terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
BUDISMO FELICIDADE MATTHIEU RICARD Ser realista, ser gentil e meditar: B Alan Wallace simplifica o caminho para superar aflições e sofrimento [VÍDEO] As verdades que a impermanência nos revela, no “Livro Tibetano do Viver e do Morrer” de Sogyal Rinpoche Os 14 treinamentos da Plena Consciência e da Ordem de “Interser”, do monge zen Thich Nhat Hanh
As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem, é um texto do famoso monge budista francêsMatthieu Ricard – que, para quem não se lembra, já foi apresentado como “o homem mais feliz do mundo” e já foipalestrante do TED sobre felicidade. Se a gente olhar bem e for sincero, vamos perceber que todos buscamos algo que está nessa lista, estamos perseguindo algo que fatidicamente não nos tornará feliz – e muitos de nós estamos atrás de mais de um dos itens (e é um pouco assombroso pensarmos que podem existir pessoas perseguindo todos esses itens).
Além de monge, Matthieu Ricard é autor de diversos livros sobre Budismo e Fotografia, como “The Monk and the Philosopher” (um diálogo com seu pai, o filósofo Jean-François Revel), “The Quantum and the Lotus” e “Tibet, An Inner Journey“. PhD em Genética Molecular no Instituto Pasteur, Matthieu não se dedica mais à vida acadêmica, é hoje tradutor francês do XIV Dalai Lama, membro do Mind & Life Institute, dedicado a pesquisas para a compreensão científica da mente, e é o principal coordenador daAssociação Karuna-Shechen, dedicada à educação e serviços de cuidado para as pessoas mais velhas.
As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, mas que não fazem, segundo Matthieu Ricard, são:
1. Ser rico, poderoso e famoso.
2. Tratar o universo como se fosse um catálogo de pedidos para os nossos caprichos e desejos
3. Desejar a “liberdade” para fazer tudo o que vem à mente. (Isto não é ser livre, mas escravos de nossos pensamentos).
4. Buscar constantemente nossas sensações prazerosas, uma após a outra. (as sensações de prazer rapidamente se desfazem e se tornam até chatas ou desconfortáveis).
5. Querer nos vingar de forma maldosa de qualquer pessoa que tenha nos ferido. (ao fazer isso nós nos tornamos tão ruins quanto eles, e envenenamos nossas mentes).
6. “Se eu tivesse tudo, certamente ficaria feliz”, ou “Se eu tiver isto ou aquilo, eu posso ser feliz.” (tais previsões não são geralmente corretas).
7. Querer sempre ser lisonjeado e nunca enfrentar qualquer tipo de crítica. (o que não nos ajudará a progredir).
8. Eliminar todos os seus inimigos. (A animosidade nunca nos trará a felicidade).
9. Nunca enfrentar as adversidades. (Isto nos faz fracos e vulneráveis).
10. Enfocar os nossos esforços em apenas cuidar de nós mesmos. (o amor altruísta e compaixão são as raízes da verdadeira felicidade).
Compartilhado por Karla Mattos Vaidyaratna.

http://dharmalog.com/2012/06/18/as-10-coisas-que-nos-acreditamos-que-nos-farao-felizes-mas-que-nao-fazem-pelo-monge-frances-matthieu-ricard/
Sobre Matthieu Ricard
Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.
Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.
Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.
O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) reflectem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.
No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.
Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.
Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.
Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projectos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.
Ns últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor de trinta projectos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.
(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)
Fundação Kangyur Rinpoche
Actividades:
Rua Conde Almoster, nº98 - 13ºE |
Tel. 21 390 40 22/ 21 774 25 39 / 934 353 961
Correspondência:
Rua Conde Almoster, nº106 - 12ºD
1500 - 197 Lisboa
www.krfportugal.org
Nota da editora:
Matthieu Ricard, biólogo e monge budista é co-autor de um livro em que discute com o seu pai, o filósofo francês Jean-François Revel, entretanto falecido, sobre as concepções essenciais do mundo, da vida, do pensamento e das paixões do homem.
O livro chama-se "O Monge e o Filósofo" e consta desde a primeira hora na barra lateral deste Blogue como livro recomendado.
Matthieu Ricard foi considerado por recentes estudos da Psicologia como o homem mais feliz do mundo.
Recomendo vivamente esta conferência a quem viva na região do Porto.
Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.
Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.
Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.
O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) reflectem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.
No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.
Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.
Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.
Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projectos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.
Ns últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor de trinta projectos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.
(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)
Fundação Kangyur Rinpoche
Actividades:
Rua Conde Almoster, nº98 - 13ºE |
Tel. 21 390 40 22/ 21 774 25 39 / 934 353 961
Correspondência:
Rua Conde Almoster, nº106 - 12ºD
1500 - 197 Lisboa
www.krfportugal.org
Nota da editora:
Matthieu Ricard, biólogo e monge budista é co-autor de um livro em que discute com o seu pai, o filósofo francês Jean-François Revel, entretanto falecido, sobre as concepções essenciais do mundo, da vida, do pensamento e das paixões do homem.
