sábado, 26 de abril de 2014

FE-Brasil: nota de apoio aos Tupinambá


Recebemos com grande preocupação a notícia da prisão pela Policia Federal neste dia 23 de abril, de Rosivaldo Ferreira dos Santos, cacique do Povo Tupinambá da Serra do Padeiro, sul da Bahia.
 
Babau, como é mais conhecido, é uma das principais lideranças indígenas do Brasil e sua forte e contundente atuação na defesa do território de seu povo no sul da Bahia vem, há alguns anos, gerando uma série de perseguições e ameaças de morte, perpetradas por fazendeiros e lideranças políticas da região, com forte conivência de outros poderes locais, incluindo o judiciário e as polícias.
 
Alguns meios de comunicação de massa também têm contribuído para aumentar a onda de perseguição aos Tupinambá, criminalizando o direito legítimo desse povo ao seu território ao associar a luta política de sua principal liderança ao banditismo e à violência.
 
Babau estava com viagem marcada a Roma na quarta-feira, 23/04 para uma audiência com o papa Francisco, no qual entregaria documento relatando o martírio que seu povo vem sofrendo na luta legítima pelo direito ao seu território e à sua cultura. Segundo nota do CIMI, o passaporte de Babau foi suspenso pela Polícia Federal, menos de 24 horas depois de emitido, por quatro mandados de prisão: três arquivados em 2010 e outro da Justiça Estadual de Una acusando-o de participação no assassinato de um pequeno agricultor. O inquérito que levou ao mandado de prisão contra Babau e outras lideranças Tupinambá foi realizado em apenas dez dias, tem depoimentos sem o contraditório e uma série de outras fragilidades jurídicas.  A prisão se deu durante audiência unificada das comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado, da qual participava, no Congresso Nacional, em Brasília (DF) e foi decretada pela Vara Criminal da Justiça Estadual de Una, município baiano.
 
“Tiraram nós do nosso território e agora continuamos no mesmo impasse. Estão querendo nos matar. Querendo, não, estão nos matando. Quero que este parlamento ou nos mate de uma vez ou faça alguma coisa” disse Babau ao chegar à Câmara dos Deputados, segundo nota do CIMI.
 
Essa luta de Babau e de seu povo se insere num contexto de violações e profundo desrespeito aos povos indígenas de todo o Brasil e ao seu modo de viver, cada vez mais encurralados por um modelo perverso de desenvolvimento. Grandes projetos governamentais e privados, expansão do agronegócio e mineradoras sobre territórios imemorialmente habitados por esses povos e outras populações tradicionais são a expressão mais evidente desse modelo.
 
Nós, organizações ecumênicas e igrejas cristãs reunidas no Fórum Ecumênico Brasil, manifestamos nossa total solidariedade e apoio ao Cacique Babau e demais lideranças indígenas injustamente processadas nesse inquérito. Afirmamos, com a mesma veemência do cacique, que os direitos dos povos indígenas de todo o Brasil estão sendo violados por essa absurda perseguição e truculência que vem sendo cometida contra os Tupinambá há muito tempo. Nos causa também preocupação o risco pela integridade física de Babau caso ele seja transferido para uma prisão na região sul da Bahia.
 
Clamamos a autoridades estaduais e federais, especialmente o Ministério da Justiça para que intervenha de forma a preservar a vida e a segurança das lideranças indígenas envolvidas nesse inquérito, relaxamento das prisões e agilização do processo para assegurar definitivamente o território aos Tupinambá, restituindo a paz na região. 
 
Brasília, abril de 2014
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC
Conselho Latino-americano de Igrejas do Brasil – CLAI Brasil
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
Igreja Ortodoxa Siriana
Igreja Católica Apostólica Romana
Aliança de Batistas do Brasil
Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE
Fundação Luterana de Diaconia - FLD
KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço
Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra - CEDITER
Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação Popular - CESEEP
Centro Ecumênico de Evangelização, capacitação e Assessoria - CECA
Cento de Estudos Bíblicos - CEBI
DIACONIA
Universidade Popular - UNIPOP
Comissão Ecumênica de Combate ao Racismo - CENACORA
Dia Mundial de Oração
Associação de Seminários Teológicos - ASTE
Programa de Formação e Educação Comunitária – PROFEC
 
Obs.: O FE-Brasil é um Fórum Ecumênico composto por igrejas, conselhos de igrejas e organizações ecumênicas, que busca fortalecer o campo ecumênico, ao promover ações que favoreçam o diálogo entre culturas e promova a justiça, a paz e o equilíbrio ambiental.

