terça-feira, 23 de setembro de 2014

MATRIZ OCIDENTAL-Perspectivas judaicas sobre o sofrimento

 
Para o Judaísmo, o sofrimento humano surge com a própria existência humana, mas não é algo imprescindível para ela. Quem explica é o rabino Rubem Sternschein, da Congregação Israel...ita Paulista. Ele conversou com a reportagem de O Transcendente sobre o tema. Embora o rabino Rubem reconheça que existam obras da literatura rabínica do período que vai do século 1º ao 6º da era cristã que afirmam que o sofrimento possa trazer algum aprendizado, fortalecer as pessoas, para torná-las mais profundas, o Judaísmo não é uma religião da dor, isto é, esta não é desejada.
Para corroborar essa visão, a revelação e a profecia divina surgem justamente no estado positivo, da alegria. Por isso, o rabino discorda da interpretação segundo a qual o sofrimento é uma experiência congênita ao ser humano. Ao contrário, “nós acreditamos que o sofrimento surge por conta da história escrita pelos seres humanos”, afirma. A natureza não vem com o sofrimento, mas a história da humanidade produz sofrimento.
A esse respeito, o Judaísmo identifica as diferentes formas de sofrimento. Há aquele sofrimento motivado por causas naturais: doenças, terremotos, enchentes, tsunamis etc... Uma segunda forma é fruto da história da humanidade: guerras, fome. Há ainda o sofrimento causado por problemas de relacionamento entre as pessoas: desamor, abandono, falta de lealdade, de compreensão, compaixão etc... Por fim, há o sofrimento causado por uma perda, como por exemplo, a de um ente querido.

Formas de encarar a dor

Para lidar com essas diferentes formas de dor, a religião judaica apresenta diferentes modelos de apoio àquele que sofre. Um desses modelos – que existe também em outras religiões – diz respeito à esperança num sentido e num equilíbrio posterior. Nesse caso, o consolo estaria no fato segundo o qual por trás da experiência dolorosa, existe um sentido – mesmo que não seja claro para a pessoa –, Deus, a justiça e que, algum dia, isso resultará em algo bom.
Outro modelo – talvez um extremo oposto do anterior – é aquele que parte do princípio que não há uma perspectiva de sentido para o sofrimento. Mesmo se houvesse uma perspectiva divina que justificasse essa experiência, a pessoa estaria sujeito a ela por conta de sua condição humana. Nesse caso, tudo que se pode fazer é acompanhar o sofrimento. “Esse modelo chega ao extremo de afirmar que Deus sofre conosco diante da nossa dor”, diz o rabino Rubem.
Há ainda modelos de apoio àquele que sofre que têm origem na filosofia judaica e não só da religião. Para um desses modelos, por exemplo, há um princípio para o qual o que parece valioso, talvez não o seja assim. “O que temos e perdemos, seja saúde, conhecimento, bens materiais e até mesmo amigos, são somente meios; o importante da vida é o que você faz com ela”. Isso seria quase como um “jogo celestial”: Deus e os anjos brincam conosco, nos dão ou nos retiram coisas e situações, mas tudo isso não é o essencial. A questão é saber o que fazemos com essas situações: ou usamos para ajudar outras pessoas ou para dominar e brigar com outras pessoas, por exemplo. Segundo o rabino, essa é uma perspectiva que ajuda a lidar com o sofrimento.
O rabino Rubem Sternschein entende que esse último modelo é adequado para as situações dolorosas naturais e aquelas provocadas pela perda de alguém. Agora, para a dor provocada pelas opções históricas feitas pelos seres humanos e pelas crises nos relacionamentos entre as pessoas a forma de superar essas experiências é nos tornarmos seres humanos melhores. Para esses casos, a contribuição da religião é educar as pessoas para um seu maior comprometimento com a vida humana.
Por fim, a prática religiosa em si não seria responsável por causar o sofrimento, embora certas interpretações sobre a religião possam levar a isso. Conclusões como “Deus quer que nós soframos ou que matemos”, tendem a revelar esse tipo de interpretação parcial, argumenta o líder religioso judeu para quem esse tipo de postura – que, numa certa medida, pode coincidir com o fundamentalismo – não corresponde à teologia de base do judaísmo. E sim com base em três eixos - “liberdade, responsabilidade e oportunidade” - que se apoia toda a teologia e ética judaica, fundamentos com os quais a religião judaica espera lidar com a questão do sofrimento.

