sexta-feira, 1 de março de 2013

Notícia: Irmãs criam linha de bonecas com necessidades especiais



Com iniciativas como os bonecos da inclusão, pequenos empreendedores são responsáveis por mais de 70% dos empregos no Brasil.

Na era dos brinquedos eletrônicos, será que bonequinhas de pano ainda conquistam as crianças? E como. Criadas e produzidas em São Paulo, falta pouco para serem exportadas para a África.

As irmãs microempresárias Lúcia e Joyce Venâncio contam que por me produzem cerca de 2.000 bonecas e que chegam a fazer 80 bonecas por dia. “Nós fizemos um trabalho de pesquisas em bairros A, B, C e D, pra saber como seria a aceitação desse produto no mercado”, conta a microempresária Joyce Venâncio. E Lúcia Venâncio garante: "Boneca eu posso dizer com certeza que é de zero à melhor idade".

Mas antes de vencer com as bonecas, as irmãs Venâncio experimentaram o gosto amargo do fracasso. Foi com um café chique, que abriram no bairro. “Nós só pensamos mesmo no visual desse café e na satisfação de ter um negócio. É claro, pensávamos em ganhar dinheiro, mas sem planejamento", lembra Joyce.

Descobriram tarde demais que no bairro em que abriram o café é muito raro alguém parar para tomar um cafezinho. Depois, com o projeto das bonecas, planejaram tudo. Não cederam ao impulso do improviso.

"Esse é um dos grandes erros. É você fazer algo que te dá prazer, mas não saber se esse trabalho é bom para o público e se vai te render alguma coisa também”, reflete Joyce.

Inspiradas em um bonequinho negro que a avó fez para Joyce, as netas criaram vários modelos e apostaram numa idéia surpreendente: bonecos de inclusão.

"Eu tenho a boneca cadeirante, muletante, com síndrome de Down, obesa. Tem a boneca da quimioterapia, a cega com o cão-guia”, conta Joyce.

“Gratificante é quando entra alguém com síndrome de Down e pega a boneca e não quer nem que embrulhe, ela sai segurando uma referência que ela busca no mercado e não existe”, se orgulha Lúcia. E os bonecos de inclusão têm ainda outro papel, como explica Joyce. “Nas escolas, essas bonecas não são para ficar na prateleira, e sim para estar trabalhando no dia-a-dia, falando das diferenças, colocando a importância da inclusão”.

https://www.facebook.com/inclusaobrasil 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Histórico e Atividades da ASSINTEC








http://www.assintec.org.br/index.php?system=news&news_id=61&action=read
A ASSINTEC, Associação Inter-Religiosa de Educação, é a entidade civil de caráter educativo e cultural que promove o ensino religioso, o diálogo inter-religioso e o respeito às diferenças culturais e religiosas. Sua gênese remonta ao movimento ecumênico de Curitiba.

Seu surgimento oficial data de 02 de janeiro de 1973, quando efetivou-se um convênio com a Secretaria Estadual de Educação e depois com a secretaria Municipal de Educação de Curitiba. A ASSINTEC passou por diferentes fases, nestas três décadas de existência.

Surgiu como entidade ecumênica, a fim de superar o modelo catequético do Ensino Religioso e mais tarde passou a enfatisar o trabalho pedagógico focado em valores humanos, isto na década de 90. Atualmente é uma associação inter-religiosa, com foco no trabalho sobre o conhecimento religioso acumulado e produzido historicamente pela humanidade.

Visita da Equipe da ASSINTEC à aldeia Guarani, Karuguá, estabelecendo o diálogo e propondo parcerias.
ATIVIDADES

A ASSINTEC é uma entidade civil de caráter educacional que atua em parceria com o poder pública na efetivação do Ensino Religioso nas escolas do Paraná, e no apoio pedagógico aos professores desta área do conhecimento.
As atividades da ASSINTEC estão organizadas em cinco eixos:
1.     ASSESSORIAS, CURSOS E OFICINAS

As assessorias, cursos e oficinas pedagógicas têm como objetivo contribuir na capacitação de professores para a prática do Ensino Religioso. A partir de informações oriundas de diversas tradições religiosas e místico-filosóficas. São algumas das modalidades de cursos ofertados: Introdução ao Ensino Religioso e Curso de Aprofundamento em Ensino Religioso, a carga horária varia conforme a demanda. Na oficina pedagógica trabalha-se de forma sintetizada a proposta do Ensino Religioso. Além dos cursos e oficinas, são realizadas na sede da ASSINTEC assessorias aos professores.