CESEEP promove curso de ecumenismo e diálogo inter-religioso


Entre os dias 13 e 27 de julho o CESEEP - Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular promove o curso de ecumenismo e diálogo inter-religioso com o tema “Violência: Desafio às Religiões na Construção da Justiça e da Paz. Abaixo, confira a apresentação do curso.
 
Apresentação
 
Aspecto preocupante da atualidade são formas estruturais de violência atreladas a injustiças econômicas e sociais, que atingem a sociedade toda, mas particularmente os mais vulneráveis: crianças, mulheres, jovens, idosos, desempregados. O tráfico e o consumo de drogas agravam esse quadro no quotidiano das famílias e da juventude.
 
Encontrar mecanismos e alternativas para a sua superação não é tarefa apenas do Estado, mas de todas as pessoas, de organismos da sociedade civil e especialmente das igrejas cristãs e das religiões.
 
O grande desafio é, portanto o da superação da violência pela de uma sociedade fundada na justiça, na igualdade e na solidariedade.
 
As igrejas cristãs e as religiões são desafiadas a apresentar a sua contribuição nessa luta contra a violência e contra a injustiça.
 
A mensagem evangélica de amor, justiça e fraternidade exige uma atitude de denúncia das injustiças sociais e dos mecanismos da violência, mas também de anúncio de propostas e ações que venham a contribuir para a melhoria de vida das pessoas e transformação da sociedade na direção da justiça e da paz. 
 
 Muitas experiências revelam que a sociedade civil organizada, com a participação das igrejas e religiões, pode encontrar caminhos que levem às mudanças desejadas.
 
O tema do Curso de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso de 2014 - Violência: desafio às religiões na construção da justiça e da paz - oferece a possibilidade de se refletir sobre essa realidade, com aprofundamento teórico acompanhado de contato com iniciativas e práticas significativas das igrejas e religiões nesse âmbito. O Curso é organizado pelo CESEEP em parceria com o MOFIC, CLAI, KOINONIA e com o apoio do CONIC.
 
Oferece um espaço de rica convivência entre pessoas de diferentes igrejas e religiões, momentos de espiritualidade e festa e intenso programa de visitas a comunidades religiosas e a iniciativas em favor da paz.
 
Assessores e conteúdo 
 
- Panorama mundial das religiões e de sua evolução recente. Pe. Dr. José Oscar Beozzo.
 
- Religiões indígenas: A violência contra os povos indígenas e suas formas de resistência. Dr. Prof. Benedito Prezia e Profª Luciana Galante.
 
- Religiões de matriz africana: A violência social e religiosa contra as religiões de matriz africana e sua luta por respeito e igualdade. Dr. Prof. Ruy Póvoas.
 
- Umbanda: Panorama histórico. A violência contra os templos e pessoas que praticam a Umbanda e seu empenho contra a discriminação religiosa e social. Mãe Rita de Cássia.
 
- Budismo: panorama histórico. Ações do budismo em favor da justiça e da paz. Monja Coen.
 
 - O Judaísmo frente à violência antissemita. Sua contribuição ética e social para a construção da justiça e da paz. Rabino Alexandre Leone.
 
- Hinduísmo: Panorama Histórico. Ações do hinduísmo vedanta em prol da justiça e da paz. Shankara Brahmachari Sadanandachaitanya.
 
- A violência doméstica e as religiões. Dra. Ivone Gebara.
 
- Espiritualidade do cotidiano no combate e superação da violência. Dr. Faustino Teixeira.
 
Veja o cartaz do curso:

domingo, 13 de abril de 2014

NOVOS CAMINHOS – EM BUSCA DO CONHECIMENTO UNIVERSAL

Aruanda é uma dimensão no astral, conhecida por ser morada das entidades luminosas da Umbanda. Dizem que o nome “Aruanda” se originou de uma derivação do nome do principal porto de Angola, chamado Luanda, por onde ocorreu o triste episódio de desterro dos africanos capturados e transformados em escravos, sendo enviados para o Brasil.

