Continuada, teve a participação da especialista e doutora em tecnologia e sociedade Cineiva Campoli Tono. Ela atua no Departamento de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciaria do Paraná e falou aos profissionais da educação sobre a importância da reflexão da violência nas redes sociais, além de oferecer ao grupo informações sobre como desenvolver projetos e estratégias de intervenção, tanto no ambiente escolar quanto no entorno, para prevenir as ameaças causadas pela divulgação de conteúdo na internet. Promovido pela Coordenadoria de Atendimentos às Necessidades Especiais (CANE), o objetivo do encontro foi ampliar os conhecimentos das equipes escolares que participam do projeto “Bullying não é brincadeira”, que desde o ano passado tem trabalhado o respeito ás diferenças entre os estudantes a partir do combate às violências. Cineiva salientou o fato de a internet ser um ambiente e um meio de comunicação que exige cuidados. “Os jovens devem ter consciência de que o que postam pode ir além de uma brincadeira, que pode ser ofensivo ou desrespeitoso. E são os pais que devem impor limites também para os filhos. No entanto, a escola tem um papel fundamental que é o de partilhar, instigar e alertar às famílias para o perigo que perpassa o cyber”, disse Cineiva. A coordenadora da CANE, Elda Bissi, explicou que a intenção do encontro foi oferecer aos profissionais informações e orientações sobre como a escola deve ficar atenta ao novo formato de violência e como deve proceder diante de possíveis acontecimentos. “A escola como ambiente de aprendizagem e preparação para a vida individual e coletiva deve se manter atenta a todos os possíveis acontecimentos que possam causar danos ao processo evolutivo do aluno. Nesse sentido, buscamos uma escola resiliente frente à temática de todas as formas de bullying ”, disse Elda. A professora da Escola Municipal Cerro Azul, no Tingui, Sara Strapasson desenvolve o Projeto “Bullying não é brincadeira” com estudantes do 1.º ano. Para ela, a conscientização é o primeiro passo para que as pessoas tomem conhecimento dos perigos e cuidados que devem ter com determinados assuntos. “Discutir o assunto desde a infância é fundamental para que os alunos respeitem as diferenças, aceitem o outro e possam conviver em harmonia. Nosso trabalho deve ser em parceria com a família para evitar a relação da violência com a tecnologia”, disse Sara. Entendo que o Cyberbullying é uma ação de agressão e desrespeito ao indivíduo que ocorre no plano virtual, principalmente por meio de sites de relacionamentos, a professora Luciana Brandão, da Escola Municipal Itacelina Bittencourt, no bairro Guaíra, disse acreditar que as ações sobre o assunto devem ser abordadas de maneira ampla. “Devemos abordar o assunto de maneira integrada às ações curriculares no intuito de respeitar às singularidades e diversidades encontradas no ambiente escolar. O Projeto Bullying não é brincadeira é uma iniciativa importante para inserir os alunos numa discussão orientada e assertiva sobre os riscos da internet”, diz Luciana. Singularidades,/b> O projeto Bullying não é Brincadeira da Secretaria Municipal da Educação iniciou em 2014 e tem a participação de 81 mil estudantes de 107 escolas municipais e dezenas de professores promovendo a cultura da paz, respeito à singularidade e à diversidade no ambiente educacional, em especial entre as pessoas com deficiência. A adesão ao projeto é opcional, cabendo às escolas decidirem pela proposta de prevenir as agressões entre os estudantes a partir de duas frentes. A primeira, de orientar os profissionais das escolas, centros municipais de educação infantil (CMEIs) e demais unidades escolares sobre o que deve ser feito para evitar bullying. A segunda é envolver de forma lúdica e atrativa os estudantes e suas famílias na discussão sobre a necessidade de respeito à singularidade e diversidade de todos no ambiente educacional. | |||||
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Alunos se “vacinam” contra o bullying
Ação na rede pública de Curitiba cria personagens com algum tipo de deficiência ou limitação para ensinar valores de respeito às crianças
- Naiady Piva
Texto publicado na edição impressa de 18 de agosto de 2015
Que Zé Gotinha, que nada. Na Escola Municipal Piratini, em Curitiba, são as próprias crianças que fazem as vezes de agentes de saúde para distribuir vacinas. O líquido é um suco de laranja, e seu efeito é a erradicação do bullying.
