sábado, 1 de fevereiro de 2014

Confira a pauta do artigo do prof. Sérgio Junqueira na edição 73 da Revista Diálogo - Revista de Ensino Religioso

Os direitos humanos em face das rupturas da globalização

Rosalice Fidalgo Pinheiro, Professora da Faculdade de Direito da UFPR aborda o assunto em artigo
Data: 08/01/2014 Hora: 12:07:42 Por: Rosalice Fidalgo Pinheiro

Rosalice Fidalgo Pinheiro, Coordenadora do Programa de Mestrado em Direitos Fundamentais e Democracia da UniBrasil e professora da Faculdade de Direito da UFPR

 





Curitiba
Rosalice Fidalgo Pinheiro




A crise vivenciada pelo mundo globalizado demonstra que não há o que se comemorar em mais um aniversário da "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" de 1789. Em minicurso, recentemente ministrado pela Doutora María José Fariñas Dulce, professora visitante do Programa de Mestrado em Direitos Fundamentais e Democracia da UniBrasil, restou claro o triunfo dos "direitos do mercado e compatíveis com o mercado" sobre os direitos dos seres humanos concretos. Trata-se do resultado da conjugação entre a doutrina política da globalização e a crise econômico-financeira das sociedades atuais, levando a uma ruptura socioeconômica e outra sociocultural.

Para a catedrática em Filosofia do Direito da Universidade Carlos III, a primeira ruptura decorre da expansão mundial do sistema capitalista global, que, por um lado, produziu um império financeiro monopolizado, e, por outro, uma reserva mundial de mão de obra barata. Isto se traduz em uma prevalência da "segurança, liberdade contratual e propriedade privada", proclamadas pela Declaração de 1789, sobre os direitos à moradia, à educação, à saúde, ao trabalho, ao desenvolvimento humano e ao meio ambiente, resolvendo-se a equação capitalismo/democracia em favor do capitalismo como um modelo econômico global. Já a segunda é um processo de desestruturação individualista, que rompe com a solidariedade dos grupos e conduz os cidadãos a se desenvolverem como indivíduos isolados. Em lugar de uma luta unitária por emancipação, os seres humanos se veem fragmentados por características étnicas, religiosas ou de gênero, suscitando conflitos de identidades que ocultam a desigualdade social. Trata-se, por exemplo, do "fascismo social" que deposita nos imigrantes a causa de todos os males e insatisfações da sociedade (La globalización y sus escisiones: escisión socio-económica versus escisión socio-cultural, p. 4-5).

Nesse contexto, igualdade e diferença destacam-se como as duas faces de uma concepção de direitos humanos capaz de controlar a globalização neoliberal. María José Fariñas Dulce aponta para a necessidade de regular a política, as estruturas financeiras e as relações de trabalho, com vistas a compartilhar recursos naturais, definir um modelo de desenvolvimento socioeconômico e eleger critérios éticos para a segurança das nações, em face da impossibilidade dos Estados agirem individualmente em um cenário global. Para tanto, a perspectiva universalista dos direitos humanos é uma técnica de regulação insuficiente, por se revelar como uma promessa não cumprida da modernidade, que exclui e oculta diferenças.

Após lançar semelhante crítica, a professora espanhola sustenta que os direitos humanos não devem ser considerados como uma abstração, mas como respostas históricas aos processos de lutas sociais. Para tanto, lembra a afirmação do direito à liberdade religiosa, consagrado pelas declarações de direitos do século XVIII, ou a conquista dos direitos dos consumidores nas sociedades pós-industrializadas, no século XX. Eis que o enfrentamento dos conflitos gerados pelas sociedades pluralistas, como as que se fazem presentes em um contexto global, requer uma reconstrução dos direitos humanos amparados em uma perspectiva intercultural. 


"Em lugar de uma luta unitária por emancipação, os seres humanos se veem fragmentados por características étnicas, religiosas ou de gênero, suscitando conflitos de identidades que ocultam a desigualdade social..." 
Rosalice Fidalgo Pinheiro

 
Historicamente, as sociedades modernas resolveram os conflitos gerados pelo pluralismo por perspectivas teóricas que resultaram em um monismo, inaugurado pela Declaração de 1789: não obstante, diversas classes sociais se congregassem em busca de afirmação da igualdade entre os homens, esta não significou mais do que a proteção das liberdades de uma única classe contra os privilégios do Antigo Regime, a burguesia. De modo semelhante, a catedrática da Universidade Carlos III demonstra que as perspectivas da assimilação e do multiculturalismo são caracterizadas por uma hierarquia cultural que impede o diálogo, excluindo e absorvendo as diferenças, em lugar de integrá-las. 