O livro chama-se "O Monge e o Filósofo" e consta desde a primeira hora na barra lateral deste Blogue como livro recomendado.
Matthieu Ricard foi considerado por recentes estudos da Psicologia como o homem mais feliz do mundo.
Recomendo vivamente esta conferência a quem viva na região do Porto.
Publicada por Lelé Batita à(s) Segunda-feira, Março 01, 2010
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Padre Wilson Czaia- O Sacerdote surdo que ouviu o chamado de Deus
Padre Wilson nasceu em Curitiba e veio ao mundo para provar que a voz de Deus e o chamado ao serviço apenas se escutam com o ouvido do coração.
Aos quatro anos de idade a família notou que Wilson tinha problemas de audição, até que se ficou comprovada sua deficiência auditiva. Assim, por recomendação médica, foi encaminhado a uma Escola de Educação Especial Epheta, onde encontrou um ambiente de plena formação católica.
Teve como catequista a Irmã Nydia, fundadora da Instituição, que também era surda.
Em sua longa caminhada de estudos, ingressou na escola Sagrado Coração de Jesus, tendo recebido a Primeira Eucaristia, nessa convivência com a doutrina religiosa, o chamado para servir a Deus apenas se fortalecia.
Participava, semanalmente, de convenções, fóruns, de grupos de jovens e de encontros de casais surdos, para aprofundamento de sua fé.
Em 2000 ingressou no seminário, passando a cursar filosofia e, após, com a ajuda de um intérprete, ingressou nos estudos da teologia.
Em 26 de novembro de 2006 foi foi ordenado padre, no Rio de Janeiro, na Paróquia São Francisco de Pádua, que reuniu surdos do Brasil inteiro.
Após um ano de ordenação recebeu a missão de conduzir a Paróquia Nossa Senhora da Ternura, em Curitiba, voltada a pessoas com deficiência. Atualmente, referida Paróquia está presente na realização de missas e casamentos em libras.
Em sua missão evangelizadora voltada às pessoas com necessidades especiais, o religioso viaja por todo o País.
Diante de seu exemplo de caminhada e do trabalho realizado pela pastoral dos surdos, padre Wilson representa uma lição de que Deus fala às pessoas que, de forma peculiar, ouvem o chamado e se motivam com a força da fé.

Aos quatro anos de idade a família notou que Wilson tinha problemas de audição, até que se ficou comprovada sua deficiência auditiva. Assim, por recomendação médica, foi encaminhado a uma Escola de Educação Especial Epheta, onde encontrou um ambiente de plena formação católica.
Teve como catequista a Irmã Nydia, fundadora da Instituição, que também era surda.
Em sua longa caminhada de estudos, ingressou na escola Sagrado Coração de Jesus, tendo recebido a Primeira Eucaristia, nessa convivência com a doutrina religiosa, o chamado para servir a Deus apenas se fortalecia.
Participava, semanalmente, de convenções, fóruns, de grupos de jovens e de encontros de casais surdos, para aprofundamento de sua fé.
Em 2000 ingressou no seminário, passando a cursar filosofia e, após, com a ajuda de um intérprete, ingressou nos estudos da teologia.
Em 26 de novembro de 2006 foi foi ordenado padre, no Rio de Janeiro, na Paróquia São Francisco de Pádua, que reuniu surdos do Brasil inteiro.
Após um ano de ordenação recebeu a missão de conduzir a Paróquia Nossa Senhora da Ternura, em Curitiba, voltada a pessoas com deficiência. Atualmente, referida Paróquia está presente na realização de missas e casamentos em libras.
Em sua missão evangelizadora voltada às pessoas com necessidades especiais, o religioso viaja por todo o País.
Diante de seu exemplo de caminhada e do trabalho realizado pela pastoral dos surdos, padre Wilson representa uma lição de que Deus fala às pessoas que, de forma peculiar, ouvem o chamado e se motivam com a força da fé.