A instituição é uma das 107 que integra o projeto “Bullying Não é Brincadeira”, da Secretaria Municipal de Educação (SME), de Curitiba. Com foco nas crianças da primeira etapa do Ensino Fundamental, o projeto busca incidir no bullying antes mesmo que ele atinja sua maturidade.
Ao trabalhar com crianças na faixa dos 6 a 10 anos, o projeto incide naquela fase em que a implicância e o preconceito já existem, mas os valores de certo e errado ainda estão em formação. Não há, por exemplo, registros de cyber bullying (feito em ambiente virtual) na rede municipal, segundo conta Claudia Pericinoto, da Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais (Cane) da SME.
Na base do projeto está a turminha de Nina, Lilo, Max, Teco e Lisa. São personagens fictícios, com idade entre 7 e 10 anos, atingidos por leucemia, autismo, problemas de locomoção, cegueira ou surdez.
“A maioria dos personagens não nasceu com deficiência, mas adquiriu com o tempo”, explica Viviane Maito, também da Cane. A escolha é proposital; é uma forma de mostrar às crianças que qualquer pessoa saudável ou considerada “normal” pode necessitar de algum atendimento especial, de uma hora para a outra.
Não só pode como acontece. No ano passado, uma aluna viveu o mesmo enredo de Nina, na Escola Municipal Jardim Europa, no Xaxim. Após o tratamento para leucemia, a garota passou para o atendimento domiciliar, mas na hora de retornar para a aula, surgiu o receio de com os outros iam encará-la“carequinha e mais inchada [por causa dos medicamentos]”, conta Viviane. No fim das contas, ela ganhou uma festa na volta às aulas; e os coleguinhas já estavam preparados para recebê-la com “uma convivência saudável, atitudes positivas”.
Em casa
O projeto “Bullying Não é Brincadeira” trabalha com um material específico, o acompanhamento por parte da Secretaria de Educação e com a adaptação do conteúdo à realidade local, como atividades das escolas. O kit contém cinco bonecos, uma cartilha com as histórias de vida de cada personagem e um folder explicativo, que busca orientar os pais.
A ideia é que os alunos se revezem para levar a pasta com o material completo para casa. A função é dupla; a primeira é que mães e pais tenham a chance de trabalhar a temática do bullying com os filhos. A segunda é função é que os próprios adultos se eduquem para o respeito ao próximo.
A família cresceu
No Capão da Imbuia, a família anti-bullying cresceu. Na Escola Municipal Eneas Marques, a turminha de Teco e Lisa ganhou um amigo “gordinho”, outro ruivo e ainda um terceiro com síndrome de down. Assim como os originais, os personagens novos têm seus próprios bonequinhos.
No Bairro Alto, a turma foi parar nos muros da Escola Municipal Araucária. Já a turminha da Nossa Senhora da Luz, na CIC, montou um coral contra o bullying; e os alunos da Professor Ulisses Falcão Vieira, no Campo Comprido, montaram um teatro, em que “rebobinavam” a cena em que a turma tirava sarro do coleguinha atrasada e a reencenavam, dessa vez sem bullying.
Cada escola faz e deve fazer suas adaptações. De todos os personagens, uma curiosidade. É Lilo, o garoto com autismo, o que faz o maior sucesso. “Nas escolas que eu visitei, nos desenhos e projetos expostos na parede, sempre tinha as atividades voltadas ao público autista, e sempre o desenho dele”, conta Elda Bisso, coordenadora da Cane.
Nem tudo é bullying
O termo “bullying” está na moda. Mas é preciso cuidado para não banalizá-lo: o uso correto do termo permite que soluções que vão direto ao ponto.
Para identificá-lo, são três critérios básicos: intencionalidade, agressividade e frequência. O bullyingtem intenção de atingir, ofender; é sempre acompanhado de algum tipo de violência (física ou verbal); e se repete com frequência, não acontece apenas uma vez.