Redação O TRANSCENDENTE
Foto: MATRIZ OCIDENTAL

Perspectivas judaicas sobre o sofrimento

Para o Judaísmo, o sofrimento humano surge com a própria existência humana, mas não é algo imprescindível para ela. Quem explica é o rabino Rubem Sternschein, da Congregação Israelita Paulista. Ele conversou com a reportagem de O Transcendente sobre o tema. Embora o rabino Rubem reconheça que existam obras da literatura rabínica do período que vai do século 1º ao 6º da era cristã que afirmam que o sofrimento possa trazer algum aprendizado, fortalecer as pessoas, para torná-las mais profundas, o Judaísmo não é uma religião da dor, isto é, esta não é desejada. 
Para corroborar essa visão, a revelação e a profecia divina surgem justamente no estado positivo, da alegria. Por isso, o rabino discorda da interpretação segundo a qual o sofrimento é uma experiência congênita ao ser humano. Ao contrário, “nós acreditamos que o sofrimento surge por conta da história escrita pelos seres humanos”, afirma. A natureza não vem com o sofrimento, mas a história da humanidade produz sofrimento. 
A esse respeito, o Judaísmo identifica as diferentes formas de sofrimento. Há aquele sofrimento motivado por causas naturais: doenças, terremotos, enchentes, tsunamis etc... Uma segunda forma é fruto da história da humanidade: guerras, fome. Há ainda o sofrimento causado por problemas de relacionamento entre as pessoas: desamor, abandono, falta de lealdade, de compreensão, compaixão etc... Por fim, há o sofrimento causado por uma perda, como por exemplo, a de um ente querido.

Formas de encarar a dor

Para lidar com essas diferentes formas de dor, a religião judaica apresenta diferentes modelos de apoio àquele que sofre. Um desses modelos – que existe também em outras religiões – diz respeito à esperança num sentido e num equilíbrio posterior. Nesse caso, o consolo estaria no fato segundo o qual por trás da experiência dolorosa, existe um sentido – mesmo que não seja claro para a pessoa –, Deus, a justiça e que, algum dia, isso resultará em algo bom.
Outro modelo – talvez um extremo oposto do anterior – é aquele que parte do princípio que não há uma perspectiva de sentido para o sofrimento. Mesmo se houvesse uma perspectiva divina que justificasse essa experiência, a pessoa estaria sujeito a ela por conta de sua condição humana. Nesse caso, tudo que se pode fazer é acompanhar o sofrimento. “Esse modelo chega ao extremo de afirmar que Deus sofre conosco diante da nossa dor”, diz o rabino Rubem.
Há ainda modelos de apoio àquele que sofre que têm origem na filosofia judaica e não só da religião. Para um desses modelos, por exemplo, há um princípio para o qual o que parece valioso, talvez não o seja assim. “O que temos e perdemos, seja saúde, conhecimento, bens materiais e até mesmo amigos, são somente meios; o importante da vida é o que você faz com ela”. Isso seria quase como um “jogo celestial”: Deus e os anjos brincam conosco, nos dão ou nos retiram coisas e situações, mas tudo isso não é o essencial. A questão é saber o que fazemos com essas situações: ou usamos para ajudar outras pessoas ou para dominar e brigar com outras pessoas, por exemplo. Segundo o rabino, essa é uma perspectiva que ajuda a lidar com o sofrimento.
O rabino Rubem Sternschein entende que esse último modelo é adequado para as situações dolorosas naturais e aquelas provocadas pela perda de alguém. Agora, para a dor provocada pelas opções históricas feitas pelos seres humanos e pelas crises nos relacionamentos entre as pessoas a forma de superar essas experiências é nos tornarmos seres humanos melhores. Para esses casos, a contribuição da religião é educar as pessoas para um seu maior comprometimento com a vida humana.
Por fim, a prática religiosa em si não seria responsável por causar o sofrimento, embora certas interpretações sobre a religião possam levar a isso. Conclusões como “Deus quer que nós soframos ou que matemos”, tendem a revelar esse tipo de interpretação parcial, argumenta o líder religioso judeu para quem esse tipo de postura – que, numa certa medida, pode coincidir com o fundamentalismo – não corresponde à teologia de base do judaísmo. E sim com base em três eixos - “liberdade, responsabilidade e oportunidade” - que se apoia toda a teologia e ética judaica, fundamentos com os quais a religião judaica espera lidar com a questão do sofrimento.