mentário
01
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http://paroquiaoleo.maisblog.net/SENHOR-BOM-JESUS-b1/Padre-Wilson-Czaia-O-http://paroquiaoleo.maisblog.net/PAROQUIA-SENHOR-BOM-JESUS-OLEO-b1/PAROQUIA-SENHOR-BOM-JESUS-OLEO-b1/Padre-Wilson-Czaia-O-Sacerdote-surdo-que-ouviu-o-chamado-de-Deus-b1-p116.htm
Sacerdote-surdo-que-ouviu-o-chamado-de-Deus-b1-p116.htm
Padre Wilson, primeiro sacerdote surdo do Paraná celebra missa em Arapongas
http://portalgualandi.com.br/site/index.php/padre-wilson-primeiro-sacerdote-surdo-do-parana-celebra-missa-em-arapongas/
Pe. Wilson, celebrou missa hoje (27.12.09) na Igreja Azul, como é conhecida pelos surdos em Arapongas. Vários surdos das cidades vizinhas participaram da missa, como você poderá conferir nas fotos abaixo:
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Adinkra Sabedoria em símbolos africanos

Adinkra
Sabedoria em símbolos africanos
de Luis Carlos Gá e Elisa Larkin Nascimento
Adinkra vem em boa hora destacar o universo filosófico e estético asante que se tornou patrimônio do país de Gana e que depois viajou ao outro lado do mundo. Ao reunirem os símbolos adinkra, os organizadores deste volume nos propiciaram um recurso exemplar que muito contribuirá para fertilizar o terreno da consciência sobre as cosmovisões da África continental e o seu significado para o Brasil e para as sociedades do hemisfério americano. Em português, inglês, francês e espanhol. Peça o seu contato@brasiscomuniccao.c
fonte:https://www.facebook.com/brasiscomunicacao
A Doutrina Espírita e o filme A Viagem (Parte II)
http://filosofiaespirita2.blogspot.com.br/2013/01/a-doutrina-espirita-e-o-filme-viagem.html
Olhando apenas dois ângulos sobre os quais me ative a falar na postagem anterior, sobre a concepção de reencarnação e a de liberdade, em que se aproxima e em que se afasta o filme da doutrina?
Realmente acredito que no conceito de reencarnação do filme a alma mantém sua individualidade, embora não o corpo. As reminiscências e as marcas de nascença (que o Espírito leva em seu perispírito) sinalizam isso. O herói de uma vida, mantém seu heroísmo em outra, embora em situação diferente.
O que parece estanque, e que no Espiritismo é mais dinâmico, é a condição dos maus. Que os Espíritos bons continuem bons, é o que acreditamos, e mais, que progridem ao ótimo e assim por diante. Mas, que os maus se perpetuem no vício, é o que negamos. Todos os Espíritos se movimentam rumo a reconciliação com o bem universal. A maldade de um indivíduo também é prisão da qual ele é incitado a se libertar. O ator Hugo Weaving assume o papel de vilão repetidas vezes sem uma nesga de arrependimento que para o Espiritismo é o primeiro passo da iluminação a fim de escapar do círculo de vício moral e da dor por ele provocada.
Os irmãos Wachowski investem no tema da liberdade como atributo maior do ser humano. É o que o define. Tanto é que mesmo "não nascendo de útero", concebida por máquinas, o que fez o espectador entender como humana a garçonete japonesinha foi exatamente ela conseguir se libertar do condicionamento da “ordem natural” a que foi submetida desde sua fabricação e questionar os valores que a circundavam.
Para o Espiritismo a liberdade e a libertação são definitivamente importantes, mas não ilimitadas. Por exemplo, o que poderia levar a um espírita estranhar o suicídio de um dos “heróis da libertação” é o fato de em outra vida ele não ter vindo com seqüelas em seu corpo, mas ainda perfeitamente livre e apto a lutar por mais liberdade.
A dor cerceia a liberdade de quem não a soube utilizar em qualquer outro momento da existência, proporcionando ao Espírito a lição não de como ser infinitamente livre, mas de como ter uma boa liberdade.
Filosoficamente coerente é essa posição. Não digo verdadeira, pois isso é ponto de discussão litigioso, mas coerente. Se Deus existe (e o dogma da existência de Deus abre afirmativamente a filosofia espírita), diz Sartre, não há como o homem ser completamente livre, pois desde o princípio seus atos se destinam a cumprir a vontade de Deus em sua vida. Como a existência da tesoura se destina a cumprir a vontade de quem a fabricou: cortar.
Não é por não sermos totalmente livres que não somos completamente livres. A liberdade completa do Espírito a que se destinará todas as criaturas está condicionada a limitação do ser criado. Este não pode acessar a essência do Criador que sempre lhe será maior. Mas, as múltiplas existências, infinitas ao nosso ver, apontam um futuro cuja liberdade não é menor do que a maior liberdade que possamos conceber.