Já a vítima é aquele aluno que vai ficando amuado, com medo ou sem vontade de ir para a escola, de interagir com os alunos.
Co-autora do livro “Preconceito & Repetição: diferentes maneiras de entender o bullying”, a psicóloga Raquel Kampf explica: “O bullying não é um fenômeno do indivíduo, ele está localizado dentro de uma sociedade. A intervenção não deve ocorre só quando algo já aconteceu, mas ser um trabalho de prevenção com os profissionais que compõe este ambiente, que exista um espaço na escola onde essas questões possam ser discutidas.”
Para os pais, ela dá a dica: é preciso estar aberto ao diálogo. Em especial com os filhos adolescentes, que precisam se sentir respeitados para aprender a respeitar o colega.
A conversa, aliás, é a melhor prevenção. Uma vítima do bullying que tenha um espaço de fala vai poder denunciar aquela agressão aos adultos responsáveis. O mesmo vale para quem observa a violência acontecer. Esta conscientização dos alunos é importante, em especial porque ele muitas vezes acontece fora da sala de aula. Por isso, também é importante que os outros profissionais que estão no ambiente escolar, de zeladores a inspetoras, tenham formação sobre o tema.
http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/alunos-se-vacinam-contra-obullying-btrdnxf884olmpk6b9cxjdycd
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
RAINHA DO BAILE: INSPIRAÇÕES DE “POWER” VESTIDOS DE FESTA AFRO; CONFIRA!
Essa semana, uma linda menina “quebrou a internet”. A americana Kyemah McEntyre, de 18 anos, após ser vítima de bullying e racismo por parte de alguns dos seus colegas de turma, resolveu ser fina, elegante e muito sincera: para a sua festa de formatura ela criou o seu próprio vestido, inspirado na cultura afro. O resultado? Ela tornou-se literalmente a rainha do baile e as imagens do belo “prom dress” agora rodam o mundo inteiro e é notícia nos principais veículos – não só os de moda.
Gostou da atitude de Kyemah e quer se inspirar para a próxima festa de casamento, formatura, premiação ou seja lá o evento-luxo que for? Montei uma seleção com modelos para todos os gostos, idades e estilos, baseado no seu comprimento favorito. Espia só!
CURTOS: ideais para aqueles eventos mais informais ou para aquele encontro “dress to kill”. Entre os shapes favoritos, sem dúvidas estão os com mangas estruturadas ,os charmosos cocktail dresses e os tubinhos.
MIDI: para as ocasiões formais “pero no mucho”, como casamentos diurnos e até mesmo almoços ou jantares mais bacanas. Sapatos mais clássicos com scarpins ou sandálias com tiras finas deixam o visual ainda mais elegante.
LONGOS: agora sim, é a hora de explorar o seu lado musa mesmo. Entre os shapes mais escolhidos estão os mais amplos, como é o caso dos caftans, e os em frente-única, por serem altamente femininos.
Assim como disse Kyemah McEntyre, “As pessoas mais criativas são aquelas que saem da sua zona de conforto e tiram proveito de todo o mundo em torno delas”. Vamos quebrar essa internet de vez?
Leia também:
http://mequetrefismos.com/modas/confira-inspiracoes-de-vestidos-de-festa-afro/
ESPAÇOS SAGRADOS
Todas as religiões têm seus espaços sagrados. São templos, sinagogas, santuários, mesquitas, rios, montanhas, lugares onde o Sagrado se manifesta. Vamos conhecer alguns deles.
Cristianismo
As cidades de Belém e Jerusalém e a região da Galiléia lembram fatos significativos da vida de Jesus, como o nascimento, a crucificação e seu ministério, respectivamente. Lourdes, na França; Fátima, em Portugal; Santiago de Compostela, na Espanha; Virgem de Guadalupe, no México; e Nossa Senhora Aparecida, no Brasil são os mais importantes santuários católicos do mundo. O caminho de Santiago de Compostela tornou-se uma das maiores rotas de peregrinação cristã do Ocidente. Reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o caminho remonta ao apóstolo Tiago. Segundo uma tradição cristã, após a crucificação de Jesus, Tiago teria passado seis anos pregando na região da Espanha, onde morrera. Segundo relatos, uma estrela fixa iluminava o sepulcro do apóstolo – o “Campus Stellae” –, que deu origem ao nome Compostela.