Segundo María José Fariñas Dulce, o horizonte do diálogo pressupõe a igualdade. Para tanto, são necessários instrumentos que emancipem os sujeitos, já que o diálogo não se mostra possível quando presentes desigualdades econômicas, sociais e culturais. A "hermenêutica diatópica", suscitada por Raimundo Panikkar, é um desses instrumentos. Ao considerar os equivalentes funcionais de cada cultura, delineia um diálogo amparado na negociação de valores transculturais e no respeito às diferenças. Não se trata de considerar a universalidade como um ponto de partida, mas como um ponto de chegada, uma perspectiva a ser alcançada por meio dos direitos humanos.

Como resultado dos ensinamentos da professora espanhola, desponta o sentido de igualdade que deve permear os direitos humanos, ora endossado pelas palavras de Boaventura de Sousa Santos: "temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza" (Por uma concepção multicultural de direitos humanos, p. 272).
http://www.circulandoaqui.com.br/materia/2720
 
 



domingo, 26 de janeiro de 2014

Algo diferente aconteceu na residência do Papa Francisco.


O Papa realizou um almoço com 15 líderes da comunidade judaica da Argentina, que desfrutaram de uma refeição KOSHER e cantaram em hebraico, na própria residência do Papa em Santa Marta, no Vaticano. Uma simples mesa redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso.
Os quinze líderes da comunidade judaica argentina, que t...iveram a oportunidade de participar de uma reunião com o líder maior da Igreja Católica ficaram simplesmente entusiasmados.
O Papa recebeu-os como seus "irmãos" e tornou o almoço um momento "histórico".
O ex-cardeal Jorge Bergoglio sentou-se amigavelmente em uma mesa cercada por rabinos e líderes da comunidade judaica.
"Nada mais será igual. Na minha vida é algo inesquecível ", disse o presidente de uma entidade israelita que participou da reunião. "Ele tem um significado global da presença da comunidade judaica com o Papa."
Alguns dos participantes disseram ter a certeza de que foi a primeira vez que a comida Kosher foi servida, e que foi cantado em hebraico, no Vaticano.
Uma mesa simples e redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso.
"Hine ma tov Uma Naim shevet ahim gam Yahad" foi a música que foi cantada com o Papa, e é o fragmento de um Salmo de David que diz que "como agradável e bonito é irmãos se sentarem juntos."
Talvez o momento mais emocionante, e que causou a espontaneidade que reflete esta fotografia tão cativante, foi quando o vinho de mesa Kosher foi compartilhado e fez com que todos brindassem um l'chaim (um brinde à vida).

https://www.facebook.com/KabbalahTechnology

Vale a pena ver a história dos Mormos por JoaquimMoreira

Entrevistado por Paulo Mendes Pinto

Sobre Joaquim Moreira

Membro do Conselho dos Setenta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.Acesse:http://www.ulusofona.pt/religiao/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Jesus sem fronteiras e a fraterniade entre as religiões - Irma Aíla Pinh...


RITO DO CASAMENTO - 1° ANO - CANDOMBLÉ E UMBANDA

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Para trabalhar com os alunos do 1° ano o rito do casamento na matriz africana realizei o seguinte encaminhamento:

MITO: A ORIGEM DO MATRIMÔNIO
             Nos primeiros tempos da humanidade, não havia muitos homens e mulheres. Naquela época, eles viviam divididos. Os homens caçavam os animais e as mulheres recolhiam as sementes das plantas. Os homens viviam nas cavernas das montanhas e as mulheres viviam próximas ao rio, em cabanas feitas de barro e folhas. Eles não se visitavam.
            Um dia, os homens foram caçar com suas   flechas e mataram um antílope, mas deixaram o fogo apagar e não puderam cozinhar o animal. Os homens eram como as mulheres: eles sabiam fazer muito bem as suas coisas e sempre conseguiram manter o fogo aceso. No entanto, os homens tinham tanta fome que mandaram um deles buscar fogo emprestado das  mulheres. Nesta época havia cinco homens.
            Um dos homens desceu até o rio, o atravessou e, do outro lado, encontrou uma mulher que recolhia algumas sementes de uma planta. Ele pediu um pouco de fogo. Então ela lhe disse: “ Venha comigo até a aldeia. Eu darei a você um pouco de fogo”. E o homem foi junto com a mulher. Quando chegaram à cabana da mulher, ela disse: “Você está com muita  fome, espere um pouco que eu vou cozinhar essas    sementes”! O homem sentou e esperou. A mulher  moeu as sementes com um pilão, e da farinha fez uma polenta. Quando a polenta ficou cozida, deu-a ao homem e pegou um pouco para si.
            E o homem disse: “Bem, eu ficarei aqui com você porque isso é agradável!” E ele não retornou aos seus companheiros para levar-lhes o fogo.
            Os outros homens ficaram esperando, mas como a fome aumentava, decidiram encarregar outro deles para buscar o fogo. O homem partiu e  encontrou também uma mulher, que o convidou para a sua cabana, deu-lhe polenta e ele também não retornou com o fogo.
            Da mesma maneira que aconteceu com o 1° e o 2° homem, saíram para buscar o fogo o 3° e o 4°. Igualmente encontraram cada um deles uma mulher e não voltaram mais, ficando somente o 5°.
            A essa altura, o antílope começava a apodrecer. Esse último homem, não conseguindo comer a carne do animal, pegou seu arco e suas flechas e fugiu, perdendo-se pelo mundo.
            Foi assim que se originou o matrimônio entre o homem e a mulher.