Redação O TRANSCENDENTE

O que é macumba?

O que é macumba?

umbandapontenova.blogspot.com
Na realidade, “macumba” era o nome de uma flauta rústica, utilizada pela população mais pobre, majoritariamente ex-escravos ou descendentes de escravos, em festas familiares, junto com outros instrumentos, como atabaques e tambores, na passagem do Brasil Império para a República.
 
Dessa forma, “macumba” ou “macumbinha” era também um sinônimo de “festa em casa”, pois, como havia repressão e muito preconceito contra as reuniões afro-religiosas (na época, feitas nos terreiros das casas, pequenos quintais, de terra batida, diante das residências populares do interior), ao convidar alguém para uma festa/reunião as pessoas, de maneira discreta, apenas convidavam umas as outras para uma “macumba” ou “macumbinha”.
 
Apesar de o termo ser utilizado de forma depreciativa pelos que discriminam as religiões “afro”, o seu uso e a autodenominação entre os adeptos é comum e encarada, por muitos, com orgulho.
 
  Redação do OT

O Jornal O Transcendente – subsídio pedagógico para o Ensino Religioso

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O Jornal O Transcendente – subsídio pedagógico para o Ensino Religioso foi criado em março de 2007, seguindo todas as prerrogativas exigidas pela LDB 9475//97, nova redação do art. 33 da Lei 9394/96, que estabelece as normas a serem observadas no Ensino Religioso nas escolas públicas do Brasil.

  O Transcendente auxilia os professores de Ensino Religioso, e áreas afins, em sua prática educacional diária por meio de ricos conteúdos, plano de atividades, dinâmicas e projetos didaticamente apresentados em um fascinante Encarte Pedagógico.

 Somado a isso, pela sua excelência, OT é utilizado para a formação continuada dos professores brasileiros. Acompanhando os períodos escolares, esse subsídio é editado bimestralmente: março/abril, maio/junho, agosto/setembro e outubro/novembro e produzido com 16 páginas de excelente qualidade gráfica com conteúdos bem fundamentados, sugeridos por educadores de todos os estados do país. O Transcendente reflete a face do Ensino Religioso do Brasil!

BLOG:http://jornalotranscendente.blogspot.com.br/
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Crianças Indígenas


Dicas de leitura parte I - BrinqueBook

Olha que sensacional, dicas de hoje, no curso da SME, de uma de nossas professoras da rede Karin Willms do seu blog Ensino Religioso - um desafio para o Ensino Fundamental