Judaísmo
Jerusalém possui também lugares sagrados para os judeus. Um deles é o Muro Ocidental (ou Muro das Lamentações), parte da muralha construída ao redor do templo. No ano 70 d.C., quando a cidade foi destruída por Tito – imperador romano –, conta-se que foi resguardada esta parte da muralha, a fim de mostrar às gerações futuras a grandeza dos soldados romanos, capazes de destruir a grande edificação. Durante esse período da dominação romana (ano 70 a 476), os judeus não tinham permissão para entrar em Jerusalém, exceto uma vez por ano, no aniversário da destruição. Nesta data, eles lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo. Daí o nome Muro das Lamentações.
Budismo
Os budistas realizam peregrinações em locais relacionados à vida de Buda, que quer dizer o Iluminado. Dentre os mais importantes estão: Lumbini, no Nepal, cidade natal de Buda; Bodh-Gaya, local de sua iluminação; Varanasi, onde pregou seu primeiro sermão; e Kusinara, local de sua morte. Um dos lugares de oração é o Pagode, onde os budistas fazem oferendas de alimentos a Buda. Os budistas possuem em casa um pequeno altar onde rezam em família. Nele há uma imagem de Buda, placas com os nomes de seus ancestrais e bastões de incenso.
Islamismo
A peregrinação à cidade de Meca, que todo muçulmano, tendo condições materiais, deve fazer pelo menos uma vez na vida, é um dos cinco pilares do islamismo. Na cidade, encontra-se a Caaba, templo em forma cúbica, para onde se voltam todos os muçulmanos ao fazer suas orações diárias. Jerusalém também é um lugar sagrado para eles, pois crêem que nesta cidade o profeta Muhammad (Maomé) chegou ao final de sua jornada e ascendeu ao céu. Os edifícios mais importantes do islã são as mesquitas, local de oração e centros de uso comunitário e educativo.
Hinduísmo
Uma das mais antigas religiões, o hinduísmo tem como sagrado o Rio Ganges, no qual procuram purificar a alma e chegar mais perto de seus deuses, como Brahma, Vishnu e Shiiva, representações diferentes de um único ser. Outros importantes lugares de peregrinação são Mathura, na Índia, onde nasceu Krishna; Ayodhya, a capital do Rei Rama; e o santuário de Vishnu, no Himalaia. A maioria dos hindus prefere realizar o culto no próprio lar, onde montam um santuário com um altar, recitam orações (mantras) e fazem oferendas à divindade.
Fernanda Dantas
As cidades de Belém e Jerusalém e a região da Galiléia lembram fatos significativos da vida de Jesus, como o nascimento, a crucificação e seu ministério, respectivamente. Lourdes, na França; Fátima, em Portugal; Santiago de Compostela, na Espanha; Virgem de Guadalupe, no México; e Nossa Senhora Aparecida, no Brasil são os mais importantes santuários católicos do mundo. O caminho de Santiago de Compostela tornou-se uma das maiores rotas de peregrinação cristã do Ocidente. Reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o caminho remonta ao apóstolo Tiago. Segundo uma tradição cristã, após a crucificação de Jesus, Tiago teria passado seis anos pregando na região da Espanha, onde morrera. Segundo relatos, uma estrela fixa iluminava o sepulcro do apóstolo – o “Campus Stellae” –, que deu origem ao nome Compostela.
Judaísmo
Jerusalém possui também lugares sagrados para os judeus. Um deles é o Muro Ocidental (ou Muro das Lamentações), parte da muralha construída ao redor do templo. No ano 70 d.C., quando a cidade foi destruída por Tito – imperador romano –, conta-se que foi resguardada esta parte da muralha, a fim de mostrar às gerações futuras a grandeza dos soldados romanos, capazes de destruir a grande edificação. Durante esse período da dominação romana (ano 70 a 476), os judeus não tinham permissão para entrar em Jerusalém, exceto uma vez por ano, no aniversário da destruição. Nesta data, eles lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo. Daí o nome Muro das Lamentações.