2. PRODUÇÃO DE MATERIAL

As publicações têm como objetivo servir de suporte para a pesquisa e apoio pedagógico aos professores e alunos. São elaborados subsídios em forma de informativos periódicos e apostilas. É também mantida e atualizada sistematicamente uma biblioteca virtual no site da ASSINTEC com conteúdos pertinentes ao Ensino Religioso, facilitando aos professores a pesquisa nesta área.

3. DIÁLOGO COM O PODER PÚBLICO

A interlocução exigida por lei, com Secretarias Estadual e Municipais de Educação, visa garantir o caráter inter-religioso da disciplina curricular e colaborar no processo de implantação e implementação do Ensino Religioso de acordo com a lei em vigência.

4. DIÁLOGO COM AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

As parcerias com as Instituições de Ensino Superior têm o propósito de acessar as pesquisas acadêmicas e transforma-las em conhecimento aplicável na sala de aula. A Licenciaturaem Ensino Religioso para o Estado do Paraná é uma das reivindicações da ASSINTEC. A concretização deste projeto passa pela articulação com as instituições de Ensino Superior.

5. DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

O diálogo inter-religioso acontece com o objetivo de subsidiar a prática do Ensino Religioso como disciplina curricular. A ASSINTEC tem dois espaços já reconhecidos para esse diálogo: o Encontro de Diálogo Inter-Religioso com temas específicos e o Evento de caráter cultural denominado de Arte e Espiritualidade. Ambos eventos, ocorrem anualmente em Curitiba. Aexpectativa para o futuro, é que esses encontros também ocorram em outras cidades do Paraná.


                                                           

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Você conhece o livro ENSINO RELIGIOSO NO BRASIL ? É um e-book que você poderá acessar gratuitamente e salvar no seu computador -



fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=326685834109784&set=p.326685834109784&type=1&theater

https://www.editorachampagnat.pucpr.br/eboo

Qual é o futuro das religiões no Brasil?


     Cada pessoa vai organizar a sua religiosidade em um cenário multiforme, com menos doutrinas e mais experiências emotivas? Cada religião vai reforçar sua ortodoxia e lutar por espaço político, defendendo o moralismo sob influência de potências culturais mundiais? As religiões e espiritualidades vão disputar o mercado cultural na televisão e na internet, apelando até para mensagens apocalípticas? Todas as religiões vão convergir para uma espiritualidade ecológica e de nova consciência global?
    São tendências das religiões pelo mundo, mas o Brasil, com sua multiculturalidade, é um dos melhores laboratórios de ensaio do futuro da religiosidade. Em tempos de modernidade globalizada, com grandes possibilidades tecnológicas e enormes dificuldades de relações entre grupos humanos e destes com a natureza, as pessoas tendem a ficar mais egoístas, no sentido de ouvir mais a própria intuição. Paradoxalmente, isso leva à busca por uma espiritualidade maior e uma melhor compreensão do significado da vida, o que pode inclusive redefinir e ampliar os nossos limites éticos.
     Será, então, que vamos assistir à ascensão de um “Deus Verde” planetário e de uma “Nova Consciência” espiritual? Ou, ao invés, as crises culturais e econômicas que atravessam o planeta, levarão também no Brasil a uma politização de ortodoxias moralistas e sob pressão de superpotências mundiais? Para aprofundar essas questões, acontecerá no Recife, nas dependências da Universidade Católica de Pernambuco, de 4 a 6 de setembro de 2013, o IV Congresso Nacional da ANPTECRE – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião, que vai se perguntar sobre “O futuro das religiões no Brasil”.
http://www.unicap.br