Dicas de leitura - parte I - BrinqueBook

Atendendo a pedidos, segue uma lista de livros que podem auxiliar nas aulas de Ensino Religioso:
As 14 Pérolas da Índia
Numa manhã crepuscular, o Deus Supremo olhou para a fileira de homens de barro e finalmente descobriu o local apropriado para esconder a chave da felicidade. - É isso! - gritou Brahma. - Os homens nunca vão pensar em procurar a chave da felicidade no lugar em que estou pensando em escondê-la.
As 14 Pérolas da Sabedoria JudaicaQuando alguém questionava a simplicidade e a pequenez das parábolas, o sábio rei de Israel, Salomão, dizia que com uma pequena vela na mão podiam-se encontrar imensos tesouros e, com as parábolas, podiam-se compreender, às vezes, profundas ideias.As 14 Pérolas da Sabedoria SufiAs histórias sufis não nos chegam somente pela razão, penetram também pela emoção (coração). Às vezes, precisamos de dias, semanas, meses e até anos para compreender profundamente uma narrativa sufi, outras, podemos compreendê-la antes mesmo de ouvi-las, como se ela já morasse dentro da gente, adormecida à espera de ser despertada. Estes contos permitem trabalhar temas como: pontos de vista, filosofia, tradição oral, reflexões e diversidade cultural.
As 14 Pérolas Budistas
Num templo budista, um monge queria porque queria alcançar a iluminação o mais rápido possível. Para isso, meditava mais que os outros, recitava mantras sem parar e jejuava mais do que o necessário. Com o passar do tempo, o jovem foi emagrecendo, seu aspecto era terrível, mas mesmo assim, continuava suas práticas sem esmorecer. Certa manhã, o mestre do templo interrompeu um mantra do seu ansioso aluno e perguntou: – Por que tamanha pressa, meu querido monge?A Arca de Noé
Uma maneira diferente e colorida de contar esta conhecida história da Bíblia.A Árvore - Os Três Caminhos
Sofia não esperava a reviravolta que iria acontecer na sua vida ao conseguir abrir, finalmente, a porta misteriosa no casarão de seu avô. Lá dentro, deparou-se com uma grande árvore no centro de uma instigante biblioteca e foi recepcionada por um exótico corvo albino, que a informou sobre uma importante missão. Sofia descobriu que aquela era a Árvore da Vida, essencial para a manutenção da vida na Terra, e que a mesma estava muito debilitada.Chuva de Manga
O Chade é um país que fica lá longe, no centro do continente africano. Seu povo vive uma realidade diferente e, ao mesmo tempo, próxima do nosso coração brasileiro. Há terras secas e alguns momentos de fertilidade, no solo árido — uma bênção da água que cai do céu. A leitura aproxima os povos. Por meio do dia a dia do menino Tomás, os leitores poderão imaginar o que é esperar pela chuva, fazer um carrinho de lata e apreciar os frutos da terra generosa, que nos oferece a alegria de saborear e cheirar uma manga dourada.Escola de Chuva
É o primeiro dia de aula em Kelo, no Chade, na África. As crianças caminham pela estrada. “Vou ganhar um caderno?”, pergunta Tomás. “Vou ganhar um lápis? Vou aprender a ler como vocês?”.Mas quando ele e as outras crianças chegam à escola, não há sala de aula nem carteiras. Apenas uma professora. “A primeira lição é construir a nossa escola”, diz ela.
Kabá Darebu
"Nossos pais nos ensinam a fazer silêncio para ouvir os sons da natureza; nos ensinam a olhar, conversar e ouvir o que o rio tem para nos contar; nos ensinam a olhar os voos dos pássaros para ouvir notícias do céu; nos ensinam a contemplar a noite, a lua, as estrelas..."
O Menino e o Jacaré
É com a força de uma lenda kayapó que, mais uma vez, Maté vem resgatar as nossas raízes mais profundas, nascidas e crescidas em meio à imensidão amazônica, e, assim, enfatizar a importância da cultura e dos mitos indígenas para o imaginário de todo o nosso povo.Orelha de Limão


"Era uma vez uma pequena ovelha, igual a todas as outras. Só uma coisinha nela era diferente: uma de suas orelhas era amarelo-limão." Mas quanta diferença! Por conta desse pequeno detalhe, uma orelha amarelo-limão, nada dava certo para a ovelha e ela sofria muito.Verso e Reverso - O Outro Lado das Histórias
Ora, direis, ouvir histórias!... Há milênios o homem conta e ouve histórias. As verdades ocultas nas narrativas da tradição oral (fábulas, lendas, mitos, contos populares) atuam como estrelas-guia no caminho de evolução do ser humano.
https://www.brinquebook.com.br/titulos/