Os budistas realizam peregrinações em locais relacionados à vida de Buda, que quer dizer o Iluminado. Dentre os mais importantes estão: Lumbini, no Nepal, cidade natal de Buda; Bodh-Gaya, local de sua iluminação; Varanasi, onde pregou seu primeiro sermão; e Kusinara, local de sua morte. Um dos lugares de oração é o Pagode, onde os budistas fazem oferendas de alimentos a Buda. Os budistas possuem em casa um pequeno altar onde rezam em família. Nele há uma imagem de Buda, placas com os nomes de seus ancestrais e bastões de incenso.
Islamismo
A peregrinação à cidade de Meca, que todo muçulmano, tendo condições materiais, deve fazer pelo menos uma vez na vida, é um dos cinco pilares do islamismo. Na cidade, encontra-se a Caaba, templo em forma cúbica, para onde se voltam todos os muçulmanos ao fazer suas orações diárias. Jerusalém também é um lugar sagrado para eles, pois crêem que nesta cidade o profeta Muhammad (Maomé) chegou ao final de sua jornada e ascendeu ao céu. Os edifícios mais importantes do islã são as mesquitas, local de oração e centros de uso comunitário e educativo.
Uma das mais antigas religiões, o hinduísmo tem como sagrado o Rio Ganges, no qual procuram purificar a alma e chegar mais perto de seus deuses, como Brahma, Vishnu e Shiiva, representações diferentes de um único ser. Outros importantes lugares de peregrinação são Mathura, na Índia, onde nasceu Krishna; Ayodhya, a capital do Rei Rama; e o santuário de Vishnu, no Himalaia. A maioria dos hindus prefere realizar o culto no próprio lar, onde montam um santuário com um altar, recitam orações (mantras) e fazem oferendas à divindade.
Fernanda Dantas
Fonte: Diálogo 34 - MAIO/2004
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http://www.paulinas.org.br/dialogo/?system=news&id=10782&action=read
Não julgue a cultura alheia com teus olhos, diz muçulmana
“A questão de orar ou de rezar nunca foi motivo de briga. A gente estuda o passado para entender o presente. Ninguém nunca matou o vizinho por causa de Deus, é só um pretexto”, avaliou a muçulmana Paloma Awada, de 32 anos, sobre possíveis conflitos que diferenças entre religiões podem causar nas relações humanas. Filha de um imigrante libanês muçulmano em São Paulo com uma brasileira católica, ela segue o islamismo desde criança.
Eu fiquei interessada em conversar com algum muçulmano sobre o sentido da vida por conta do atentado terrorista ao jornal Charlie Hebdo na França no começo de janeiro, que ampliou os debates sobre conflitos entre diferentes crenças no mundo. Encontrei Paloma pela internet e ela me recebeu para uma conversa em seu local de trabalho, no Centro de São Paulo.
Apesar de a família materna dela não seguir o Islã, a economista me disse que sempre conviveu com a colônia árabe na cidade de São Paulo por causa da família paterna, o que a aproximou da religião. Afirmou que as diferentes crenças nunca foram motivos de intrigas entre seus pais (que acabaram se separando, mas por outras razões).
“O quesito religião nunca atrapalhou. Religião nenhuma nunca atrapalha. São sempre outros interesses. Se você reza de um jeito e eu de outro normalmente isso não vai afetar minha relação com você, normalmente não é isso. O que tem por trás nunca é isso. Sempre é um cunho político ou financeiro. Na verdade, sempre é financeiro. A política dá poder e dá finanças.”
Sobre a questão do atentado na França, cravou acreditar ser errado matar em qualquer contexto. “Qualquer ato de morte é absurdo em qualquer lugar do mundo, mas é uma forma que esses povos têm de reivindicar algum direito que alguém algum dia tirou deles.”