Filme A viagem sofre com a pretensão de seus diretores
http://ne10.uol.com.br/canal/cultura/criticas-de-filmes/noticia/2013/01/12/filme-a-viagem-sofre-com-a-pretensao-de-seus-diretores-392561.php

Tom Hanks, em cena com Halle Berry, interpreta seis personagens diferentes: trama confusa
Foto: Divulgação
Paulo FloroDo NE10
Ambição define o filme A viagem, que chegou aos cinemas nessa sexta (12) em todo o País. Dirigiro pelos irmãos Lana e Andy Warchowsky (da Trilogia Matrix) e por Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra), a produção tem quase três horas e abrange um período de tempo entre passado, presente e futuro. Chama tanto atenção pelos efeitos especiais quanto pelo trabalho dos atores na interpretação de múltiplos personagens (Tom Hanks faz seis papéis e Hugo Weaving dá vida a uma mulher). De trama confusa e picotada, embebida de filosofia e religião espírita, é um filme difícil e dito como "infilmável" antes mesmo das gravações. É preciso paciência.
Veja a programação completa dos cinemas
Leia todas as críticas de filmes
É difícil explicar a trama, e ainda assim ficaria longe da experiência de compreender como todas as histórias estão unidas de alguma forma. Em 1849, um homem de negócios parte em uma viagem pelos mares do Pacífico Sul, onde vai criar amizade com um escravo. Nos anos 1930, um jovem compositor bissexual tenta ser discípulo de um maestro famoso e ranzinza. Nos anos 1970, uma jornalista interpretada por Halle Berry tenta desconstruir uma conspiração que pode ocasionar um desastre nuclear. Em uma Seul distante, uma clone criada para servidão revolta-se contra o sistema, foge, e em algum momento será adorada como um messias.
O fio condutor parece ser um criador de cabras, interpretado por Tom Hanks, no distante ano 2300, quando a humanidade retomou um estilo de vida pré-industrial vivendo da caça e coleta. Como fizeram em Matrix, os irmãos Warchowsky estão interessados em embalar milhões de dólares em efeitos especiais para transbordar filosofia e ideias. Aqui, o filme tenta passar ao espectador o conceito da reencarnação e de como nossos atos afetam outras pessoas. Tudo está ligado. É algo muito caro ao espiritismo, religião iniciada na Europa, com muitos adeptos no Brasil.
Veja a programação completa dos cinemas
Leia todas as críticas de filmes
É difícil explicar a trama, e ainda assim ficaria longe da experiência de compreender como todas as histórias estão unidas de alguma forma. Em 1849, um homem de negócios parte em uma viagem pelos mares do Pacífico Sul, onde vai criar amizade com um escravo. Nos anos 1930, um jovem compositor bissexual tenta ser discípulo de um maestro famoso e ranzinza. Nos anos 1970, uma jornalista interpretada por Halle Berry tenta desconstruir uma conspiração que pode ocasionar um desastre nuclear. Em uma Seul distante, uma clone criada para servidão revolta-se contra o sistema, foge, e em algum momento será adorada como um messias.
O fio condutor parece ser um criador de cabras, interpretado por Tom Hanks, no distante ano 2300, quando a humanidade retomou um estilo de vida pré-industrial vivendo da caça e coleta. Como fizeram em Matrix, os irmãos Warchowsky estão interessados em embalar milhões de dólares em efeitos especiais para transbordar filosofia e ideias. Aqui, o filme tenta passar ao espectador o conceito da reencarnação e de como nossos atos afetam outras pessoas. Tudo está ligado. É algo muito caro ao espiritismo, religião iniciada na Europa, com muitos adeptos no Brasil.
É difícil apreender tanta coisa de A viagem, pois muitos elementos atrapalham: o visual exagerado, que por vezes parece ter aproveitado o pior de O quinto elemento, a velocidade com que algumas histórias são apresentadas, e algumas passagens prolixas que fazem do filme um exercício de monotonia. Os atores parecem se esforçar. Tom Hanks, sozinho, interpreta seis personagens, e poucos atores conseguiriam dar profundidade a todos eles em uma mesma produção. Halle Berry também tem seus bons momentos, é preciso reconhecer. Até Susan Sarandon dá tudo de si como uma anciã em uma sociedade pós-hecatombe.
Adaptado do romance de David Mitchell, A viagem (Cloud Atlas, no original), foi tido como infilmável, dado a capacidade imaginativa e filosófica do escritor. Antes de estrear, gerou grande expectativa por causa dos Warchowsky, que teriam voltado para as grandes produções de cunho futurista e pós-apocalíptico. Ao final, sobrou uma produção confusa que que ficou comprometida pela pretensão de seus realizadores.
A VIAGEM
Direção de Lana e Andy Warchosky e Tom Tykwer
COM: Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon
LANÇAMENTO: Imagem Filmes
PRODUÇÃO: Warner Bros., Andy e Lana Warchosky, EUA, 2012
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
EM CARTAZ: Circuito multiplex
Direção de Lana e Andy Warchosky e Tom Tykwer
COM: Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon
LANÇAMENTO: Imagem Filmes
PRODUÇÃO: Warner Bros., Andy e Lana Warchosky, EUA, 2012
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
EM CARTAZ: Circuito multiplex
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