Compreender e exercitar a Alteridade



Curitiba de sotaques diversos, do polonês, ucraniano ,alemão, português, italiano, do nordestino ao sulino ,do pé vermelho ao nativo panaguara, intenso sentimento  de pertencimento á terra, da arquitetura que  traduz o novo e o velho,  passado e presente juntos num mesmo espaço geográfico, com possibilidades futuristas ,pessoas de hábitos diferentes vivendo no mesmo território.
Aqui não reflete apenas o cinza dos dias frios com neblina,  nos rostos curitibanos  de suas inúmeras etnias esta o encontro de misturas de raças, credos e religiões diversas. Cores que não traduzem em jardins, praças, parques, mas que motiva o cidadão curitibano a mostrar a sua arte pela música, pela dança, através do teatro, nos cafés culturais, livrarias, redes sociais, eventos , festivais ao longo decorrer do ano.
Curitiba, ora movimento, impulsividade, ora calmaria, silêncio entrecortado pelo canto de uma sábia que insiste no seu piar ou aquele João  de Barro em qualquer canto de uma das várias ruas arborizadas. Aquele  que acorda cedo para trabalhar ou aquele que na madrugada começa o seu trabalho ,rotinas diferentes que levam ao único objetivo: O VIVER!
Como não exercitar aqui, o senso de Alteridade, para com toda essa diversidade étnica, religiosa, de gênero, cultura ou mesmo a diversidade das pessoas deficientes que aqui circundam, trabalham, estudam, pensam, divertem e sonham como quaisquer outras que aqui vivem?
Somos curitibanos, não genuínos!    Em pouco tempo a vida nos tornou com sentimento de pertencimento á essa cidade e com ela a responsabilidade social do nosso universo religioso pluralista. Uma responsabilidade que requer que compreendamos , tenhamos a capacidade mais complexa de exercitar a Alteridade que segundo  Elisabeth Jelin - Cidadania e Alteridade: o reconhecimento da pluralidade “Alteridade seria, portanto, a capacidade de conviver com o diferente, de se proporcionar um olhar interior a partir das diferenças. Significa que eu reconheço “o outro” também como sujeito de iguais direitos, É exatamente essa constatação das diferenças que gera a alteridade.”

Matheus Kreling e Eliane Clara Pepino

Alteridade



Aquilo que fica restrito ao âmbito da indulgência, da política e da religião segundo os dicionaristas, pode se expressar amplificadamente ao universo cultural e social através de um vocábulo relativamente recente: “alteridade".
“Tentar compreender a alteridade, isto é, a relação com os/as outros/as, é um tema candente no cenário internacional contemporâneo. A xenofobia e o racismo, as guerras étnicas, o preconceito e os estigmas, a segregação e a discriminação baseadas na raça, na etnia, no gênero, na idade ou na classe social são todos fenômenos amplamente disseminados no mundo, e que implicam em altos graus de violência. Todos eles são manifestações de não reconhecimento dos/das outros/as como seres humanos cabais, com os mesmos direitos que os nossos.”
(Elisabeth Jelin - Cidadania e Alteridade: o reconhecimento da pluralidade)
Alteridade seria, portanto, a capacidade de conviver com o diferente, de se proporcionar um olhar interior a partir das diferenças. Significa que eu reconheço “o outro” também como sujeito de iguais direitos, É exatamente essa constatação das diferenças que gera a alteridade.
Os indivíduos têm sido continuamente condicionados a manter-se extremamente fixados na valorização das suas diferenças individuais: força, inteligência, raça, gênero, poder etc.
No sentido inverso à alteridade, a intolerância busca uma “solução”, de preferência imediata, para um problema e não um tratamento permanente, um caminho a ser seguido, principalmente com vistas a evitar sua repetição no futuro.
A intolerância, geralmente pela incapacidade de perceber o universo de inter-relações sociais e culturais determinantes de uma dada situação, exige um culpado para satisfazer um erro.
“0 espírito de intolerância deve estar apoiado em razões muito más, já que por toda parte busca os menores pretextos.”
(Voltaire - Tratado Sobre a Tolerância)
O “não” é um vocábulo absoluto, sempre objetivo e peremptório, que exclui maiores interpretações. Ao contrário, o “sim” é uma abertura para o manejo de uma idéia. para a prática de uma relação.
“Como a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria, dos santos, assim a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles que – todos nós – não são uma coisa nem outra.”
(André Comte-Sponville – Pequeno Tratado das Grandes Virtudes) 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? [completo, legendado portu