Mito do povo Bosquímanos da região Kalaharí, África.


Encaminhamento:

* Contar a história e explorar o texto:

- que é um mito?
- o que aconteceu com as mulheres e os homens?
- quando alguém se une a outra pessoa como pode ser chamado este ato?
- faça uma ilustração deste mito.


* Apresentar algumas imagens de casamentos nas diferentes tradições religiosas e conversar com os alunos verificando se todas as imagens são iguais ( casamentos: católico, evangélico, indígena, islâmico, candomblé, hinduísta, judaico ).


* A professora providencia imagens grandes de diferentes celebrações de casamentos e monta um jogo da memória, onde os alunos distribuídos em dois grupos irão procurar e achar o par.




* Assistir ao vídeo do casamento na Tradição Religiosa da Umbanda e do Candomblé:






* Conversar com os alunos sobre os símbolos, as vestes, o celebrante, convidados.


* Entregar a palavra casamento com as sílabas trocadas e solicitar que os alunos montem e colem no caderno.


MEN - CA - TO - SA

* Mostrar alguns símbolos e solicitar que os alunos relatem outros que foram utilizados no rito do casamento e desenhar no caderno nomeando-os.




* Entregar para os alunos quebra-cabeças de casamentos nas diversas tradições religiosas (confeccionados pela professora) para que possam montar.
 

* Solicitar que os alunos juntamente com a família tragam de casa imagens de casamento nas diferentes tradições religiosas.
 
 
* Montar com as imagens  trazidas de casa um painel.

 


* Localizar no mapa mundi de onde é o Mito do matrimônio, (África) explicar que muitas pessoas desse continente vieram para o Brasil há muitos anos atrás.

* Cantar com os alunos a seguinte música, enquanto cantar apresentar aos alunos imagens dos elementos que aparecem:
 
Acarajé, cuscuz, vatapá
Que comida gostosa
Vem saborear,
Lá,lá,lá,lá,lá,lá iaiá
         
Vem o samba, o batuque, a capoeira
Tá fora a tristeza
E vamos dançar
Lá,lá,lá,lá,lá,lá iaiá
A umbanda e o candomblé
Religiões brasileiras
Que trazem axé.
Lá,lá,lá,lá,lá,lá iaiá

* Montar a palavra África e colar no caderno, F C R Á I A

* Colocar um samba e para que os alunos sintam o ritmo e dancem, que ritmo é?

* Entregar o mapa da África, solicitar que os alunos pintem e colem no caderno.




* Solicitar para encerramento das atividades solicitar que os alunos juntamente com a família procurem imagens de como a cultura, religião, alimentação africana contribuíram para a formação do povo brasileiro.

Bom é isso aí pessoal, foi desta maneira que os alunos do 1° ano aprenderam um pouco mais sobre a tradição africana em 2013


sábado, 18 de janeiro de 2014

UM SHOW DE FOTOJORNALISMO !

Linda imagem. Um belo registro de respeito mútuo e humildade.
via Marcos Gomes. A foto de capa da edição desta sexta-feira (17) do Correio da Bahia, mostrando uma "baiana" na Lavagem do Bonfim molhando a cabeça de uma freira com água-de-cheiro, é um show de fotojornalismo. Parabéns ao jornal pela oportunidade e à jornalista Marina Silva, pela sensibilidade e talento.
 
 
 
 
 
A foto de capa da edição desta sexta-feira (17) do Correio da Bahia, mostrando uma "baiana" na Lavagem do Bonfim molhando a cabeça de uma freira com água-de-cheiro, é um show de fotojornalismo. Parabéns ao jornal pela oportunidade e à jornalista Marina Silva pela sensibilidade e talento. — com Rosa Cristinna Campos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O TRANSCENDENTE



A PRIMEIRA EDIÇÃO DE O TRANSCENDENTE DE 2014 ACABOU DE IR PARA A GRÁFICA!!!

Já já ele chega para todos os nossos assinantes!!!

Confira com EXCLUSIVIDADE a CAPA do jornal!!
https://www.facebook.com/pages/O-Transcendente/550293904998409