Depois, os... escravos foram adaptando suas crenças, e começaram a idealizar Aruanda, terra sagrada dos luminares e protetores, dos guias de Luz e dos falangeiros dos Orixás.

Portanto, acredito que Aruanda, como outra cidade no astral, o “Nosso Lar”, não tem fronteiras religiosas, culturais, ou raciais. Ali estão as entidades puras, sejam de onde vier, porque sabemos que muitos são os caminhos que levam ao Pai Maior. Com certeza ali estarão também espíritos de candomblecistas que evoluiram e estão nas dimensões elevadas a orientar e sustentar os filhos da Terra.

Então, estamos iniciando uma nova jornada neste espaço abençoado que se chama “Povo de Aruanda”, que já atingiu mais 14 milhões de acessos, e nele nosso irmão, o Babalorisá Raimundo Ribeiro , irá postar textos sobre o Candomblé, e estará disponibilizando seu e-mail para trocar informações com quem tem dúvidas.

Aproveitamos e convidamos os irmãos e irmãs a caminharem conosco neste novo impulso, trazendo suas dúvidas, seus questionamentos, pois desta maneira estaremos acrescentando conhecimento e com certeza estaremos nos harmonizando com o Pai Maior, num momento que a ambiência planetária está tão necessitada de boas vibrações.
Deixo então uma oração, para que possamos inaugurar esta nova fase :

Zambi, Pai Misericordioso
Guia nossos passos,
Abre nossos olhos,
Dulcifica nossos corações.
Conduza nossas palavras
Pelos melhores caminhos.
Nos ensine a seguir impávidos
Dia a dia, através das intempéries.
Que os Orixás benditos estejam conosco:
Yemanjá, Odoiá, minha mãe, nos envolva
Com teu manto de estrelas, e nos guie
Por estes mares incógnitos.
Oxóssi, Okê Arô, meu Pai!
Me oriente através
De suas flechas certeiras
E com seu brado forte não permita
Que inconsequentes interfiram em nosso intento.
Oxum, oh, doce Iabá
Lava com suas águas
Esta rede invisível e plena de energia
Que permeia o espaço e chega a inumeráveis lares.
Vibre sobre todos o Seu Amor Infinito.
Ogum, Ogunhê, guerreiro do Bem!
Nos proteja e nos ampare
Nos dê firmeza e estabilidade
Em todos os momentos,
Permita que continuemos nossa jornada
Sem que qualquer perturbação tolde nossa meta
De abraçar cada vez mais nossas Religiões,
nossa Esperança e nossa Fé.
Iansã, Eparrei, Senhora!
Varra para bem longe
Cinzas, desavenças e restolhos
Leve para o espaço longínquo
Todo o pensamento vão,
Toda a inveja, calúnia e violência.
Xangô, Kaô, Kabecile!
Justiça, Pai, Justiça sempre
Nos velando do alto de sua pedreira
Nos envolvendo com sua proteção
Na qual confiamos do fundo de nosso Ser,
pois sabemos que buscamos a Luz, mesmo nas trevas,
e em momento algum trairemos nossa crença e ideal.
Nanã, Saluba!
Traz para nós sua sabedoria e nos liberte
De nossas próprias amarras pela auto-compreensão.
Misericórdia, grandiosa Nanã Buruquê!!!!!
Obaluaiê, nos abençoe com a Saúde Física e Mental,
Nos fortaleça e nos oriente em todos os momentos
Trazendo a este local Harmonia, Estabilidade
Coragem para novos caminhos.
Nos prostramos e lhe saudamos
do fundo e nossas almas.
E que o Panteão dos Orixás,
Receba esta humilde prece
Feita de nossa alma buscadora
Na direção de um caminho melhor
Para outros buscadores.
Que o aprendizado que aqui nascer
Se multiplique mundo afora
Em forma de Amor e Caridade, sempre.
Que tenhamos sempre, brilhando em nosso peito
A Estrela Guia que ilumina os caminhos, as fronteiras
E as diferentes dimensões, por onde caminhamos
A serviço do Pai.
Que assim possa ser.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
Ver mais — com Rai Ribeiro
https://www.facebook.com/povo.dearuanda