Avaliou que essa violência é originada por outra violência anterior, citando toda a questão histórica que envolve desde colonização por países Europeus, guerras e até mesmo a soberania dos Estados Unidos no mundo. “Você ataca o país, você tira seus líderes, você mata, você denigre a imagem daquela cultura, daquele povo. Você vende para o mundo que aquele povo é terrorista.”
Na opinião dela, tudo isso faz com que o resto do mundo enxergue os países árabes como um lugar onde só tem bombas, terrorismo e mulheres apedrejadas. “Tem isso, mas não só isso. Tem uma cultura por trás disso. Quem vê de fora não adianta julgar, não julgue a cultura alheia com teus olhos, não faça isso, porque se eles estão assim há 1,4 mil anos é porque eles gostam, e quem não gosta, saia.”
Sentido da vida
Para Paloma, a vida é uma ponte, um aprendizado. “Você vem para fazer algumas coisas, para aprender e ensinar outras. E o mais importante, na minha opinião, é que a pessoa tem sempre se esforçar para viver da melhor forma possível.”
Avaliou que Deus concedeu ao ser humano a inteligência. “Com a sua inteligência você pode fazer milagres, você pode trabalhar, gerar, cair e levantar muitas vezes e procurar sempre, sempre fazer aquilo que faz você feliz, o que te traz felicidade, e o que te traz felicidade não pode ser alguma coisa que traga infelicidade aos outros. Se você quer ser feliz e está fazendo infeliz todo mundo ao seu redor, tem alguma coisa errada.”
Islamismo
Paloma afirmou que sempre gostou muito de estudar as diferenças entre as crenças e, quando pequena, chegou a frequentar outros templos religiosos. “Eu sigo o Islã porque minha família segue, e lógico que eu estudei isso, eu não sou muçulmana só porque me disseram ‘você é muçulmana’. A gente acredita em Deus, assim como outras religiões também.”
Afirmou que o Islã nada mais é do que uma continuação do cristianismo, do judaísmo, e que, para ela, Deus é um só. “Existe um criador de tudo isso. Ele se chama Deus. Em português é Deus, em árabe é Alá, em inglês é God. Deus que é uma luz suprema, uma energia suprema.”
Crê, ainda, que os profetas são mensageiros. “Na verdade, o profeta Muhhamad é uma continuação, ele não falou nada de diferente de Moisés, nada de diferente de Abraão, nada de diferente de Jesus Cristo. Nada.”
Véu
Já foi ao Líbano muitas vezes e disse que é bastante envolvida com as ações da colônia islâmica em São Paulo – em algumas épocas da vida mais, outras menos. Optou por usar o véu aos 14 anos. Revelou que sempre se sentiu mais protegida com o acessório, principalmente com relação ao assédio frequente de homens pelas ruas de São Paulo, que não mexem com a mulher quando está com véu, disse.
Por outro lado, já perdeu vagas de emprego e até mesmo foi impedida de fazer uma prova num concurso público por estar com a cabeça coberta. Sem contar as brincadeiras frequentes que ouve de desconhecidos sobre a vestimenta. “Às vezes tem brincadeiras que pesam. Algum cliente que faz uma graça, como ‘vou te pedir desconto, mas não me explode’. Você até leva na brincadeira, mas tem situações que não é legal.”
Revelou que a maioria das mulheres de véu no Brasil acaba trabalhando com a família ou em entidades árabes. “O mercado de trabalho tem um padrão e ele não absorve, isso é fato.”
Por conta disso, trabalha com comércio no Centro de São Paulo. Afirmou que essa questão profissional é a que mais a coibiu ao usar o véu. “São coisas aqui no Brasil que ainda limitam um pouco, são normas. Eu respeito, quando isso vai acabar? Não sei.”
Jornalista, blogueira e escritora.Em 2013 criou o blog www.vidaria.com.br, onde publica depoimentos sobre o sentido da vida. O trabalho resultou no livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”, à venda no site www.autografia.com.br.
http://www.contioutra.com/nao-julgue-a-cultura-alheia-com-teus-olhos-diz-muculmana/
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