   Mesma lógica para qualquer disciplina.
  Preste atenção no processo de um relato de uma aula, quando a criança responde sobre DEUS e NATIVIDADE!!!Estamos reproduzindo o que?Questiono-me também enquanto profissional,então cuidemos do que é mais precioso a capacidade de refletir!!!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Festas Afro-Brasileiras - Eixo VII: Religiosidades Afro-brasileiras


bay:http://colecaoitan.org/religiosidades-mapa-das-expressoes-religiosas.html

Mapa das Expressões Religiosas Afro-brasileiras

Os Candomblés de Orixás, Inquices ou Voduns, formaram um grande complexo cultural que representou a resistência dos povos africanos e, posteriormente, dos afro-brasileiros diante da repressão aos seus costumes durante o período da escravidão. A religião se fortaleceu entre os séculos XIX e XX, evidenciada primeiramente pelos grupos que se formaram na Bahia, mas também representativa pelas suas variações regionais que surgiam: Candomblé de Xangô (Pernambuco), Tambor de Mina (Maranhão) e Batuque (Rio Grande do Sul).
Não foi fácil a prática dessas religiões, mesmo depois da abolição da escravidão, muitas vezes os adeptos eram perseguidos e muitos terreiros foram até invadidos pela polícia. Assim, era indispensável para os africanos e afro-brasileiros se dizerem católicos e se comportarem como tais, principalmente para não sofrerem com o preconceito e a opressão de sua cultura pelo homem branco e colonizador.
Com o fim da Monarquia e o surgimento da República, em 1889, o catolicismo deixa de ser a religião oficial, no entanto, o medo e o preconceito persistiam fazendo os afro-brasileiros continuarem se afirmando católicos. Comportamento que se reflete até os dias de hoje, pois segundo o Censo de 2000, apenas 0,3% da população declarou-se pertencente a alguma religião afro-brasileira. Um dos exemplos é que muitos praticantes de afirmam espíritas, quando na verdade são candomblecistas, diminuindo então as estáticas das religiões de matriz africana. Outras pesquisas mais específicas apontaram números muito maiores de adeptos pelo país. Assim também, surgem campanhas para estimular as pessoas a se auto-afirmarem em sua religião, combatendo o preconceito e a intolerância religiosa. Outra questão importante é que o brasileiro já assimilou muitas práticas dessas religiões sem, no entanto participar efetivamente delas, seja pelas práticas de benzedeiras, pelo uso de chás e plantas medicinais ou pela prática de banhos para descarrego espiritual. Assim, não se pode desconsiderar a importância dessas religiões na formação dos costumes e práticas culturais brasileiras.
Já no início do século XX, surgia uma religião que agregava tanto as práticas e crenças afro-descendentes com as crenças do homem branco, chegando até a englobar e atender a classe média brasileira que se formava. A Umbanda, de surgimento expressivo no Rio de Janeiro, nasceu da síntese dos candomblés Congo-Angola (Banto) trazidos da Bahia, com ritos indígenas, o espiritismo kardecista e o catolicismo popular. Rapidamente se espalhou por todo o país e teve aceitação um pouco maior pela sociedade, pois de caráter distinto do Candomblé não era apenas um culto de oferenda e louvação as entidades, mas também de atendimento ao fiel, com suas entidades que conversam com os freqüentadores e trazem solução aos seus problemas. Permitia também ao não-devoto a possibilidade de encontrar resolução para algo não resolvido por outros meios, sem maiores envolvimentos com a religião. Rapidamente se popularizou pelas consultas a caboclos e pretos-velhos que auxiliam, principalmente, na resolução de problemas de saúde.

Não deixe de ver também, Eixo VII: Religiosidades Afro-brasileiras

Prancha Mapa das Expressões Religiosas Afro-brasileiras - frente e verso:

Mapa das Expressões Religiosas Afro-brasileiras


Mapa das Expressões Religiosas Afro-brasileiras